Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
14

O Cordeiro e os seus remidos no monte Sião

141Olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, tendo na fronte escrito o seu nome

14.1
Ez 9.4
Ap 7.3-4
e o nome de seu Pai. 2Ouvi uma voz do céu como voz de muitas águas, como voz de grande trovão; também a voz que ouvi era como de harpistas quando tangem a sua harpa. 3Entoavam novo cântico diante do trono, diante dos quatro seres viventes e dos anciãos. E ninguém pôde aprender o cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra. 4São estes os que não se macularam com mulheres, porque são castos. São eles os seguidores do Cordeiro por onde quer que vá. São os que foram redimidos dentre os homens, primícias para Deus e para o Cordeiro; 5e não se achou mentira
14.5
Sf 3.13
na sua boca; não têm mácula.

A primeira voz

6Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, 7dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.

A segunda voz

8Seguiu-se

14.8
Is 21.9
Ap 18.2
outro anjo, o segundo, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição.

A terceira voz

9Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz: Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, 10também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira,

14.10
Is 51.17
e será atormentado com fogo e enxofre,
14.10
Gn 19.24
diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro. 11A fumaça
14.11
Is 34.10
do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome. 12Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.

A quarta voz

13Então, ouvi uma voz do céu, dizendo: Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham.

A ceifa

14Olhei, e eis uma nuvem branca, e sentado sobre a nuvem um semelhante a filho de homem,

14.14
Dn 7.13
tendo na cabeça uma coroa de ouro e na mão uma foice afiada. 15Outro anjo saiu do santuário, gritando em grande voz para aquele que se achava sentado sobre a nuvem: Toma a tua foice e ceifa, pois chegou a hora de ceifar, visto que a seara da terra já amadureceu! 16E aquele que estava sentado sobre a nuvem passou a sua foice sobre a terra, e a terra foi ceifada.

A vindima

17Então, saiu do santuário, que se encontra no céu, outro anjo, tendo ele mesmo também uma foice afiada. 18Saiu ainda do altar outro anjo, aquele que tem autoridade sobre o fogo, e falou em grande voz ao que tinha a foice afiada, dizendo: Toma a tua foice afiada e ajunta os cachos da videira da terra, porquanto as suas uvas estão amadurecidas! 19Então, o anjo passou a sua foice na terra, e vindimou a videira da terra, e lançou-a no grande lagar da cólera de Deus. 20E o lagar foi pisado fora da cidade, e correu sangue do lagar até aos freios dos cavalos, numa extensão de mil e seiscentos estádios.

14.20
Is 63.3
Ap 19.15
14.15-20
Jl 3.13

15

Os sete flagelos

151Vi no céu outro sinal grande e admirável: sete anjos tendo os sete últimos flagelos, pois com estes se consumou a cólera de Deus.

Os remidos entoam o cântico de Moisés e o cântico do Cordeiro

2Vi como que um mar de vidro, mesclado de fogo, e os vencedores da besta, da sua imagem e do número do seu nome, que se achavam em pé no mar de vidro, tendo harpas de Deus; 3e entoavam o cântico de Moisés,

15.3
Êx 15.1
servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo:

Grandes e admiráveis são as tuas obras,

Senhor Deus, Todo-Poderoso!

Justos e verdadeiros são os teus caminhos,

ó Rei das nações!

4Quem não temerá

15.4
Jr 10.7

e não glorificará o teu nome, ó Senhor?

Pois só tu és santo;

por isso, todas as nações virão

15.4
Sl 86.9

e adorarão diante de ti,

porque os teus atos de justiça se fizeram manifestos.

Deus envia os flagelos

5Depois destas coisas, olhei, e abriu-se no céu o santuário do tabernáculo do Testemunho,

15.5
Êx 40.34
6e os sete anjos que tinham os sete flagelos saíram do santuário, vestidos de linho puro e resplandecente e cingidos ao peito com cintas de ouro. 7Então, um dos quatro seres viventes deu aos sete anjos sete taças de ouro, cheias da cólera de Deus, que vive pelos séculos dos séculos. 8O santuário se encheu de fumaça
15.8
1Rs 8.10-11
2Cr 5.13-14
Is 6.4
procedente da glória de Deus e do seu poder, e ninguém podia penetrar no santuário, enquanto não se cumprissem os sete flagelos dos sete anjos.

16

O primeiro flagelo

161Ouvi, vinda do santuário, uma grande voz, dizendo aos sete anjos: Ide e derramai pela terra as sete taças da cólera de Deus.

2Saiu, pois, o primeiro anjo e derramou a sua taça pela terra, e, aos homens portadores da marca da besta e adoradores da sua imagem, sobrevieram úlceras malignas e perniciosas.

16.2
Êx 9.10

O segundo flagelo

3Derramou o segundo a sua taça no mar, e este se tornou em sangue como de morto, e morreu todo ser vivente que havia no mar.

O terceiro flagelo

4Derramou o terceiro a sua taça nos rios e nas fontes das águas, e se tornaram em sangue.

16.3-4
Êx 7.17-21
5Então, ouvi o anjo das águas dizendo:

Tu és justo, tu que és e que eras, o Santo,

pois julgaste estas coisas;

6porquanto derramaram sangue de santos e de profetas,

também sangue lhes tens dado a beber;

são dignos disso.

7Ouvi do altar que se dizia:

Certamente, ó Senhor Deus, Todo-Poderoso,

verdadeiros e justos são os teus juízos.

O quarto flagelo

8O quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol, e foi-lhe dado queimar os homens com fogo. 9Com efeito, os homens se queimaram com o intenso calor, e blasfemaram o nome de Deus, que tem autoridade sobre estes flagelos, e nem se arrependeram para lhe darem glória.

O quinto flagelo

10Derramou o quinto a sua taça sobre o trono da besta, cujo reino se tornou em trevas,

16.10
Êx 10.21
e os homens remordiam a língua por causa da dor que sentiam 11e blasfemaram o Deus do céu por causa das angústias e das úlceras que sofriam; e não se arrependeram de suas obras.

O sexto flagelo

12Derramou o sexto a sua taça sobre o grande rio Eufrates, cujas águas secaram,

16.12
Is 11.15-16
para que se preparasse o caminho dos reis que vêm do lado do nascimento do sol. 13Então, vi sair da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs; 14porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-Poderoso. 15(Eis que venho como vem o ladrão.
16.15
Mt 24.43-44
Lc 12.39-40
Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha.) 16Então, os ajuntaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom.
16.16
2Rs 23.29
2Cr 35.22

O sétimo flagelo

17Então, derramou o sétimo anjo a sua taça pelo ar, e saiu grande voz do santuário, do lado do trono, dizendo: Feito está! 18E sobrevieram relâmpagos,

16.18
Ap 8.5
11.13,19
vozes e trovões, e ocorreu grande terremoto, como nunca houve igual desde que há gente sobre a terra; tal foi o terremoto, forte e grande. 19E a grande cidade se dividiu em três partes, e caíram as cidades das nações. E lembrou-se Deus da grande Babilônia para dar-lhe o cálice
16.19
Is 51.17
do vinho do furor da sua ira. 20Todas as ilhas fugiram, e os montes não foram achados; 21também desabou do céu sobre os homens grande saraivada,
16.21
Êx 9.23
com pedras que pesavam cerca de um talento; e, por causa do flagelo da chuva de pedras, os homens blasfemaram de Deus, porquanto o seu flagelo era sobremodo grande.

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