Almeida Revista e Corrigida (2009) (ARC)
7

Ester denuncia Hamã

71Vindo, pois, o rei com Hamã, para beber com a rainha Ester, 2disse também o rei a Ester, no segundo dia,

7.2
Et 5.6
no banquete do vinho: Qual é a tua petição, rainha Ester? E se te dará. E qual é o teu requerimento? Até metade do reino se fará. 3Então, respondeu a rainha Ester e disse: Se, ó rei, achei graça aos teus olhos, e se bem parecer ao rei, dê-se-me a minha vida como minha petição e o meu povo como meu requerimento. 4Porque estamos vendidos, eu e o meu povo,
7.4
Et 3.9
4.7
para nos destruírem, matarem e lançarem a perder; se ainda por servos e por servas nos vendessem, calar-me-ia, ainda que o opressor não recompensaria a perda do rei. 5Então, falou o rei Assuero e disse à rainha Ester: Quem é esse? E onde está esse cujo coração o instigou a fazer assim? 6E disse Ester: O homem, o opressor e o inimigo é este mau Hamã. Então, Hamã se perturbou perante o rei e a rainha. 7E o rei, no seu furor, se levantou do banquete do vinho para o jardim do palácio; e Hamã se pôs em pé, para rogar à rainha Ester pela sua vida; porque viu que já o mal lhe era determinado pelo rei. 8Tornando, pois, o rei do jardim do palácio à casa do banquete do vinho, Hamã tinha caído prostrado
7.8
Et 1.6
sobre o leito em que estava Ester. Então, disse o rei: Porventura, quereria ele também forçar a rainha perante mim nesta casa? Saindo essa palavra da boca do rei, cobriram a Hamã
7.8
Jó 9.24
o rosto. 9Então, disse Harbona,
7.9
Et 1.10
um dos eunucos que serviam diante do rei: Eis que também a
7.9
Et 5.14
Pv 11.5-6
forca de cinquenta côvados de altura que Hamã fizera para Mardoqueu, que falara para bem do rei, está junto à casa de Hamã. Então, disse o rei: Enforcai-o nela. 10Enforcaram, pois, a
7.10
Dn 6.24
Hamã na forca que ele tinha preparado para Mardoqueu. Então, o furor do rei se aplacou.

8

O rei concede a Mardoqueu um edito em favor dos judeus

81Naquele mesmo dia, deu o rei Assuero à rainha Ester a casa de Hamã, inimigo dos judeus; e Mardoqueu veio perante o rei, porque Ester tinha declarado

8.1
Et 2.7
o que lhe era. 2E tirou
8.2
Et 3.10
o rei o seu anel, que tinha tomado a Hamã, e o deu a Mardoqueu. E Ester pôs a Mardoqueu sobre a casa de Hamã.

3Falou mais Ester perante o rei e se lhe lançou aos pés; e chorou e lhe suplicou que revogasse a maldade de Hamã, o agagita, e o seu intento que tinha intentado contra os judeus. 4E estendeu o rei

8.4
Et 4.11
5.2
para Ester o cetro de ouro. Então, Ester se levantou, e se pôs em pé perante o rei, 5e disse: Se bem parecer ao rei, e se eu achei graça perante ele, e se este negócio é reto diante do rei, e se eu lhe agrado aos seus olhos, escreva-se que se revoguem as cartas e o intento de Hamã, filho de Hamedata, o agagita, as quais ele escreveu para lançar a perder os judeus que em todas as províncias do rei. 6Por que
8.6
Ne 2.3
Et 7.4
como poderei ver o mal que sobrevirá ao meu povo? E como poderei ver a perdição da minha geração? 7Então, disse o rei Assuero à rainha Ester e ao judeu Mardoqueu: Eis que dei
8.7
Et 8.1
Pv 13.22
a Ester a casa de Hamã, e a ele enforcaram numa forca, porquanto quisera pôr as mãos sobre os judeus. 8Escrevei, pois, aos judeus, como parecer bem aos vossos olhos e em nome do rei, e selai-o com o anel do rei; porque
8.8
Et 1.19
Dn 6.8,12,15
a escritura que se escreve em nome do rei e se sela com o anel do rei não é para revogar.

9Então, foram chamados

8.9
Et 3.12
os escrivães do rei, naquele mesmo tempo e no mês terceiro (que é o mês de sivã), aos vinte e três do mesmo, e se escreveu conforme tudo quanto ordenou Mardoqueu aos judeus, como também aos sátrapas, e aos governadores, e aos maiorais das províncias que se estendem
8.9
Et 1.22
3.12
da Índia até à Etiópia, cento e vinte e sete províncias, a cada província segundo a sua escritura e a cada povo conforme a sua língua; como também aos judeus segundo a sua escritura e conforme a sua língua. 10E se escreveu
8.10
1Rs 21.8
Et 3.12-13
em nome do rei Assuero, e se selou com o anel do rei; e se enviaram as cartas pela mão de correios a cavalo e que cavalgavam sobre ginetes, que eram das cavalariças do rei. 11Nelas, o rei concedia aos judeus que havia em cada cidade que se reunissem, e se dispusessem para defenderem as suas vidas, e para destruírem, e matarem, e assolarem a todas as forças do povo e província que com eles apertassem, crianças e mulheres, e que se
8.11
Et 9.10,15-16
saqueassem os seus despojos, 12num mesmo
8.12
Et 3.13
9.1
dia, em todas as províncias do rei Assuero, no dia treze do duodécimo mês, que é o mês de adar. 13E uma cópia
8.13
Et 3.14-15
da carta, que uma ordem se anunciaria em todas as províncias, foi enviada a todos os povos, para que os judeus estivessem preparados para aquele dia, para se vingarem dos seus inimigos. 14Os correios, sobre ginetes das cavalariças do rei, apressuradamente saíram, impelidos pela palavra do rei; e foi publicada esta ordem na fortaleza de Susã.

15Então, Mardoqueu saiu da presença do rei com uma veste real azul celeste e branca, como também com uma grande coroa de ouro e com uma capa de linho fino e púrpura,

8.15
Et 3.15
Pv 29.2
e a cidade de Susã exultou e se alegrou. 16E para os judeus houve luz, e alegria, e gozo, e honra. 17Também em toda província e em toda cidade aonde chegava a palavra do rei e a sua ordem, havia entre os judeus alegria e gozo, banquetes
8.17
1Sm 25.8
Et 9.19,22
e dias de folguedo; e muitos, entre os povos da terra, se fizeram judeus; porque o temor dos judeus
8.17
Gn 35.5
Êx 15.16
Dt 2.25
11.25
Et 9.2
tinha caído sobre eles.

9

Os judeus matam os seus inimigos

91E, no

9.1
Et 3.13
8.12
mês duodécimo, que é o mês de adar, no dia treze do mesmo mês em que chegou a palavra do rei e a sua ordem para se executar, no dia em que os inimigos dos judeus esperavam assenhorear-se deles, sucedeu o contrário, porque os judeus foram os
9.1
2Sm 22.41
que se assenhorearam dos seus aborrecedores. 2Porque os judeus nas suas cidades, em todas as províncias do rei Assuero,
9.2
Et 8.11
9.16
se ajuntaram para pôr as mãos sobre aqueles que procuravam o seu mal; e nenhum podia resistir-lhes, porque o seu terror caiu
9.2
Et 8.17
sobre todos aqueles povos. 3E todos os maiorais das províncias, e os sátrapas, e os governadores, e os que faziam a obra do rei auxiliavam os judeus, porque tinha caído sobre eles o temor de Mardoqueu. 4Porque Mardoqueu era grande na casa do rei, e a sua fama saía por todas as províncias; porque o homem Mardoqueu se ia engrandecendo. 5Feriram, pois, os judeus a todos os seus inimigos, a golpes de espada e com matança e com destruição; e fizeram dos seus aborrecedores o que quiseram. 6E, na fortaleza de Susã, mataram e destruíram os judeus quinhentos homens; 7como também a Parsandata, e a Dalfom, e a Aspata, 8e a Porata, e a Adalia, e a Aridata, 9e a Farmasta, e a Arisai, e a Aridai, e a Vaizata. 10Os dez filhos de Hamã, filho de Hamedata, inimigo dos judeus, foram mortos;
9.10
Et 5.11
8.11
Jó 18.19
27.13-15
porém ao despojo não estenderam a sua mão.

11No mesmo dia, veio perante o rei o número dos mortos na fortaleza de Susã. 12E disse o rei à rainha Ester: Na fortaleza de Susã, mataram e destruíram os judeus quinhentos homens e os dez filhos de Hamã; nas mais províncias do rei, que fariam? Qual é, pois, a

9.12
Et 5.6
7.2
tua petição? E dar-se-te-á. Ou qual é ainda o teu requerimento? E far-se-á. 13Então, disse Ester: Se bem parecer
9.13
Et 8.11
2Sm 21.6,9
ao rei, conceda-se também, amanhã, aos judeus que se acham em Susã que façam conforme o mandado de hoje; e enforquem os dez filhos de Hamã numa forca. 14Então, disse o rei que assim se fizesse; e publicou-se um edito em Susã, e enforcaram os dez filhos de Hamã. 15E reuniram-se
9.15
Et 8.11
9.2,10
os judeus que se achavam em Susã também no dia catorze do mês de adar e mataram em Susã a trezentos homens; porém ao despojo não estenderam a sua mão.

16Também os demais

9.16
Et 8.11
9.2
judeus que se achavam nas províncias do rei se reuniram para se porem em defesa da sua vida e tiveram repouso dos seus inimigos; e mataram dos seus aborrecedores setenta e cinco mil; porém ao despojo não
9.16
Et 8.11
estenderam a sua mão. 17Sucedeu isso no dia treze
9.17
Et 9.11,15
do mês de adar; e repousaram no dia catorze do mesmo e fizeram daquele dia dia de banquetes e de alegria. 18Também os judeus que se achavam em Susã se ajuntaram nos dias treze e catorze do mesmo; e repousaram no dia quinze do mesmo e fizeram daquele dia dia de banquetes e de alegria. 19E também os judeus das aldeias que habitavam nas vilas fizeram do dia catorze
9.19
Dt 16.11,14
Ne 8.10,12
Et 8.17
9.22
do mês de adar dia de alegria e de banquetes e dia de folguedo e de mandarem presentes uns aos outros.

A Festa de Purim

20E Mardoqueu escreveu essas coisas e enviou cartas a todos os judeus que se achavam em todas as províncias do rei Assuero, aos de perto e aos de longe, 21ordenando-lhes que guardassem o dia catorze do mês de adar e o dia quinze do mesmo, todos os anos, 22como os dias em que os judeus tiveram repouso dos seus inimigos e o mês que se lhes mudou de tristeza em alegria e de luto em dia de folguedo; para que os fizessem dias de banquetes e de alegria e de mandarem

9.22
Et 9.19
Ne 8.11
presentes uns aos outros e dádivas aos pobres.

23E se encarregaram os judeus de fazerem o que tinham começado, como também o que Mardoqueu lhes tinha escrito. 24Porque Hamã, filho de Hamedata, o agagita,

9.24
Et 3.6-7
inimigo de todos os judeus, tinha intentado destruir os judeus; e tinha lançado Pur, isto é, a sorte para os assolar e destruir. 25Mas, vindo isso perante o rei, mandou ele por cartas que o seu mau intento, que intentara contra os judeus, se tornasse sobre
9.25
Et 7.5,10
8.3
9.13-14
a sua cabeça; pelo que o enforcaram a ele e a seus filhos numa forca. 26Por isso, àqueles dias chamam Purim, do nome Pur; pelo que também, por causa de todas as palavras daquela carta, e
9.26
Et 9.20
do que viram sobre isso, e do que lhes tinha sucedido, 27confirmaram os judeus
9.27
Et 8.17
Is 56.3,6
Zc 2.11
e tomaram sobre si, e sobre a sua semente, e sobre todos os que se achegassem a eles que não se deixaria de guardar esses dois dias conforme o que se escrevera deles e segundo o seu tempo determinado, todos os anos; 28e que estes dias seriam lembrados e guardados geração após geração, família, província e cidade, e que estes dias de Purim se celebrariam entre os judeus, e que a memória deles nunca teria fim entre os de sua semente.

29Depois disso, escreveu a rainha Ester,

9.29
Et 2.15
8.10
9.20
filha de Abiail, e Mardoqueu, o judeu, com toda a força, para confirmarem segunda vez esta carta de Purim. 30E mandaram cartas a todos os judeus, às
9.30
Et 1.1
cento e vinte e sete províncias do reino de Assuero, com palavras de paz e fidelidade, 31para confirmarem estes dias de Purim nos seus tempos determinados, como Mardoqueu, o judeu, e a rainha Ester lhes tinham estabelecido e como eles mesmos o tinham estabelecido sobre si e sobre a sua semente, acerca do jejum e do seu clamor. 32E o mandado de Ester estabeleceu o que respeitava ao Purim; e escreveu-se num livro.