Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
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21Eu sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales.

Esposo

2Qual o lírio entre os espinhos,

tal é a minha querida entre as donzelas.

Esposa

3Qual a macieira entre as árvores do bosque,

tal é o meu amado entre os jovens;

desejo muito a sua sombra

e debaixo dela me assento,

e o seu fruto é doce ao meu paladar.

4Leva-me à sala do banquete,

e o seu estandarte sobre mim é o amor.

5Sustentai-me com passas,

confortai-me com maçãs,

pois desfaleço de amor.

6A sua mão esquerda esteja debaixo da minha cabeça,

e a direita me abrace.

7Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém,

pelas gazelas e cervas do campo,

que não acordeis, nem desperteis o amor,

até que este o queira.

Segundo cântico

8Ouço a voz do meu amado;

ei-lo aí galgando os montes,

pulando sobre os outeiros.

9O meu amado é semelhante ao gamo

ou ao filho da gazela;

eis que está detrás da nossa parede,

olhando pelas janelas,

espreitando pelas grades.

10O meu amado fala e me diz:

Esposo

Levanta-te, querida minha,

formosa minha, e vem.

11Porque eis que passou o inverno,

cessou a chuva e se foi;

12aparecem as flores na terra,

chegou o tempo de cantarem as aves,

e a voz da rola ouve-se em nossa terra.

13A figueira começou a dar seus figos,

e as vides em flor exalam o seu aroma;

levanta-te, querida minha,

formosa minha, e vem.

14Pomba minha, que andas pelas fendas dos penhascos,

no esconderijo das rochas escarpadas,

mostra-me o rosto,

faze-me ouvir a tua voz,

porque a tua voz é doce,

e o teu rosto, amável.

Esposa

15Apanhai-me as raposas,

as raposinhas, que devastam os vinhedos,

porque as nossas vinhas estão em flor.

16O meu amado é meu, e eu sou dele;

ele apascenta o seu rebanho entre os lírios.

17Antes que refresque o dia

e fujam as sombras,

volta, amado meu; faze-te semelhante ao gamo

ou ao filho das gazelas sobre os montes escabrosos.