Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
11

Ordens para medir o santuário de Deus

111Foi-me dado um caniço semelhante a uma vara, e também me foi dito: Dispõe-te e mede o santuário

11.1
Ez 40.3
de Deus, o seu altar e os que naquele adoram; 2mas deixa de parte o átrio exterior do santuário e não o meças, porque foi ele dado aos gentios; estes, por quarenta e dois meses, calcarão aos pés a cidade santa.
11.2
Lc 21.24

As duas testemunhas mártires

3Darei às minhas duas testemunhas que profetizem por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de pano de saco. 4São estas as duas oliveiras

11.4
Zc 4.3,11-14
e os dois candeeiros que se acham em pé diante do Senhor da terra. 5Se alguém pretende causar-lhes dano, sai fogo da sua boca e devora os inimigos; sim, se alguém pretender causar-lhes dano, certamente, deve morrer. 6Elas têm autoridade para fechar o céu,
11.6
1Rs 17.1
para que não chova durante os dias em que profetizarem. Têm autoridade também sobre as águas, para convertê-las em sangue,
11.6
Êx 7.17-19
bem como para ferir a terra com toda sorte de flagelos, tantas vezes quantas quiserem. 7Quando tiverem, então, concluído o testemunho que devem dar, a besta que surge
11.7
Dn 7.3,21
Ap 13.5-7
17.8
do abismo pelejará contra elas, e as vencerá, e matará, 8e o seu cadáver ficará estirado na praça da grande cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma
11.8
Is 1.9-10
e Egito, onde também o seu Senhor foi crucificado. 9Então, muitos dentre os povos, tribos, línguas e nações contemplam os cadáveres das duas testemunhas, por três dias e meio, e não permitem que esses cadáveres sejam sepultados. 10Os que habitam sobre a terra se alegram por causa deles, realizarão festas e enviarão presentes uns aos outros, porquanto esses dois profetas atormentaram os que moram sobre a terra. 11Mas, depois dos três dias e meio, um espírito de vida, vindo da parte de Deus, neles penetrou,
11.11
Ez 37.10
e eles se ergueram sobre os pés, e àqueles que os viram sobreveio grande medo; 12e as duas testemunhas ouviram grande voz vinda do céu, dizendo-lhes: Subi para aqui. E subiram ao céu
11.12
2Rs 2.11
numa nuvem, e os seus inimigos as contemplaram. 13Naquela hora, houve grande terremoto,
11.13
Ap 16.18
e ruiu a décima parte da cidade, e morreram, nesse terremoto, sete mil pessoas, ao passo que as outras ficaram sobremodo aterrorizadas e deram glória ao Deus do céu.

14Passou o segundo ai. Eis que, sem demora, vem o terceiro ai.

A sétima trombeta

15O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo:

O reino do mundo se tornou de nosso Senhor

e do seu Cristo,

e ele reinará pelos séculos dos séculos.

11.15
Dn 7.14,27

16E os vinte e quatro anciãos que se encontram sentados no seu trono, diante de Deus, prostraram-se sobre o seu rosto e adoraram a Deus, 17dizendo:

Graças te damos, Senhor Deus, Todo-Poderoso,

que és e que eras,

porque assumiste o teu grande poder

e passaste a reinar.

18Na verdade, as nações se enfureceram;

chegou, porém, a tua ira,

e o tempo determinado para serem julgados os mortos,

para se dar o galardão aos teus servos, os profetas,

aos santos e aos que temem o teu nome,

11.18
Sl 115.13

tanto aos pequenos como aos grandes,

e para destruíres os que destroem a terra.

19Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a arca da Aliança no seu santuário, e sobrevieram relâmpagos,

11.19
Ap 8.5
16.18
vozes, trovões, terremoto e grande saraivada.

12

A mulher e o dragão

121Viu-se grande sinal no céu, a saber, uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas

12.1
Gn 37.9
na cabeça, 2que, achando-se grávida, grita com as dores de parto,
12.2
Mq 4.10
sofrendo tormentos para dar à luz. 3Viu-se, também, outro sinal no céu, e eis um dragão, grande, vermelho, com sete cabeças, dez chifres
12.3
Dn 7.7
e, nas cabeças, sete diademas. 4A sua cauda arrastava a terça parte das estrelas
12.4
Dn 8.10
do céu, as quais lançou para a terra; e o dragão se deteve em frente da mulher que estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o filho quando nascesse. 5Nasceu-lhe, pois, um filho varão,
12.5
Is 66.7
que há de reger todas as nações
12.5
Sl 2.9
com cetro de ferro. E o seu filho foi arrebatado para Deus até ao seu trono. 6A mulher, porém, fugiu para o deserto, onde lhe havia Deus preparado lugar para que nele a sustentem durante mil duzentos e sessenta dias.

Anjos pelejam no céu contra o dragão. A vitória de Cristo e do seu povo

7Houve peleja no céu. Miguel

12.7
Dn 10.13,21
12.1
e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; 8todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles. 9E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente,
12.9
Gn 3.1
que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra,
12.9
Lc 10.18
e, com ele, os seus anjos. 10Então, ouvi grande voz do céu, proclamando:

Agora, veio a salvação, o poder,

o reino do nosso Deus

e a autoridade do seu Cristo,

pois foi expulso o acusador

12.10
Jó 1.9-11
Zc 3.1
de nossos irmãos,

o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus.

11Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro

e por causa da palavra do testemunho que deram

e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida.

12Por isso, festejai, ó céus,

e vós, os que neles habitais.

Ai da terra e do mar,

pois o diabo desceu até vós,

cheio de grande cólera,

sabendo que pouco tempo lhe resta.

O dragão persegue a mulher

13Quando, pois, o dragão se viu atirado para a terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão; 14e foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse até ao deserto, ao seu lugar, aí onde é sustentada durante um tempo, tempos e metade de um tempo,

12.14
Dn 7.25
12.7
fora da vista da serpente. 15Então, a serpente arrojou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, a fim de fazer com que ela fosse arrebatada pelo rio. 16A terra, porém, socorreu a mulher; e a terra abriu a boca e engoliu o rio que o dragão tinha arrojado de sua boca. 17Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus; e se pôs em pé sobre a areia do mar.

13

A besta que emerge do mar

131Vi emergir do mar uma besta

13.1
Dn 7.3,7
Ap 17.3,7-12
que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez diademas e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia. 2A besta que vi era semelhante a leopardo,
13.2
Dn 7.4-6
com pés como de urso e boca como de leão. E deu-lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade. 3Então, vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta; 4e adoraram o dragão porque deu a sua autoridade à besta; também adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem pode pelejar contra ela? 5Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias e autoridade para agir quarenta e dois meses; 6e abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para lhe difamar o nome e difamar o tabernáculo, a saber, os que habitam no céu.
13.5-6
Dn 7.8,25
11.36
7Foi-lhe dado, também, que pelejasse contra os santos
13.7
Dn 7.21
e os vencesse. Deu-se-lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação; 8e adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida
13.8
Sl 69.28
do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo. 9Se alguém tem ouvidos, ouça.

10Se alguém leva para cativeiro,

para cativeiro

13.10
Jr 15.2
vai.

Se alguém matar à espada,

necessário é que seja morto à espada.

Aqui está a perseverança e a fidelidade dos santos.

A besta que emerge da terra

11Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão. 12Exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença. Faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada. 13Também opera grandes sinais, de maneira que até fogo do céu faz descer à terra, diante dos homens. 14Seduz os que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi dado executar diante da besta, dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta, àquela que, ferida à espada, sobreviveu; 15e lhe foi dado comunicar fôlego à imagem da besta, para que não só a imagem falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta. 16A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, 17para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome. 18Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis.