Almeida Revista e Corrigida (2009) (ARC)
16

A meretriz e as abominações de Jerusalém

161E veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: 2Filho do homem, faze conhecer a Jerusalém as suas abominações. 3E dize: Assim diz o Senhor Jeová a Jerusalém: A tua origem e o teu nascimento procedem da terra dos cananeus; teu pai era amorreu, e a tua mãe, heteia. 4E, quanto ao teu nascimento, no dia em que nasceste, não te foi cortado o umbigo, nem foste lavada com água, para tua purificação, nem tampouco foste esfregada com sal, nem envolta em faixas. 5Não se compadeceu de ti olho algum, para te fazer alguma destas coisas, compadecido de ti; antes, foste lançada em pleno campo, pelo nojo da tua alma, no dia em que tu nasceste.

6E, passando eu por ti, vi-te manchada do teu sangue e disse-te: Ainda que estás no teu sangue, vive; sim, disse-te: Ainda que estás no teu sangue, vive. 7Eu te fiz multiplicar como o renovo do campo, e cresceste, e te engrandeceste, e alcançaste grande formosura; avultaram os seios, e cresceu o teu cabelo; mas estavas nua e descoberta. 8E, passando eu por ti, vi-te, e eis que o teu tempo era tempo de amores; e estendi sobre ti a ourela do meu manto e cobri a tua nudez; e dei-te juramento e entrei em concerto contigo, diz o Senhor Jeová, e tu ficaste sendo minha. 9Então, te lavei com água, e te enxuguei do teu sangue, e te ungi com óleo. 10Também te vesti de bordadura, e te calcei com pele de texugo, e te cingi de linho fino, e te cobri de seda. 11E te ornei de enfeites e te pus braceletes nas mãos e um colar à roda do teu pescoço. 12E te pus uma joia na testa, e pendentes nas orelhas, e uma coroa de glória na cabeça. 13E assim foste ornada de ouro e prata, e a tua veste foi de linho fino, e de seda, e bordadura; nutriste-te de flor de farinha, e de mel, e de óleo; e foste formosa em extremo e foste próspera, até chegares a ser rainha. 14E correu a tua fama entre as nações, por causa da tua formosura, pois era perfeita, por causa da minha glória que eu tinha posto sobre ti, diz o Senhor Jeová.

15Mas confiaste na tua formosura, e te corrompeste por causa da tua fama, e prostituías-te a todo o que passava, para seres sua. 16E tomaste das tuas vestes, e fizeste lugares altos adornados de diversas cores, e te prostituíste sobre eles; tais coisas não vieram, nem hão de vir. 17E tomaste as tuas joias de enfeite, que eu te dei do meu ouro e da minha prata, e fizeste imagens de homens, e te prostituíste com elas. 18E tomaste as tuas vestes bordadas e os cobriste; e o meu óleo e o meu perfume puseste diante delas. 19E o meu pão que te dei, e a flor de farinha, e o óleo e o mel, com que eu te sustentava, também puseste diante delas em cheiro suave; e assim foi, diz o Senhor Jeová. 20Além disso, tomaste a teus filhos e tuas filhas, que por mim geraras, e os sacrificaste a elas, para serem consumidos; acaso, é pequena a tua prostituição? 21E mataste meus filhos e os entregaste a elas para os fazerem passar pelo fogo. 22E, em todas as tuas abominações, e nas tuas prostituições, não te lembraste dos dias da tua mocidade, quando tu estavas nua, e descoberta, e manchada do teu sangue.

23E sucedeu, depois de toda a tua maldade (Ai! Ai de ti! — diz o Senhor Jeová), 24que edificaste uma abóbada e fizeste lugares altos por todas as ruas. 25A cada canto do caminho edificaste o teu lugar alto, e fizeste abominável a tua formosura, e alargaste as pernas a todo o que passava; e multiplicaste as tuas prostituições. 26Também te prostituíste com os filhos do Egito, teus vizinhos de grandes membros, e multiplicaste a tua prostituição, para me provocares à ira. 27Pelo que eis que estendi a mão sobre ti, e diminuí a tua porção, e te entreguei à vontade dos que te aborrecem, as filhas dos filisteus, as quais se envergonhavam do teu caminho depravado. 28Também te prostituíste com os filhos da Assíria, porquanto eras insaciável; e, prostituindo-te com eles, nem ainda assim ficaste farta; 29antes, multiplicaste as tuas prostituições na terra de Canaã até à Caldeia e nem ainda com isso te fartaste.

30Quão fraco é teu coração, diz o Senhor Jeová, fazendo tu todas essas coisas, obra de uma meretriz imperiosa! 31Edificando tu a tua abóbada ao canto de cada caminho e fazendo o teu lugar alto em cada rua, não foste sequer como a meretriz, pois desprezaste a paga; 32foste como a mulher adúltera, que, em lugar de seu marido, recebe os estranhos. 33A todas as meretrizes dão paga, mas tu dás presentes a todos os teus amantes; e lhes dás presentes, para que venham a ti de todas as partes, pelas tuas prostituições. 34Assim que contigo sucede o contrário de outras mulheres nas tuas prostituições, pois após ti não andam para prostituição; porque, dando tu a paga, e a ti não sendo dada a paga, fazes o contrário.

35Portanto, ó meretriz, ouve a palavra do Senhor. 36Assim diz o Senhor Jeová: Pois que se derramou o teu dinheiro, e se descobriu a tua nudez nas tuas prostituições com os teus amantes, como também com todos os ídolos das tuas abominações, e no sangue de teus filhos que lhes deste, 37eis que ajuntarei todos os teus amantes, com os quais te misturaste, como também todos os que amaste, com todos os que aborreceste, e ajuntá-los-ei contra ti em redor e descobrirei a tua nudez diante deles, para que vejam toda a tua nudez. 38E julgar-te-ei como são julgadas as adúlteras e as que derramam sangue; e entregar-te-ei ao sangue de furor e de ciúme. 39E entregar-te-ei nas suas mãos, e derribarão a tua abóbada, e transtornarão os teus altos lugares, e te despirão as tuas vestes, e tomarão as tuas joias de enfeite, e te deixarão nua e descoberta. 40Então, farão subir contra ti um ajuntamento, e te apedrejarão com pedra, e te traspassarão com as suas espadas. 41E queimarão as tuas casas a fogo e executarão juízos contra ti, aos olhos de muitas mulheres; e te farei cessar de ser meretriz, e paga não darás mais. 42Assim farei descansar em ti o meu furor, e os meus ciúmes se desviarão de ti, e me aquietarei e nunca mais me indignarei. 43Visto que não te lembraste dos dias da tua mocidade e me provocaste à ira com tudo isto, eis que também eu farei recair o teu caminho sobre a tua cabeça, diz o Senhor Jeová, e não farás tal perversidade sobre todas as tuas abominações.

44Eis que todo o que usa de provérbios usará contra ti este provérbio, dizendo: Qual a mãe, tal é a sua filha. 45Tu és a filha de tua mãe, que tinha nojo de seu marido e de seus filhos; e tu és a irmã de tuas irmãs, que tinham nojo de seus maridos e de seus filhos; vossa mãe foi heteia, e vosso pai, amorreu. 46E tua irmã maior é Samaria, ela e suas filhas, a qual habita à tua esquerda; e tua irmã menor que tu, que habita à tua mão direita, é Sodoma e suas filhas. 47Todavia, não andaste nos seus caminhos, nem fizeste conforme as suas abominações; mas, como se isso mui pouco fora, ainda te corrompeste mais do que elas, em todos os teus caminhos. 48Vivo eu, diz o Senhor Jeová, que não fez Sodoma, tua irmã, ela e suas filhas, como fizeste tu e tuas filhas. 49Eis que esta foi a maldade de Sodoma, tua irmã: soberba, fartura de pão e abundância de ociosidade teve ela e suas filhas; mas nunca esforçou a mão do pobre e do necessitado. 50E se ensoberbeceram e fizeram abominação diante de mim; pelo que as tirei dali, vendo eu isso. 51Também Samaria não cometeu metade de teus pecados; e multiplicaste as tuas abominações mais do que elas e justificaste a tuas irmãs, com todas as abominações que fizeste. 52Tu, pois, sofre a tua vergonha, tu que julgaste a tuas irmãs, pelos teus pecados, que fizeste mais abomináveis do que elas; mais justas são do que tu; envergonha-te logo também e sofre a tua vergonha, pois justificaste a tuas irmãs.

53Eu, pois, farei voltar os cativos deles, os cativos de Sodoma e suas filhas, e os cativos de Samaria e suas filhas, e os cativos do teu cativeiro entre eles; 54para que sofras a tua vergonha e sejas envergonhada por tudo o que fizeste, dando-lhes tu consolação. 55Quando tuas irmãs, Sodoma e suas filhas, tornarem ao seu primeiro estado, e Samaria e suas filhas tornarem ao seu primeiro estado, também tu e tuas filhas tornareis ao vosso primeiro estado. 56Nem mesmo Sodoma, tua irmã, foi mencionada pela tua boca, no dia das tuas soberbas, 57antes que se descobrisse a tua maldade? Agora, te tornaste, como ela, objeto do desprezo das filhas da Síria e de todos os que estavam ao redor dela, as filhas dos filisteus que te desprezavam em redor. 58A tua perversidade e as tuas abominações tu levarás, diz o Senhor.

59Porque assim diz o Senhor Jeová: Eu te farei como fizeste, que desprezaste o juramento, quebrantando o concerto. 60Contudo, eu me lembrarei do meu concerto que contigo fiz nos dias da tua mocidade; e estabelecerei contigo um concerto eterno. 61Então, te lembrarás dos teus caminhos e te confundirás, quando receberes tuas irmãs mais velhas do que tu com as mais novas do que tu, porque tas darei por filhas, mas não pelo teu concerto. 62Porque eu estabelecerei o meu concerto contigo, e saberás que eu sou o Senhor; 63para que te lembres, e te envergonhes, e nunca mais abras a tua boca, por causa da tua vergonha, quando me reconciliar contigo de tudo quanto fizeste, diz o Senhor Jeová.

17

A parábola das duas águias e da videira

171E veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: 2Filho do homem, propõe uma parábola e usa de uma comparação para com a casa de Israel. 3E dize: Assim diz o Senhor Jeová: Uma grande águia, de grandes asas, de farta plumagem, cheia de penas de várias cores, veio ao Líbano e levou o mais alto ramo de um cedro. 4E arrancou a ponta mais alta dos seus ramos e a trouxe a uma terra de mercancia; na cidade de mercadores a pôs. 5Tomou da semente da terra e a lançou num campo de semente; tomando-a, a pôs junto às grandes águas, com grande prudência. 6E brotou e tornou-se numa videira mui larga, de pouca altura, virando-se para ela os seus ramos, porque as suas raízes estavam debaixo dela; e tornou-se numa videira, e produzia sarmentos, e lançava renovos.

7Houve mais uma grande águia, de grandes asas, e cheia de penas; e eis que essa videira lançou para ela as suas raízes e estendeu para ela os seus ramos, desde as auréolas do seu plantio, para que a regasse. 8Numa boa terra, à borda de muitas águas, estava ela plantada, para produzir ramos e para dar fruto, para que fosse videira excelente. 9Dize: Assim diz o Senhor Jeová: Ela prosperará? Não lhe arrancará ele as suas raízes e não cortará o seu fruto, para que se seque? Em todas as folhas de seus renovos se secará; e, não com braço grande, nem com muita gente, será arrancada pelas suas raízes. 10Mas, estando plantada, prosperará? Porventura, tocando-lhe vento oriental, de todo não se secará? Desde as auréolas do seu plantio se secará.

11Então, veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: 12Dize, agora, à casa rebelde: Não sabeis o que significam estas coisas? Dize: Eis que veio o rei de Babilônia a Jerusalém, e tomou o seu rei e os seus príncipes, e os levou consigo para Babilônia; 13e tomou um da semente real e fez concerto com ele; e o trouxe sob juramento e tomou os poderosos da terra, 14para que o reino ficasse humilhado e não se levantasse; para que, guardando o seu concerto, pudesse subsistir. 15Mas rebelou-se contra ele, enviando os seus mensageiros ao Egito, para que lhe mandassem cavalos e muita gente; prosperará ou escapará aquele que faz tais coisas? Ou quebrantará o concerto e escapará? 16Como eu vivo, diz o Senhor Jeová, no lugar em que habita o rei que o fez reinar, cujo juramento desprezou e cujo concerto quebrantou, sim, com ele, no meio de Babilônia certamente morrerá. 17E Faraó, nem com grande exército, nem com uma companhia numerosa, fará coisa alguma com ele em guerra, levantando tranqueiras e edificando baluartes, para destruir muitas vidas. 18Pois que desprezou o juramento, quebrantando o concerto, feito com aperto de mão; havendo feito todas essas coisas, não escapará. 19Portanto, assim diz o Senhor Jeová: Vivo eu, que o meu juramento, que desprezou, e o meu concerto, que quebrantou, isto farei recair sobre a sua cabeça. 20Estenderei sobre ele a minha rede, e ficará preso no meu laço; e o levarei a Babilônia e ali entrarei em juízo com ele pela rebeldia com que se rebelou contra mim. 21E todos os seus fugitivos, com todas as suas tropas, cairão à espada, e os que restarem serão espalhados em todas as direções; e sabereis que eu, o Senhor, o disse.

22Assim diz o Senhor Jeová: Também eu tomarei o topo do cedro e o plantarei; do principal dos seus renovos cortarei o mais tenro e o plantarei sobre um monte alto e sublime. 23No monte alto de Israel, o plantarei, e produzirá ramos, e dará fruto, e se fará um cedro excelente; e habitarão debaixo dele todas as aves de toda sorte de asas e à sombra dos seus ramos habitarão. 24Assim saberão todas as árvores do campo que eu, o Senhor, abati a árvore alta, elevei a árvore baixa, sequei a árvore verde e fiz reverdecer a árvore seca; eu, o Senhor, o disse e o farei.

18

A responsabilidade é pessoal

181E veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: 2Que tendes vós, vós que dizeis esta parábola acerca da terra de Israel, dizendo: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram? 3Vivo eu, diz o Senhor Jeová, que nunca mais direis este provérbio em Israel. 4Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá.

5Sendo, pois, o homem justo e fazendo juízo e justiça, 6não comendo sobre os montes, nem levantando os olhos para os ídolos da casa de Israel, nem contaminando a mulher do seu próximo, nem se chegando à mulher na sua separação; 7não oprimindo a ninguém, tornando ao devedor o seu penhor, não roubando, dando o seu pão ao faminto, cobrindo ao nu com veste; 8não dando o seu dinheiro à usura, não recebendo demais, desviando a sua mão da injustiça, fazendo verdadeiro juízo entre homem e homem; 9andando nos meus estatutos e guardando os meus juízos, para proceder segundo a verdade, o tal justo certamente viverá, diz o Senhor Jeová.

10E, se ele gerar um filho ladrão, derramador de sangue, que fizer a seu irmão qualquer destas coisas 11e não cumprir todos aqueles deveres, mas, antes, comer sobre os montes, e contaminar a mulher de seu próximo, 12e oprimir ao aflito e necessitado, e praticar roubos, e não tornar o penhor, e levantar os olhos para os ídolos, e cometer abominação, 13e emprestar com usura, e receber de mais, porventura viverá? Não viverá! Todas estas abominações ele fez, certamente morrerá; o seu sangue será sobre ele.

14E eis que, se ele gerar um filho que veja todos os pecados que seu pai fez, e, vendo-os não cometer coisas semelhantes, 15não comer sobre os montes, e não levantar os olhos para os ídolos da casa de Israel, e não contaminar a mulher de seu próximo, 16e não oprimir a ninguém, e não retiver o penhor, e não roubar, e der o seu pão ao faminto, e cobrir ao nu com veste, 17e desviar do aflito a mão, e não receber usura em demasia, e fizer os meus juízos, e andar nos meus estatutos, o tal não morrerá pela maldade de seu pai; certamente viverá. 18Seu pai, porque fez opressão, e roubou os bens do irmão, e fez o que não era bom no meio de seu povo, eis que ele morrerá pela sua maldade.

19Mas dizeis: Por que não levará o filho a maldade do pai? Porque o filho fez juízo e justiça, e guardou todos os meus estatutos, e os praticou, por isso, certamente viverá. 20A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a maldade do pai, nem o pai levará a maldade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele.

21Mas, se o ímpio se converter de todos os seus pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos, e fizer juízo e justiça, certamente viverá; não morrerá. 22De todas as suas transgressões que cometeu não haverá lembrança contra ele; pela sua justiça que praticou, viverá. 23Desejaria eu, de qualquer maneira, a morte do ímpio? Diz o Senhor Jeová; não desejo, antes, que se converta dos seus caminhos e viva? 24Mas, desviando-se o justo da sua justiça, e cometendo a iniquidade, e fazendo conforme todas as abominações que faz o ímpio, porventura viverá? De todas as suas justiças que tiver feito não se fará memória; na sua transgressão com que transgrediu, e no seu pecado com que pecou, neles morrerá.

25Dizeis, porém: O caminho do Senhor não é direito. Ouvi, agora, ó casa de Israel: Não é o meu caminho direito? Não são os vossos caminhos torcidos? 26Desviando-se o justo da sua justiça e cometendo iniquidade, morrerá por ela; na sua iniquidade que cometeu, morrerá. 27Mas, convertendo-se o ímpio da sua impiedade que cometeu e praticando o juízo e a justiça, conservará este a sua alma em vida. 28Pois quem reconsidera e se converte de todas as suas transgressões que cometeu, certamente viverá, não morrerá. 29Contudo, diz a casa de Israel: O caminho do Senhor não é direito. Não são os meus caminhos direitos, ó casa de Israel? E não são os vossos caminhos torcidos?

30Portanto, eu vos julgarei, a cada um conforme os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor Jeová; vinde e convertei-vos de todas as vossas transgressões, e a iniquidade não vos servirá de tropeço. 31Lançai de vós todas as vossas transgressões com que transgredistes e criai em vós um coração novo e um espírito novo; pois por que razão morreríeis, ó casa de Israel? 32Porque não tomo prazer na morte do que morre, diz o Senhor Jeová; convertei-vos, pois, e vivei.