Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
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31De noite, no meu leito,

busquei o amado de minha alma,

busquei-o e não o achei.

2Levantar-me-ei, pois, e rodearei a cidade,

pelas ruas e pelas praças;

buscarei o amado da minha alma.

Busquei-o e não o achei.

3Encontraram-me os guardas, que rondavam pela cidade.

Então, lhes perguntei: vistes o amado da minha alma?

4Mal os deixei, encontrei logo o amado da minha alma;

agarrei-me a ele e não o deixei ir embora,

até que o fiz entrar em casa de minha mãe

e na recâmara daquela que me concebeu.

5Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém,

pelas gazelas e cervas do campo,

que não acordeis, nem desperteis o amor,

até que este o queira.

Terceiro cântico

Coro

6Que é isso que sobe do deserto,

como colunas de fumaça,

perfumado de mirra, e de incenso,

e de toda sorte de pós aromáticos do mercador?

7É a liteira de Salomão;

sessenta valentes estão ao redor dela,

dos valentes de Israel.

8Todos sabem manejar a espada

e são destros na guerra;

cada um leva a espada à cinta,

por causa dos temores noturnos.

9O rei Salomão fez para si

um palanquim de madeira do Líbano.

10Fez-lhe as colunas de prata,

a espalda de ouro, o assento de púrpura,

e tudo interiormente ornado

com amor pelas filhas de Jerusalém.

11Saí, ó filhas de Sião,

e contemplai ao rei Salomão com a coroa

com que sua mãe o coroou

no dia do seu desposório,

no dia do júbilo do seu coração.