Almeida Revista e Corrigida (2009) (ARC)
22

Quadro profético do cerco de Jerusalém

22122.1 ou SentençaPeso do vale da Visão. Que tens, agora, para que assim totalmente subisses aos telhados? 2Cidade cheia de aclamações, cidade turbulenta,

22.2
Is 32.13
cidade que salta de alegria, os teus mortos não são mortos à espada, nem morreram na guerra. 3Todos os teus príncipes juntamente fugiram, foram ligados pelos arqueiros; todos os que em ti se acharam foram amarrados juntamente e fugiram para longe. 4Portanto, digo: desviai de mim a vista, e chorarei amargamente;
22.4
Jr 9.1
não vos canseis mais em consolar-me pela destruição da filha do meu povo. 5Porque
22.5
Is 37.3
dia de alvoroço, e de vexame, e de confusão é este da parte do Senhor Jeová dos Exércitos, no vale da Visão: um derribar de muros e um clamor até às montanhas. 6Porque Elão
22.6
Jr 49.35
Is 15.1
tomou a aljava, com carros de homens e cavaleiros; e Quir descobre os escudos. 7E será que os teus mais formosos vales se encherão de carros, e os cavaleiros se porão em ordem às portas. 8E se tirará a cobertura de Judá,
22.8
1Rs 7.2
10.17
e, naquele dia, olharás para as armas da casa do bosque. 9E vereis
22.9
2Rs 20.20
2Cr 32.4-5,30
as brechas da cidade de Davi, porquanto são muitas; e ajuntareis as águas do viveiro inferior. 10Também contareis as casas de Jerusalém e derribareis as casas, para fortalecer os muros. 11Fizestes também
22.11
Ne 3.16
um reservatório entre os dois muros para as águas do viveiro velho, mas não olhastes para cima, para o que o tinha feito, nem considerastes o que o formou desde a antiguidade. 12E o Senhor, o Senhor dos Exércitos, vos convidará naquele
22.12
Jl 1.13
Ed 9.2
Is 15.3
Mq 1.16
dia ao choro, e ao pranto, e ao rapar da cabeça, e ao cingidouro do cilício. 13Mas eis aqui gozo e alegria; matam-se vacas e degolam-se ovelhas; come-se carne, e bebe-se vinho, e diz-se:
22.13
Is 56.12
1Co 15.32
Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos. 14Mas
22.14
Is 5.9
1Sm 3.14
o Senhor dos Exércitos se declarou aos meus ouvidos, dizendo: Certamente, esta maldade não será expiada até que morrais, diz o Senhor Jeová dos Exércitos.

Sebna é degradado. Eliaquim é exaltado

15Assim diz o Senhor Jeová dos Exércitos: Anda, vai ter com este tesoureiro, com Sebna, o mordomo, e dize-lhe: 16Que é que tens aqui? Ou a quem tens tu aqui, para que cavasses aqui uma sepultura,

22.16
Mt 27.60
cavando em lugar alto a sua sepultura, cinzelando na rocha uma morada para si mesmo! 17Eis que o Senhor te arrojará violentamente como um homem forte e de todo te envolverá. 18Certamente, te fará rolar, como se faz rolar uma bola em terra larga e espaçosa; ali, morrerás, e, ali, acabarão os carros da tua glória, o opróbrio da casa do teu senhor. 19E demitir-te-ei do teu ofício e te arrancarei do teu assento.

20E será, naquele dia, que chamarei a meu servo Eliaquim,

22.20
2Rs 13.18
filho de Hilquias. 21E revesti-lo-ei da tua túnica, e esforçá-lo-ei com o teu talabarte, e entregarei nas suas mãos o teu domínio, e ele será como pai para os moradores de Jerusalém e para a casa de Judá. 22E porei a chave da casa de Davi sobre o seu ombro,
22.22
Jó 12.14
Ap 3.7
e abrirá, e ninguém fechará, e fechará, e ninguém abrirá. 23E fixá-lo-ei como a um
22.23
Ed 9.8
prego em um lugar firme, e será como um trono de honra para a casa de seu pai. 24E dele penderá toda a glória da casa de seu pai, os renovos e os descendentes, todos os vasos menores, desde as taças até às garrafas. 25Naquele dia, diz o Senhor dos Exércitos, o prego pregado em lugar firme será tirado; será arrancado e cairá, e a carga que nele estava se desprenderá, porque o Senhor o disse.

23

A ruína e restauração de Tiro

23123.1 ou SentençaPeso

23.1
Jr 25.22
47.4
Ez 26
27
28
Am 1.9
Zc 9.2,4
Is 23.12
de Tiro. Uivai, navios de Társis, porque está assolada, a ponto de não haver nela casa nenhuma, e de ninguém mais entrar nela; desde a terra de Quitim lhes foi isto revelado. 2Calai-vos, moradores da ilha, vós a quem encheram os mercadores de Sidom, navegando pelo mar. 3E a sua provisão era a semente do Canal, que vinha com as muitas águas, e a ceifa do Nilo; e ela era a feira das nações. 4Envergonha-te, ó Sidom, porque o mar, a fortaleza do mar, fala, dizendo: Eu não tive dores de parto, nem dei à luz, nem ainda criei jovens, nem eduquei donzelas. 5Como com as novas do Egito, assim haverá dores quando se ouvirem as de Tiro. 6Passai a Társis e uivai, moradores da ilha. 7É esta
23.7
Is 22.2
a vossa cidade, que andava pulando de alegria? Cuja antiguidade vem de dias remotos? Pois levá-la-ão os seus próprios pés para longe andarem a peregrinar.

8Quem formou este desígnio contra Tiro, a cidade coroada, cujos mercadores são príncipes e cujos negociantes são os mais nobres da terra? 9O Senhor dos Exércitos formou este desígnio para denegrir a soberba de todo o ornamento e envilecer os mais nobres da terra. 10Passa como o Nilo pela tua terra, ó filha de Társis; já não há cinto ao redor de ti. 11Ele estendeu a mão sobre o mar e turbou os reinos; o Senhor deu mandado contra Canaã, para que se destruíssem as suas fortalezas. 12E disse:

23.12
Ap 18.22
Is 23.1
Nunca mais pularás de alegria, ó oprimida donzela, filha de Sidom; levanta-te, passa a Quitim e mesmo ali não terás descanso.

13Vede a terra dos caldeus, povo que ainda não era povo; a Assíria a fundou para os que moravam no deserto; levantaram as suas fortalezas e edificaram os seus paços, mas já está arruinada de todo. 14Uivai,

23.14
Is 23.1
Ez 27.25,30
navios de Társis, porque é destruída a vossa força. 15E sucederá, naquele dia, que Tiro será posta em esquecimento por setenta anos, conforme os dias de um rei; mas, no fim de setenta anos, Tiro será como a canção de uma prostituta. 16Toma a harpa, rodeia a cidade, ó prostituta entregue ao esquecimento; toca bem, canta e repete a ária, para que haja memória de ti. 17Porque será no fim de setenta anos que o Senhor visitará a Tiro, e ela tornará à sua ganância de prostituta e terá comércio com todos os reinos que há sobre a face da terra. 18E será
23.18
Zc 14.20-21
consagrado ao Senhor o seu comércio e a sua ganância de prostituta; não se entesourará, nem se fechará; mas o seu comércio será para os que habitam perante o Senhor, para que comam suficientemente e tenham vestes duráveis.

24

Predição do castigo dos israelitas e o seu bom efeito. A promessa de livramento e da ruína dos seus inimigos. Cântico de louvor pela misericórdia de Deus

241Eis que o Senhor esvazia a terra, e a desola, e transtorna a sua superfície, e dispersa os seus moradores. 2E o que suceder ao povo

24.2
Os 4.9
sucederá ao sacerdote; ao servo, como ao seu senhor; à serva, como à sua senhora;
24.2
Ez 7.12-13
ao comprador, como ao vendedor; ao que empresta, como ao que toma emprestado; ao que dá usura, como ao que paga usura. 3De todo se esvaziará a terra e de todo será saqueada, porque o Senhor pronunciou esta palavra. 4A terra pranteia e se murcha; o mundo enfraquece e se murcha; enfraquecem os mais altos do povo da terra. 5Na verdade, a terra
24.5
Gn 3.17
Nm 35.33
está contaminada por causa dos seus moradores, porquanto transgridem as leis, mudam os estatutos e quebram a aliança eterna. 6Por isso,
24.6
Ml 4.6
a maldição consome a terra, e os que habitam nela serão desolados; por isso, serão queimados os moradores da terra, e poucos homens restarão. 7Pranteia o mosto,
24.7
Is 16.8-9
Jl 1.10,12
e enfraquece a vide; e suspirarão todos os alegres de coração. 8Cessou o folguedo
24.8
Jr 7.34
16.9
25.10
Ez 26.13
Os 2.11
Ap 18.22
dos tamboris, acabou o ruído dos que pulam de prazer, e descansou a alegria da harpa. 9Com canções não beberão vinho; a bebida forte será amarga para os que a beberem. 10Demolida está a cidade vazia, todas as casas fecharam, ninguém já pode entrar. 11Há lastimoso clamor nas ruas por causa do vinho; toda a alegria se escureceu, desterrou-se o gozo da terra. 12Na cidade, só ficou a desolação, e, com estalidos, se quebra a porta. 13Porque será no interior da terra, no meio destes povos,
24.13
Is 17.5-6
como a sacudidura da oliveira e como os rabiscos, quando está acabada a vindima.

14Estes alçarão a sua voz e cantarão com alegria; por causa da glória do Senhor clamarão desde o mar. 15Por isso, glorificai ao Senhor nos vales

24.15
Ml 1.11
e nas ilhas do mar, ao nome do Senhor, Deus de Israel. 16Dos confins da terra ouvimos cantar: glória ao Justo; mas eu digo: emagreço, emagreço, ai de mim!
24.16
Jr 5.11
Os pérfidos tratam perfidamente; sim, os pérfidos tratam perfidamente. 17O temor, e a cova, e o laço vêm sobre ti,
24.17
1Rs 19.17
Jr 48.43-44
Am 5.19
ó morador da terra. 18E será que aquele que fugir da voz do temor cairá na cova, e o que subir da cova, o laço o prenderá;
24.18
Gn 7.11
porque as janelas do alto se abriram, e os fundamentos da terra tremem. 19De todo será quebrantada a terra,
24.19
Jr 4.23
de todo se romperá e de todo se moverá a terra. 20De todo vacilará
24.20
Is 19.14
a terra como o ébrio e será movida e removida como a choça de noite; e a sua transgressão se agravará sobre ela, e cairá e nunca mais se levantará.

21E será que, naquele dia, o Senhor visitará os exércitos do alto na altura e os reis da terra, sobre a terra. 22E serão amontoados como presos em uma masmorra, e serão encerrados em um cárcere, e serão visitados depois de muitos dias. 23E a lua

24.23
Is 13.10
60.19
Ez 32.7
Jl 2.1
3.15
se envergonhará, e o sol se confundirá quando
24.23
Ap 19.4,6
Hb 12.22
o Senhor dos Exércitos reinar no monte Sião e em Jerusalém; e, então, perante os seus anciãos haverá glória.

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