Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
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A sexta visão: o rolo voante

51Tornei a levantar os olhos e vi, e eis um rolo voante. 2Perguntou-me o anjo: Que vês? Eu respondi: vejo um rolo voante, que tem vinte côvados de comprimento e dez de largura. 3Então, me disse: Esta é a maldição que sai pela face de toda a terra, porque qualquer que furtar será expulso segundo a maldição, e qualquer que jurar falsamente será expulso também segundo a mesma. 4Fá-la-ei sair, diz o Senhor dos Exércitos, e a farei entrar na casa do ladrão e na casa do que jurar falsamente pelo meu nome; nela, pernoitará e consumirá a sua madeira e as suas pedras.

A sétima visão: a mulher e o efa

5Saiu o anjo que falava comigo e me disse: Levanta, agora, os olhos e vê que é isto que sai. 6Eu perguntei: que é isto? Ele me respondeu: É um efa que sai. Disse ainda: Isto é a iniquidade em toda a terra. 7Eis que foi levantada a tampa de chumbo, e uma mulher estava sentada dentro do efa. 8Prosseguiu o anjo: Isto é a impiedade. E a lançou para o fundo do efa, sobre cuja boca pôs o peso de chumbo. 9Levantei os olhos e vi, e eis que saíram duas mulheres; havia vento em suas asas, que eram como de cegonha; e levantaram o efa entre a terra e o céu. 10Então, perguntei ao anjo que falava comigo: para onde levam elas o efa? 11Respondeu-me: Para edificarem àquela mulher uma casa na terra de Sinar, e, estando esta acabada, ela será posta ali em seu próprio lugar.

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A oitava visão: os quatro carros

61Outra vez, levantei os olhos e vi, e eis que quatro carros saíam dentre dois montes, e estes montes eram de bronze. 2No primeiro carro, os cavalos eram vermelhos,

6.2
Ap 6.4
no segundo, pretos,
6.2
Ap 6.5
3no terceiro, brancos
6.3
Ap 6.2
e no quarto, baios; todos eram fortes. 4Então, perguntei ao anjo que falava comigo: que é isto, meu senhor? 5Respondeu-me o anjo: São os quatro ventos
6.5
Ap 7.1
do céu, que saem donde estavam perante o Senhor de toda a terra. 6O carro em que estão os cavalos pretos sai para a terra do Norte; o dos brancos, após eles; o dos baios, para a terra do Sul. 7Saem, assim, os cavalos fortes, forcejando por andar avante, para percorrerem a terra. O Senhor lhes disse: Ide, percorrei a terra. E percorriam a terra. 8E me chamou e me disse: Eis que aqueles que saíram para a terra do Norte fazem repousar o meu Espírito na terra do Norte.

A coroação de Josué. O Renovo

9A palavra do Senhor veio a mim, dizendo: 10Recebe dos que foram levados cativos, a saber, de Heldai, de Tobias e de Jedaías, e vem tu no mesmo dia e entra na casa de Josias, filho de Sofonias, para a qual vieram da Babilônia. 11Recebe, digo, prata e ouro, e faze coroas, e põe-nas na cabeça de Josué, filho de Jozadaque, o sumo sacerdote. 12E dize-lhe: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis aqui o homem cujo nome é Renovo;

6.12
Jr 23.5
33.15
Zc 3.8
ele brotará do seu lugar e edificará o templo do Senhor. 13Ele mesmo edificará o templo do Senhor e será revestido de glória; assentar-se-á no seu trono, e dominará, e será sacerdote no seu trono; e reinará perfeita união entre ambos os ofícios. 14As coroas serão para Helém, para Tobias, para Jedaías e para Hem, filho de Sofonias, como memorial no templo do Senhor. 15Aqueles que estão longe virão e ajudarão no edificar o templo do Senhor, e sabereis que o Senhor dos Exércitos me enviou a vós outros. Isto sucederá se diligentemente ouvirdes a voz do Senhor, vosso Deus.

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O jejum que não agrada a Deus

71No quarto ano do rei Dario, veio a palavra do Senhor a Zacarias, no dia quarto do nono mês, que é quisleu. 2Quando de Betel foram enviados Sarezer, e Regém-Meleque, e seus homens, para suplicarem o favor do Senhor, 3perguntaram aos sacerdotes, que estavam na Casa do Senhor dos Exércitos, e aos profetas: Continuaremos nós a chorar, com jejum, no quinto mês, como temos feito por tantos anos? 4Então, a palavra do Senhor dos Exércitos me veio a mim, dizendo: 5Fala a todo o povo desta terra e aos sacerdotes: Quando jejuastes e pranteastes, no quinto e no sétimo mês, durante estes setenta anos, acaso, foi para mim que jejuastes, com efeito, para mim? 6Quando comeis e bebeis, não é para vós mesmos que comeis e bebeis? 7Não ouvistes vós as palavras que o Senhor pregou pelo ministério dos profetas que nos precederam, quando Jerusalém estava habitada e em paz com as suas cidades ao redor dela, e o Sul e a campina eram habitados?

A desobediência foi a causa do cativeiro

8A palavra do Senhor veio a Zacarias, dizendo: 9Assim falara o Senhor dos Exércitos: Executai juízo verdadeiro, mostrai bondade e misericórdia, cada um a seu irmão; 10não oprimais a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre, nem intente cada um, em seu coração, o mal contra o seu próximo. 11Eles, porém, não quiseram atender e, rebeldes, me deram as costas e ensurdeceram os ouvidos, para que não ouvissem. 12Sim, fizeram o seu coração duro como diamante, para que não ouvissem a lei, nem as palavras que o Senhor dos Exércitos enviara pelo seu Espírito, mediante os profetas que nos precederam; daí veio a grande ira do Senhor dos Exércitos. 13Visto que eu clamei, e eles não me ouviram, eles também clamaram, e eu não os ouvi, diz o Senhor dos Exércitos. 14Espalhei-os com um turbilhão por entre todas as nações que eles não conheceram; e a terra foi assolada atrás deles, de sorte que ninguém passava por ela, nem voltava; porque da terra desejável fizeram uma desolação.