Almeida Revista e Corrigida (2009) (ARC)
3

A estátua de ouro. Os companheiros de Daniel no forno de fogo ardente

31O Rei Nabucodonosor fez uma estátua de ouro, cuja altura era de sessenta côvados, e a sua largura, de seis côvados; levantou-a no campo de Dura, na província de Babilônia. 2E o rei Nabucodonosor mandou ajuntar os sátrapas, os prefeitos, os presidentes, os juízes, os tesoureiros, os conselheiros, os oficiais e todos os governadores das províncias, para que viessem à consagração da estátua que o rei Nabucodonosor tinha levantado. 3Então, se ajuntaram os sátrapas, os prefeitos, os presidentes, os juízes, os tesoureiros, os conselheiros, os oficiais e todos os governadores das províncias, para a consagração da estátua que o rei Nabucodonosor tinha levantado, e estavam em pé diante da imagem que Nabucodonosor tinha levantado. 4E o arauto apregoava em alta voz: Ordena-se a vós,

3.4
Dn 6.25
ó povos, nações e gente de todas as línguas: 5Quando ouvirdes o som da buzina, do pífaro, da harpa, da sambuca, do saltério, da gaita de foles e de toda sorte de música, vos prostrareis e adorareis a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor tem levantado. 6E qualquer que se não prostrar e não a adorar
3.6
Ap 13.15
será na mesma hora lançado dentro do forno de fogo ardente. 7Portanto, no mesmo instante em que todos os povos ouviram o som da buzina, do pífaro, da harpa, da sambuca, do saltério e de toda sorte de música, se prostraram todos os povos, nações e línguas e adoraram a estátua de ouro que o rei Nabucodonosor tinha levantado.

8Ora, no mesmo instante, se chegaram

3.8
Dn 6.12
alguns homens caldeus e acusaram os judeus. 9E falaram e disseram ao rei Nabucodonosor:
3.9
Dn 2.4
5.10
Ó rei, vive eternamente! 10Tu, ó rei, fizeste um decreto, pelo qual todo homem que ouvisse o som da buzina, do pífaro, da harpa, da sambuca, do saltério, da gaita de foles e de toda sorte de música se prostraria e adoraria a estátua de ouro; 11e qualquer que se não prostrasse e adorasse seria lançado dentro do forno de fogo ardente. 12
3.12
Dn 2.49
Há uns homens judeus, que tu constituíste sobre os negócios da província de Babilônia: Sadraque, Mesaque e Abede-Nego; esses homens, ó rei, não fizeram caso de ti; a teus deuses não servem, nem a estátua de ouro, que levantaste, adoraram.

13Então, Nabucodonosor, com ira e furor, mandou chamar Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. E trouxeram a esses homens perante o rei. 14Falou Nabucodonosor e lhes disse: É de propósito, ó Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que vós não servis a meus deuses nem adorais a estátua de ouro que levantei? 15Agora, pois, se estais prontos, quando ouvirdes o som da buzina, do pífaro, da cítara, da harpa, do saltério, da gaita de foles e de toda sorte de música, para vos prostrardes e adorardes a estátua que fiz, bom é; mas, se a não adorardes, sereis lançados, na mesma hora, dentro do forno de fogo ardente;

3.15
Êx 5.2
2Rs 18.35
e quem é o Deus que vos poderá livrar das minhas mãos? 16Responderam Sadraque, Mesaque e Abede-Nego e disseram ao rei Nabucodonosor: Não necessitamos de te responder sobre este negócio. 17Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará do forno de fogo ardente e da tua mão, ó rei. 18E, se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste.

19Então, Nabucodonosor se encheu de furor, e se mudou o aspecto do seu semblante contra Sadraque, Mesaque e Abede-Nego; falou e ordenou que o forno se aquecesse sete vezes mais do que se costumava aquecer. 20E ordenou aos homens mais fortes que estavam no seu exército que atassem a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, para os lançarem no forno de fogo ardente. 21Então, aqueles homens foram atados com as suas capas, e seus calções, e seus chapéus, e suas vestes e foram lançados dentro do forno de fogo ardente. 22E, porque a palavra do rei apertava, e o forno estava sobremaneira quente, a chama do fogo matou aqueles homens que levantaram a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. 23E estes três homens, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, caíram atados dentro do forno de fogo ardente.

24Então, o rei Nabucodonosor se espantou e se levantou depressa; falou e disse aos seus capitães: Não lançamos nós três homens atados dentro do fogo? Responderam e disseram ao rei: É verdade, ó rei. 25Respondeu e disse: Eu, porém, vejo quatro homens soltos,

3.25
Is 43.2
que andam passeando dentro do fogo, e nada há de lesão neles;
3.25
Jó 1.6
38.7
Dn 3.28
e o aspecto do quarto é semelhante ao filho dos deuses. 26Então, se chegou Nabucodonosor à porta do forno de fogo ardente; falou e disse: Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, servos do Deus Altíssimo, saí e vinde! Então, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego saíram do meio do fogo. 27E ajuntaram-se os sátrapas, e os prefeitos, e os presidentes, e os capitães do rei, contemplando estes homens,
3.27
Hb 11.34
e viram que o fogo não tinha tido poder algum sobre os seus corpos; nem um só cabelo da sua cabeça se tinha queimado, nem as suas capas se mudaram, nem cheiro de fogo tinha passado sobre eles.

28Falou Nabucodonosor e disse: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que enviou o seu anjo e livrou os seus servos, que confiaram nele,

3.28
Jr 17.7
Dn 6.22-23
pois 3.28 ou mudaramnão quiseram cumprir a palavra do rei, preferindo entregar os seus corpos, para que não servissem nem adorassem algum outro deus, senão o seu Deus. 29Por mim, pois,
3.29
Dn 6.26
é feito um decreto, pelo qual todo povo, nação e língua que disser blasfêmia contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego seja despedaçado, e as suas casas sejam feitas um monturo;
3.29
Dn 6.27
porquanto não há outro deus que possa livrar como este. 30Então, o rei fez prosperar a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, na província de Babilônia.

4

O edito do rei. O seu sonho de uma árvore grande. A sua loucura

41Nabucodonosor, rei, a todos os povos,

4.1
Dn 3.4
6.25
nações e línguas que moram em toda a terra: Paz vos seja multiplicada! 2Pareceu-me bem fazer conhecidos os sinais e maravilhas que Deus, o Altíssimo,
4.2
Dn 3.26
tem feito para comigo. 3Quão grandes
4.3
Dn 6.27
são os seus sinais, e quão poderosas, as suas maravilhas!
4.3
Dn 2.44
6.26
O seu reino é um reino sempiterno, e o seu domínio, de geração em geração.

4Eu, Nabucodonosor, estava sossegado em minha casa e florescente no meu palácio. 5Tive um sonho, que me espantou;

4.5
Dn 2.28-29
e as imaginações na minha cama e as visões da minha cabeça
4.5
Dn 2.1
me turbaram. 6Por mim, pois, se fez um decreto, pelo qual fossem introduzidos à minha presença todos os sábios de Babilônia, para que me fizessem saber a interpretação do sonho. 7Então,
4.7
Dn 2.2
entraram os magos, os astrólogos, os caldeus e os adivinhadores, e eu contei o sonho diante deles; mas não me fizeram saber a sua interpretação. 8Mas, por fim, entrou na minha presença Daniel, cujo nome é Beltessazar,
4.8
Dn 1.7
2.11
4.18
Is 63.11
segundo o nome do meu deus, e no qual o espírito dos deuses santos; e eu contei o sonho diante dele: 9Beltessazar,
4.9
Dn 2.48
5.11
príncipe dos magos, eu sei que em ti o espírito dos deuses santos, e nenhum segredo te é difícil; dize-me as visões do meu sonho que tive e a sua interpretação. 10Eram assim as visões da minha cabeça, na minha cama: eu estava olhando
4.10
Ez 31.3
Dn 4.20
e vi uma árvore no meio da terra, cuja altura era grande; 11crescia essa árvore e se fazia forte, de maneira que a sua altura chegava até ao céu; e foi vista até aos confins da terra. 12A sua folhagem era formosa, e o seu fruto, abundante, e havia nela sustento para todos;
4.12
Ez 17.23
31.6
Lm 4.20
debaixo dela, os animais do campo achavam sombra, e as aves do céu faziam morada nos seus ramos, e toda carne se mantinha dela. 13Estava vendo isso nas visões da minha cabeça, na minha cama; e eis que
4.13
Dn 4.17,23
um vigia, um santo, descia do céu, 14clamando fortemente e dizendo assim:
4.14
Mt 3.10
Ez 31.12
Derribai a árvore, e cortai-lhe os ramos, e sacudi as suas folhas, e espalhai o seu fruto; afugentem-se os animais de debaixo dela e as aves dos seus ramos. 15Mas o tronco, com as suas raízes, deixai na terra e, com cadeias de ferro e de bronze, na erva do campo; e seja molhado do orvalho do céu, e a sua porção seja com os animais na 4.15 ou ervagrama da terra. 16Seja mudado o seu coração, para que não seja mais coração de homem, e seja-lhe dado coração de animal;
4.16
Dn 11.13
12.7
e passem sobre ele sete tempos. 17Esta sentença é por decreto dos vigiadores, e 4.17 ou este negócioesta ordem, por mandado dos santos; a fim de que conheçam os viventes
4.17
Dn 2.21
4.25,32
5.21
que o Altíssimo tem domínio sobre os reinos dos homens; e os dá a quem quer e até ao mais baixo dos homens constitui sobre eles. 18Isso em sonho eu, rei Nabucodonosor, vi; tu, pois, Beltessazar, dize a interpretação;
4.18
Gn 41.8,15
Dn 5.8,15
todos os sábios do meu reino não puderam fazer-me saber a interpretação, mas tu podes; pois em ti o espírito dos deuses santos.

19Então, Daniel, cujo nome era Beltessazar, esteve atônito quase uma hora, e os seus pensamentos o turbavam; falou, pois, o rei e disse: Beltessazar, não te espante o sonho, nem a sua interpretação. Respondeu Beltessazar e disse: Senhor meu,

4.19
2Sm 18.32
o sonho seja contra os que te têm ódio, e a sua interpretação, para os teus inimigos. 20A árvore
4.20
Dn 4.11-12
que viste, que cresceu e se fez forte, cuja altura chegava até ao céu, e que foi vista por toda a terra; 21cujas folhas eram formosas, e o seu fruto, abundante, e em que para todos havia mantimento; debaixo da qual moravam os animais do campo, e em cujos ramos habitavam as aves do céu, 22és
4.22
Dn 2.38
tu, ó rei, que cresceste e te fizeste forte; a tua grandeza cresceu e chegou
4.22
Jr 27.6-8
até ao céu, e o teu domínio, até à extremidade da terra. 23E, quanto
4.23
Dn 4.13
ao que viu o rei, um vigia, um santo, que descia do céu e que dizia: Cortai a árvore e destruí-a, mas o tronco, com as suas raízes, deixai na terra e, com cadeias de ferro e de bronze, na erva do campo; e seja molhado do orvalho do céu,
4.23
Dn 5.21
e a sua porção seja com os animais do campo, até que passem sobre ele sete tempos, 24esta é a interpretação, ó rei; e este é o decreto do Altíssimo, que virá sobre o rei, meu senhor: 25
4.25
Dn 4.32
5.21
serás tirado de entre os homens, e a tua morada será com os animais do campo, e te farão comer erva como os bois, e serás molhado do orvalho do céu; e passar-se-ão sete tempos por cima de ti, até que conheças que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens e o dá a quem quer. 26E, quanto ao que foi dito, que deixassem o tronco com as raízes da árvore, o teu reino voltará para ti,
4.26
Mt 21.25
depois que tiveres conhecido que o céu reina. 27Portanto, ó rei, aceita o meu conselho
4.27
1Pe 4.8
e desfaze os teus pecados pela justiça e as tuas iniquidades, usando de misericórdia para com os pobres,
4.27
1Rs 21.29
e talvez se prolongue a tua tranquilidade.

28Todas essas coisas vieram sobre o rei Nabucodonosor. 29Ao cabo de doze meses, andando a passear sobre o palácio real de Babilônia, 30falou

4.30
Dn 5.20
o rei e disse: Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder e para glória da minha magnificência? 31Ainda estava a
4.31
Lc 12.20
palavra na boca do rei, quando caiu uma voz do céu: A ti se diz, ó rei Nabucodonosor: Passou de ti o reino. 32E serás tirado dentre os homens, e a tua morada será com os animais do campo; far-te-ão comer erva como os bois, e passar-se-ão sete tempos sobre ti, até que conheças que o Altíssimo tem domínio sobre os reinos dos homens e os dá a quem quer. 33Na mesma hora, se cumpriu a palavra sobre Nabucodonosor, e foi tirado dentre os homens e comia erva como os bois, e o seu corpo foi molhado do orvalho do céu, até que lhe cresceu pelo, como as penas da águia, e as suas unhas, como as das aves.

34Mas, ao fim daqueles dias,

4.34
Dn 4.26
eu, Nabucodonosor, levantei os meus olhos ao céu, e tornou-me a vir o meu entendimento, e eu bendisse o Altíssimo,
4.34
Ap 4.10
Mq 4.7
Lc 1.33
e louvei, e glorifiquei ao que vive para sempre, cujo domínio é um domínio sempiterno, e cujo reino é de geração em geração. 35E todos
4.35
Is 40.15,17
os moradores da terra são reputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem possa estorvar a sua mão
4.35
Jó 9.12
34.29
Is 45.9
Rm 9.20
e lhe diga: Que fazes? 36No mesmo tempo, me tornou a vir o meu entendimento, e para a dignidade do meu reino
4.36
Dn 4.26
tornou-me a vir a minha majestade e o meu resplendor; e me buscaram os meus capitães e os meus grandes; e fui restabelecido no meu reino,
4.36
Mt 6.33
e a minha glória foi aumentada. 37Agora, pois, eu, Nabucodonosor, louvo, e exalço, e glorifico ao Rei dos céus; porque todas as suas obras são verdades;
4.37
Ap 15.3
16.7
e os seus caminhos, juízo, e pode humilhar aos que andam na soberba.

5

O banquete do rei Belsazar. A mão misteriosa

51O rei Belsazar deu

5.1
Et 1.3
um grande banquete a mil dos seus grandes e bebeu vinho na presença dos mil. 2Havendo Belsazar provado o vinho, mandou trazer os utensílios de ouro e de prata que
5.2
Dn 1.2
Jr 52.19
Nabucodonosor, seu pai, tinha tirado do templo que estava em Jerusalém, para que bebessem neles o rei, os seus grandes e as suas mulheres e concubinas. 3Então, trouxeram os utensílios de ouro, que foram tirados do templo da Casa de Deus, que estava em Jerusalém, e beberam neles o rei, os seus grandes, as suas mulheres e concubinas. 4Beberam o vinho
5.4
Ap 9.20
e deram louvores aos deuses de ouro, de prata, de cobre, de ferro, de madeira e de pedra.

5Na mesma hora, apareceram uns dedos de mão de homem e escreviam, defronte do castiçal, na estucada parede do palácio real; e o rei via a parte da mão que estava escrevendo. 6Então, se mudou o semblante do rei, e os seus pensamentos o turbaram; as juntas dos seus lombos se relaxaram, e os seus joelhos bateram um no outro. 7E ordenou o rei,

5.7
Dn 2.2
4.6
Is 47.13
com força, que se introduzissem os astrólogos, os caldeus e os adivinhadores; e falou o rei e disse aos sábios de Babilônia: Qualquer que ler esta escritura e me declarar a sua interpretação será vestido de púrpura, e trará uma cadeia de ouro ao pescoço, e será, no reino, o terceiro dominador. 8Então, entraram todos os sábios do rei;
5.8
Dn 2.27
4.7
mas não puderam ler a escritura, nem fazer saber ao rei a sua interpretação. 9Então, o rei Belsazar perturbou-se muito, e mudou-se nele o seu semblante; e os seus grandes estavam sobressaltados.

10A rainha, por causa das palavras do rei e dos seus grandes, entrou na casa do banquete; e falou a rainha e disse: Ó

5.10
Dn 2.4
3.9
rei, vive eternamente! Não te turbem os teus pensamentos, nem se mude o teu semblante. 11Há no teu reino um homem que tem o espírito dos deuses santos; e nos dias de teu pai se achou nele luz, e inteligência, e sabedoria, como a sabedoria dos deuses; e teu pai, o rei Nabucodonosor, sim, teu pai, ó rei, o constituiu chefe dos magos, dos astrólogos, dos caldeus e dos adivinhadores. 12Porquanto se achou neste Daniel
5.12
Dn 6.3
um espírito excelente, e ciência, e entendimento, interpretando sonhos, e explicando enigmas, e solvendo dúvidas,
5.12
Dn 1.7
ao qual o rei pôs o nome de Beltessazar; chame-se, pois, agora Daniel, e ele dará interpretação.

13Então, Daniel foi introduzido à presença do rei. Falou o rei e disse a Daniel: És tu aquele Daniel, dos cativos de Judá, que o rei, meu pai, trouxe de Judá? 14Tenho ouvido dizer

5.14
Dn 5.11-12
a teu respeito que o espírito dos deuses está em ti e que a luz, e o entendimento, e a excelente sabedoria se acham em ti. 15Acabam
5.15
Dn 5.7-8
de ser introduzidos à minha presença os sábios e os astrólogos,
5.15
Dn 5.7
para lerem esta escritura, e me fazerem saber a sua interpretação; mas não puderam dar a interpretação destas palavras. 16Eu, porém, tenho ouvido dizer de ti que podes dar interpretações e solver dúvidas; agora, se puderes ler esta escritura e fazer-me saber a sua interpretação, serás vestido de púrpura, e terás cadeia de ouro ao pescoço, e no reino serás o terceiro dominador.

17Então, respondeu Daniel e disse na presença do rei: As tuas dádivas fiquem contigo, e dá os teus presentes a outro; todavia, lerei ao rei a escritura e lhe farei saber a interpretação. 18

5.18
Dn 2.37-38
4.17,22,25
Ó rei! Deus, o Altíssimo, deu a Nabucodonosor, teu pai, o reino, e a grandeza, e a glória, e a magnificência. 19E, por causa da grandeza que lhe deu,
5.19
Jr 27.7
Dn 3.4
todos os povos, nações e línguas tremiam e temiam diante dele; a quem queria matava e a quem queria dava a vida; e a quem queria engrandecia e a quem queria abatia. 20Mas, quando o seu coração se exalçou e o seu espírito se endureceu em soberba, foi derribado do seu trono real, e passou dele a sua glória. 21E foi tirado dentre os filhos dos homens, e o seu coração foi feito semelhante ao dos animais, e a sua morada foi com os jumentos monteses; fizeram-no comer erva como os bois, e pelo orvalho do céu foi molhado o seu corpo, até que conheceu que Deus, o Altíssimo, tem domínio sobre os reinos dos homens e a quem quer constitui sobre eles. 22E tu, seu filho Belsazar,
5.22
2Cr 33.23
36.12
não humilhaste o teu coração, ainda que soubeste de tudo isso. 23E
5.23
Dn 5.3-4
te levantaste contra o Senhor do céu, pois foram trazidos os utensílios da casa dele perante ti, e tu, os teus grandes, as tuas mulheres e as tuas concubinas bebestes vinho neles; além disso, deste louvores aos deuses de prata, de ouro, de cobre, de ferro, de madeira e de pedra, que não veem, não ouvem, nem sabem; mas a Deus,
5.23
Jr 10.23
em cuja mão está a tua vida e todos os teus caminhos, a ele não glorificaste.

24Então, dele foi enviada aquela parte da mão, e escreveu-se esta escritura. 25Esta, pois, é a escritura que se escreveu: Mene, Mene, Tequel e Parsim. 26Esta é a interpretação daquilo: Mene: Contou Deus o teu reino e o acabou. 27Tequel:

5.27
Jó 31.6
Jr 6.30
Pesado foste na balança e foste achado em falta. 28Peres: Dividido foi o teu reino
5.28
Is 21.2
Dn 5.31
6.28
9.1
e deu-se aos medos e aos persas.

29Então, mandou Belsazar que vestissem Daniel de púrpura, e que lhe pusessem uma cadeia de ouro ao pescoço,

5.29
Dn 5.7
e proclamassem a respeito dele que havia de ser o terceiro dominador do reino. 30Naquela mesma noite,
5.30
Jr 51.31,39,57
Dn 9.1
foi morto Belsazar, rei dos caldeus. 31E Dario, o medo, ocupou o reino, na idade de sessenta e dois anos.

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