Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
18

O anúncio da queda de Babilônia

181Depois destas coisas, vi descer do céu outro anjo, que tinha grande autoridade, e a terra se iluminou com a sua glória. 2Então, exclamou com potente voz, dizendo: Caiu! Caiu

18.2
Is 21.9
a grande Babilônia e se tornou morada de demônios,
18.2
Jr 50.39
covil de toda espécie de espírito imundo e esconderijo de todo gênero de ave imunda e detestável,
18.2
Is 13.21
3pois todas as nações têm bebido do vinho do furor da sua prostituição.
18.3
Jr 51.7
Com ela se prostituíram os reis da terra. Também os mercadores da terra se enriqueceram à custa da sua luxúria.

4Ouvi outra voz do céu, dizendo: Retirai-vos dela,

18.4
Is 48.20
Jr 50.8
povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos; 5porque os seus pecados se acumularam até ao céu,
18.5
Jr 51.9
e Deus se lembrou dos atos iníquos que ela praticou. 6Dai-lhe em retribuição como também ela retribuiu,
18.6
Sl 137.8
Jr 50.29
pagai-lhe em dobro segundo as suas obras e, no cálice em que ela misturou bebidas, misturai dobrado para ela. 7O quanto a si mesma se glorificou e viveu em luxúria, dai-lhe em igual medida tormento e pranto, porque diz consigo mesma: Estou sentada como rainha. Viúva, não sou. Pranto, nunca hei de ver! 8Por isso, em um só dia, sobrevirão os seus flagelos: morte, pranto e fome; e será consumida no fogo, porque poderoso é o Senhor Deus, que a julgou.
18.7-8
Is 47.8-9

Os lamentos dos admiradores de Babilônia

9Ora, chorarão e se lamentarão sobre ela os reis da terra, que com ela se prostituíram e viveram em luxúria, quando virem a fumaceira do seu incêndio, 10e, conservando-se de longe, pelo medo do seu tormento, dizem: Ai! Ai! Tu, grande cidade, Babilônia, tu, poderosa cidade! Pois, em uma só hora, chegou o teu juízo.

18.9-10
Ez 26.16-17
11E, sobre ela, choram e pranteiam os mercadores da terra, porque já ninguém compra a sua mercadoria, 12mercadoria de ouro, de prata, de pedras preciosas, de pérolas, de linho finíssimo, de púrpura, de seda, de escarlata; e toda espécie de madeira odorífera, todo gênero de objeto de marfim, toda qualidade de móvel de madeira preciosíssima, de bronze, de ferro e de mármore; 13e canela de cheiro, especiarias, incenso, unguento, bálsamo, vinho, azeite, flor de farinha, trigo, gado e ovelhas; e de cavalos, de carros, de escravos e até almas humanas. 14O fruto sazonado, que a tua alma tanto apeteceu, se apartou de ti, e para ti se extinguiu tudo o que é delicado e esplêndido, e nunca jamais serão achados. 15Os mercadores destas coisas, que, por meio dela, se enriqueceram, conservar-se-ão de longe, pelo medo do seu tormento, chorando e pranteando, 16dizendo: Ai! Ai da grande cidade, que estava vestida de linho finíssimo, de púrpura, e de escarlata, adornada de ouro, e de pedras preciosas, e de pérolas, 17porque, em uma só hora, ficou devastada tamanha riqueza! E todo piloto, e todo aquele que navega livremente, e marinheiros, e quantos labutam no mar conservaram-se de longe. 18Então, vendo a fumaceira do seu incêndio, gritavam: Que cidade se compara à grande cidade? 19Lançaram pó sobre a cabeça e, chorando e pranteando, gritavam: Ai! Ai da grande cidade, na qual se enriqueceram todos os que possuíam navios no mar, à custa da sua opulência, porque, em uma só hora, foi devastada!
18.11-19
Ez 27.25-36
20Exultai sobre ela,
18.20
Jr 51.48
ó céus, e vós, santos, apóstolos e profetas, porque Deus contra ela julgou a vossa causa.

A ruína de Babilônia é completa e definitiva

21Então, um anjo forte levantou uma pedra como grande pedra de moinho e arrojou-a para dentro do mar, dizendo: Assim, com ímpeto, será arrojada Babilônia,

18.21
Jr 51.63-64
a grande cidade, e nunca jamais será achada.
18.21
Ez 26.21
22E voz de harpistas,
18.22
Ez 26.12
de músicos, de tocadores de flautas e de clarins jamais em ti se ouvirá, nem artífice algum de qualquer arte jamais em ti se achará, e nunca jamais em ti se ouvirá o ruído de pedra de moinho. 23Também jamais em ti brilhará luz de candeia; nem voz de noivo ou de noiva
18.23
Jr 25.10
jamais em ti se ouvirá, pois os teus mercadores foram os grandes da terra, porque todas as nações foram seduzidas pela tua feitiçaria. 24E nela se achou sangue de profetas,
18.24
Jr 51.49
de santos e de todos os que foram mortos sobre a terra.

19

O júbilo no céu

191Depois destas coisas, ouvi no céu uma como grande voz de numerosa multidão, dizendo:

Aleluia!

A salvação, e a glória, e o poder são do nosso Deus,

2porquanto verdadeiros e justos são os seus juízos,

pois julgou a grande meretriz

que corrompia a terra com a sua prostituição

e das mãos dela

vingou

19.2
Dt 32.43
o sangue dos seus servos.

3Segunda vez disseram:

Aleluia!

E a sua fumaça sobe

19.3
Is 34.10
pelos séculos dos séculos.

4Os vinte e quatro anciãos e os quatro seres viventes prostraram-se e adoraram a Deus, que se acha sentado no trono, dizendo: Amém! Aleluia! 5Saiu uma voz do trono, exclamando:

Dai louvores ao nosso Deus,

todos os seus servos,

os que o temeis,

os pequenos e os grandes.

19.5
Sl 115.13

6Então, ouvi uma como voz de numerosa multidão, como de muitas águas
19.6
Ez 1.24
e como de fortes trovões, dizendo:

Aleluia!

Pois reina o Senhor,

nosso Deus, o Todo-Poderoso.

7Alegremo-nos, exultemos

e demos-lhe a glória,

porque são chegadas as bodas do Cordeiro,

cuja esposa a si mesma já se ataviou,

8pois lhe foi dado vestir-se

de linho finíssimo, resplandecente e puro.

Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos.

9Então, me falou o anjo: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas

19.9
Mt 22.2-3
do Cordeiro. E acrescentou: São estas as verdadeiras palavras de Deus. 10Prostrei-me ante os seus pés para adorá-lo. Ele, porém, me disse: Vê, não faças isso; sou conservo teu e dos teus irmãos que mantêm o testemunho de Jesus; adora a Deus. Pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia.

Cristo, o vencedor da besta e do falso profeta

11Vi o céu aberto,

19.11
Ez 1.1
e eis um cavalo branco. O seu cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça. 12Os seus olhos são chama de fogo;
19.12
Dn 10.6
na sua cabeça, há muitos diademas; tem um nome escrito que ninguém conhece, senão ele mesmo. 13Está vestido com um manto tinto de sangue, e o seu nome se chama o Verbo de Deus; 14e seguiam-no os exércitos que há no céu, montando cavalos brancos, com vestiduras de linho finíssimo, branco e puro. 15Sai da sua boca uma espada afiada, para com ela ferir as nações; e ele mesmo as regerá com cetro de ferro
19.15
Sl 2.9
e, pessoalmente, pisa o lagar do vinho
19.15
Is 63.3
Jl 3.13
Ap 14.20
do furor da ira do Deus Todo-Poderoso. 16Tem no seu manto e na sua coxa um nome inscrito: Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.

17Então, vi um anjo posto em pé no sol, e clamou com grande voz, falando a todas as aves que voam pelo meio do céu: Vinde, reuni-vos para a grande ceia de Deus, 18para que comais carnes de reis, carnes de comandantes, carnes de poderosos, carnes de cavalos e seus cavaleiros, carnes de todos, quer livres, quer escravos, tanto pequenos como grandes.

19.17-18
Ez 39.4,17-20

19E vi a besta e os reis da terra, com os seus exércitos, congregados para pelejarem contra aquele que estava montado no cavalo e contra o seu exército. 20Mas a besta

19.20
Ap 13.1-18
foi aprisionada, e com ela o falso profeta que, com os sinais feitos diante dela, seduziu aqueles que receberam a marca da besta e eram os adoradores da sua imagem. Os dois foram lançados vivos dentro do lago de fogo que arde com enxofre. 21Os restantes foram mortos com a espada que saía da boca daquele que estava montado no cavalo. E todas as aves se fartaram das suas carnes.

20

A prisão de Satanás por mil anos. A primeira ressurreição

201Então, vi descer do céu um anjo; tinha na mão a chave do abismo e uma grande corrente. 2Ele segurou o dragão, a antiga serpente,

20.2
Gn 3.1
que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos; 3lançou-o no abismo, fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações até se completarem os mil anos. Depois disto, é necessário que ele seja solto pouco tempo.

4Vi também tronos,

20.4
Dn 7.9,22,27
e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos. 5Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos. Esta é a primeira ressurreição. 6Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos.

Satanás é solto e derrotado

7Quando, porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão 8e sairá a seduzir as nações que há nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue,

20.8
Ez 38.1-16
a fim de reuni-las para a peleja. O número dessas é como a areia do mar. 9Marcharam, então, pela superfície da terra e sitiaram o acampamento dos santos e a cidade querida; desceu, porém, fogo do céu e os consumiu. 10O diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre, onde já se encontram não só a besta como também o falso profeta; e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos.

O juízo de Deus

11Vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. 12Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros.

20.11-12
Dn 7.9-10
13Deu o mar os mortos que nele estavam. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados, um por um, segundo as suas obras. 14Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. 15E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo.