Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
9

O castigo de diversos povos

91A sentença pronunciada pelo Senhor é contra a terra de Hadraque e repousa sobre Damasco,

9.1
Is 17.1-3
Jr 49.23-27
Am 1.3-5
porque o Senhor põe os olhos sobre os homens e sobre todas as tribos de Israel; 2também repousa sobre Hamate, que confina com ele, sobre Tiro
9.2
Is 23.1-18
Ez 26.1—28.26
Jl 3.4-8
Am 1.9-10
Mt 11.21-22
Lc 10.13-14
e Sidom, cuja sabedoria é grande. 3Tiro edificou para si fortalezas e amontoou prata como o pó e ouro, como a lama das ruas. 4Eis que o Senhor a despojará e precipitará no mar a sua força; e ela será consumida pelo fogo. 5Asquelom o verá e temerá; também Gaza e terá grande dor; igualmente Ecrom, porque a sua esperança será iludida; o rei de Gaza perecerá, e Asquelom não será habitada. 6Povo bastardo habitará em Asdode, e exterminarei a soberba dos filisteus. 7Da boca destes tirarei o sangue dos sacrifícios idólatras e, dentre os seus dentes, tais abominações; então, ficarão eles como um restante para o nosso Deus; e serão como chefes em Judá, e Ecrom, como jebuseu.
9.5-7
Is 14.20-31
Jr 47.1-7
Ez 25.15-17
Jl 3.4-8
Am 1.6-8
Sf 2.4-7
8Acampar-me-ei ao redor da minha casa para defendê-la contra forças militantes, para que ninguém passe, nem volte; que não passe mais sobre eles o opressor; porque, agora, vejo isso com os meus olhos.

O Rei vem de Sião

9Alegra-te

9.9
Mt 21.5
Jo 12.15
muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta. 10Destruirei os carros de Efraim e os cavalos de Jerusalém, e o arco de guerra será destruído. Ele anunciará paz às nações; o seu domínio se estenderá de mar a mar
9.10
Sl 72.8
e desde o Eufrates até às extremidades da terra.

11Quanto a ti, Sião, por causa do sangue da tua aliança, tirei os teus cativos da cova em que não havia água. 12Voltai à fortaleza, ó presos de esperança; também, hoje, vos anuncio que tudo vos restituirei em dobro. 13Porque para mim curvei Judá como um arco e o enchi de Efraim; suscitarei a teus filhos, ó Sião, contra os teus filhos, ó Grécia! E te porei, ó Sião, como a espada de um valente. 14O Senhor será visto sobre os filhos de Sião, e as suas flechas sairão como o relâmpago; o Senhor Deus fará soar a trombeta e irá com os redemoinhos do Sul. 15O Senhor dos Exércitos os protegerá; eles devorarão os fundibulários e os pisarão; também beberão deles o sangue como vinho; encher-se-ão como bacias do sacrifício e ficarão ensopados como os cantos do altar. 16O Senhor, seu Deus, naquele dia, os salvará, como ao rebanho do seu povo; porque eles são pedras de uma coroa e resplandecem na terra dele. 17Pois quão grande é a sua bondade! E quão grande, a sua formosura! O cereal fará florescer os jovens, e o vinho, as donzelas.

10

Deus abençoará Judá e Israel

101Pedi ao Senhor chuva no tempo das chuvas serôdias, ao Senhor, que faz as nuvens de chuva, dá aos homens aguaceiro e a cada um, erva no campo. 2Porque os ídolos do lar falam coisas vãs, e os adivinhos veem mentiras, contam sonhos enganadores e oferecem consolações vazias; por isso, anda o povo como ovelhas, aflito, porque não há pastor. 3Contra os pastores se acendeu a minha ira, e castigarei os bodes-guias; mas o Senhor dos Exércitos tomará a seu cuidado o rebanho, a casa de Judá, e fará desta o seu cavalo de glória na batalha. 4De Judá sairá a pedra angular; dele, a estaca da tenda; dele, o arco de guerra; dele sairão todos os chefes juntos. 5E serão como valentes que, na batalha, pisam aos pés os seus inimigos na lama das ruas; pelejarão, porque o Senhor está com eles, e envergonharão os que andam montados em cavalos.

6Fortalecerei a casa de Judá, e salvarei a casa de José, e fá-los-ei voltar, porque me compadeço deles; e serão como se eu não os tivera rejeitado, porque eu sou o Senhor, seu Deus, e os ouvirei. 7Os de Efraim serão como um valente, e o seu coração se alegrará como pelo vinho; seus filhos o verão e se alegrarão; o seu coração se regozijará no Senhor. 8Eu lhes assobiarei e os ajuntarei, porque os tenho remido; multiplicar-se-ão como antes se tinham multiplicado. 9Ainda que os espalhei por entre os povos, eles se lembram de mim em lugares remotos; viverão com seus filhos e voltarão. 10Porque eu os farei voltar da terra do Egito e os congregarei da Assíria; trá-los-ei à terra de Gileade e do Líbano, e não se achará lugar para eles. 11Passarão o mar de angústia, as ondas do mar serão feridas, e todas as profundezas do Nilo se secarão; então, será derribada a soberba da Assíria, e o cetro do Egito se retirará. 12Eu os fortalecerei no Senhor, e andarão no seu nome, diz o Senhor.

11

111Abre, ó Líbano, as tuas portas, para que o fogo consuma os teus cedros. 2Geme, ó cipreste, porque os cedros caíram, porque as mais excelentes árvores são destruídas; gemei, ó carvalhos de Basã, porque o denso bosque foi derribado. 3Eis o uivo dos pastores, porque a sua glória é destruída! Eis o bramido dos filhos de leões, porque foi destruída a soberba do Jordão!

A parábola do bom pastor

4Assim diz o Senhor, meu Deus: Apascenta as ovelhas destinadas para a matança. 5Aqueles que as compram matam-nas e não são punidos; os que as vendem dizem: Louvado seja o Senhor, porque me tornei rico; e os seus pastores não se compadecem delas. 6Certamente, já não terei piedade dos moradores desta terra, diz o Senhor; eis, porém, que entregarei os homens, cada um nas mãos do seu próximo e nas mãos do seu rei; eles ferirão a terra, e eu não os livrarei das mãos deles.

7Apascentai, pois, as ovelhas destinadas para a matança, as pobres ovelhas do rebanho. Tomei para mim duas varas: a uma chamei Graça, e à outra, União; e apascentei as ovelhas. 8Dei cabo dos três pastores num mês. Então, perdi a paciência com as ovelhas, e também elas estavam cansadas de mim. 9Então, disse eu: não vos apascentarei; o que quer morrer, morra, o que quer ser destruído, seja, e os que restarem, coma cada um a carne do seu próximo. 10Tomei a vara chamada Graça e a quebrei, para anular a minha aliança, que eu fizera com todos os povos. 11Foi, pois, anulada naquele dia; e as pobres do rebanho, que fizeram caso de mim, reconheceram que isto era palavra do Senhor. 12Eu lhes disse: se vos parece bem, dai-me o meu salário; e, se não, deixai-o. Pesaram, pois, por meu salário trinta moedas de prata.

11.12
Mt 27.9-10
13Então, o Senhor me disse: Arroja isso ao oleiro, esse magnífico preço em que fui avaliado por eles. Tomei as trinta moedas de prata e as arrojei ao oleiro, na Casa do Senhor. 14Então, quebrei a segunda vara, chamada União, para romper a irmandade entre Judá e Israel.

A parábola do pastor insensato

15O Senhor me disse: Toma ainda os petrechos de um pastor insensato, 16porque eis que suscitarei um pastor na terra, o qual não cuidará das que estão perecendo, não buscará a desgarrada, não curará a que foi ferida, nem apascentará a sã; mas comerá a carne das gordas e lhes arrancará até as unhas. 17Ai do pastor inútil, que abandona o rebanho! A espada lhe cairá sobre o braço e sobre o olho direito; o braço, completamente, se lhe secará, e o olho direito, de todo, se escurecerá.