Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
12

A mulher e o dragão

121Viu-se grande sinal no céu, a saber, uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas

12.1
Gn 37.9
na cabeça, 2que, achando-se grávida, grita com as dores de parto,
12.2
Mq 4.10
sofrendo tormentos para dar à luz. 3Viu-se, também, outro sinal no céu, e eis um dragão, grande, vermelho, com sete cabeças, dez chifres
12.3
Dn 7.7
e, nas cabeças, sete diademas. 4A sua cauda arrastava a terça parte das estrelas
12.4
Dn 8.10
do céu, as quais lançou para a terra; e o dragão se deteve em frente da mulher que estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o filho quando nascesse. 5Nasceu-lhe, pois, um filho varão,
12.5
Is 66.7
que há de reger todas as nações
12.5
Sl 2.9
com cetro de ferro. E o seu filho foi arrebatado para Deus até ao seu trono. 6A mulher, porém, fugiu para o deserto, onde lhe havia Deus preparado lugar para que nele a sustentem durante mil duzentos e sessenta dias.

Anjos pelejam no céu contra o dragão. A vitória de Cristo e do seu povo

7Houve peleja no céu. Miguel

12.7
Dn 10.13,21
12.1
e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; 8todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles. 9E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente,
12.9
Gn 3.1
que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra,
12.9
Lc 10.18
e, com ele, os seus anjos. 10Então, ouvi grande voz do céu, proclamando:

Agora, veio a salvação, o poder,

o reino do nosso Deus

e a autoridade do seu Cristo,

pois foi expulso o acusador

12.10
Jó 1.9-11
Zc 3.1
de nossos irmãos,

o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus.

11Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro

e por causa da palavra do testemunho que deram

e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida.

12Por isso, festejai, ó céus,

e vós, os que neles habitais.

Ai da terra e do mar,

pois o diabo desceu até vós,

cheio de grande cólera,

sabendo que pouco tempo lhe resta.

O dragão persegue a mulher

13Quando, pois, o dragão se viu atirado para a terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão; 14e foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse até ao deserto, ao seu lugar, aí onde é sustentada durante um tempo, tempos e metade de um tempo,

12.14
Dn 7.25
12.7
fora da vista da serpente. 15Então, a serpente arrojou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, a fim de fazer com que ela fosse arrebatada pelo rio. 16A terra, porém, socorreu a mulher; e a terra abriu a boca e engoliu o rio que o dragão tinha arrojado de sua boca. 17Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus; e se pôs em pé sobre a areia do mar.

13

A besta que emerge do mar

131Vi emergir do mar uma besta

13.1
Dn 7.3,7
Ap 17.3,7-12
que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez diademas e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia. 2A besta que vi era semelhante a leopardo,
13.2
Dn 7.4-6
com pés como de urso e boca como de leão. E deu-lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade. 3Então, vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta; 4e adoraram o dragão porque deu a sua autoridade à besta; também adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem pode pelejar contra ela? 5Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias e autoridade para agir quarenta e dois meses; 6e abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para lhe difamar o nome e difamar o tabernáculo, a saber, os que habitam no céu.
13.5-6
Dn 7.8,25
11.36
7Foi-lhe dado, também, que pelejasse contra os santos
13.7
Dn 7.21
e os vencesse. Deu-se-lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação; 8e adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida
13.8
Sl 69.28
do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo. 9Se alguém tem ouvidos, ouça.

10Se alguém leva para cativeiro,

para cativeiro

13.10
Jr 15.2
vai.

Se alguém matar à espada,

necessário é que seja morto à espada.

Aqui está a perseverança e a fidelidade dos santos.

A besta que emerge da terra

11Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão. 12Exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença. Faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada. 13Também opera grandes sinais, de maneira que até fogo do céu faz descer à terra, diante dos homens. 14Seduz os que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi dado executar diante da besta, dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta, àquela que, ferida à espada, sobreviveu; 15e lhe foi dado comunicar fôlego à imagem da besta, para que não só a imagem falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta. 16A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, 17para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome. 18Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis.

14

O Cordeiro e os seus remidos no monte Sião

141Olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, tendo na fronte escrito o seu nome

14.1
Ez 9.4
Ap 7.3-4
e o nome de seu Pai. 2Ouvi uma voz do céu como voz de muitas águas, como voz de grande trovão; também a voz que ouvi era como de harpistas quando tangem a sua harpa. 3Entoavam novo cântico diante do trono, diante dos quatro seres viventes e dos anciãos. E ninguém pôde aprender o cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra. 4São estes os que não se macularam com mulheres, porque são castos. São eles os seguidores do Cordeiro por onde quer que vá. São os que foram redimidos dentre os homens, primícias para Deus e para o Cordeiro; 5e não se achou mentira
14.5
Sf 3.13
na sua boca; não têm mácula.

A primeira voz

6Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, 7dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.

A segunda voz

8Seguiu-se

14.8
Is 21.9
Ap 18.2
outro anjo, o segundo, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição.

A terceira voz

9Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz: Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, 10também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira,

14.10
Is 51.17
e será atormentado com fogo e enxofre,
14.10
Gn 19.24
diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro. 11A fumaça
14.11
Is 34.10
do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome. 12Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.

A quarta voz

13Então, ouvi uma voz do céu, dizendo: Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham.

A ceifa

14Olhei, e eis uma nuvem branca, e sentado sobre a nuvem um semelhante a filho de homem,

14.14
Dn 7.13
tendo na cabeça uma coroa de ouro e na mão uma foice afiada. 15Outro anjo saiu do santuário, gritando em grande voz para aquele que se achava sentado sobre a nuvem: Toma a tua foice e ceifa, pois chegou a hora de ceifar, visto que a seara da terra já amadureceu! 16E aquele que estava sentado sobre a nuvem passou a sua foice sobre a terra, e a terra foi ceifada.

A vindima

17Então, saiu do santuário, que se encontra no céu, outro anjo, tendo ele mesmo também uma foice afiada. 18Saiu ainda do altar outro anjo, aquele que tem autoridade sobre o fogo, e falou em grande voz ao que tinha a foice afiada, dizendo: Toma a tua foice afiada e ajunta os cachos da videira da terra, porquanto as suas uvas estão amadurecidas! 19Então, o anjo passou a sua foice na terra, e vindimou a videira da terra, e lançou-a no grande lagar da cólera de Deus. 20E o lagar foi pisado fora da cidade, e correu sangue do lagar até aos freios dos cavalos, numa extensão de mil e seiscentos estádios.

14.20
Is 63.3
Ap 19.15
14.15-20
Jl 3.13