Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
10

Os anjos e os sete trovões. João e o livrinho

101Vi outro anjo forte descendo do céu, envolto em nuvem, com o arco-íris por cima de sua cabeça; o rosto era como o sol, e as pernas, como colunas de fogo; 2e tinha na mão um livrinho aberto. Pôs o pé direito sobre o mar e o esquerdo, sobre a terra, 3e bradou em grande voz, como ruge um leão, e, quando bradou, desferiram os sete trovões as suas próprias vozes. 4Logo que falaram os sete trovões, eu ia escrever, mas ouvi uma voz do céu, dizendo: Guarda em segredo as coisas que os sete trovões falaram e não as escrevas. 5Então, o anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita para o céu 6e jurou por aquele que vive pelos séculos dos séculos, o mesmo que criou o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles existe: Já não haverá demora,

10.5-6
Dn 12.7
7mas, nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a trombeta, cumprir-se-á, então, o mistério de Deus, segundo ele anunciou aos seus servos, os profetas.

8A voz que ouvi, vinda do céu, estava de novo falando comigo e dizendo: Vai e toma o livro que se acha aberto na mão do anjo em pé sobre o mar e sobre a terra. 9Fui, pois, ao anjo, dizendo-lhe que me desse o livrinho.

10.9
Ez 2.8-9
Ele, então, me falou: Toma-o e devora-o; certamente, ele será amargo ao teu estômago, mas, na tua boca, doce como mel. 10Tomei o livrinho da mão do anjo e o devorei,
10.10
Ez 3.1-3
e, na minha boca, era doce como mel; quando, porém, o comi, o meu estômago ficou amargo. 11Então, me disseram: É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis.

11

Ordens para medir o santuário de Deus

111Foi-me dado um caniço semelhante a uma vara, e também me foi dito: Dispõe-te e mede o santuário

11.1
Ez 40.3
de Deus, o seu altar e os que naquele adoram; 2mas deixa de parte o átrio exterior do santuário e não o meças, porque foi ele dado aos gentios; estes, por quarenta e dois meses, calcarão aos pés a cidade santa.
11.2
Lc 21.24

As duas testemunhas mártires

3Darei às minhas duas testemunhas que profetizem por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de pano de saco. 4São estas as duas oliveiras

11.4
Zc 4.3,11-14
e os dois candeeiros que se acham em pé diante do Senhor da terra. 5Se alguém pretende causar-lhes dano, sai fogo da sua boca e devora os inimigos; sim, se alguém pretender causar-lhes dano, certamente, deve morrer. 6Elas têm autoridade para fechar o céu,
11.6
1Rs 17.1
para que não chova durante os dias em que profetizarem. Têm autoridade também sobre as águas, para convertê-las em sangue,
11.6
Êx 7.17-19
bem como para ferir a terra com toda sorte de flagelos, tantas vezes quantas quiserem. 7Quando tiverem, então, concluído o testemunho que devem dar, a besta que surge
11.7
Dn 7.3,21
Ap 13.5-7
17.8
do abismo pelejará contra elas, e as vencerá, e matará, 8e o seu cadáver ficará estirado na praça da grande cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma
11.8
Is 1.9-10
e Egito, onde também o seu Senhor foi crucificado. 9Então, muitos dentre os povos, tribos, línguas e nações contemplam os cadáveres das duas testemunhas, por três dias e meio, e não permitem que esses cadáveres sejam sepultados. 10Os que habitam sobre a terra se alegram por causa deles, realizarão festas e enviarão presentes uns aos outros, porquanto esses dois profetas atormentaram os que moram sobre a terra. 11Mas, depois dos três dias e meio, um espírito de vida, vindo da parte de Deus, neles penetrou,
11.11
Ez 37.10
e eles se ergueram sobre os pés, e àqueles que os viram sobreveio grande medo; 12e as duas testemunhas ouviram grande voz vinda do céu, dizendo-lhes: Subi para aqui. E subiram ao céu
11.12
2Rs 2.11
numa nuvem, e os seus inimigos as contemplaram. 13Naquela hora, houve grande terremoto,
11.13
Ap 16.18
e ruiu a décima parte da cidade, e morreram, nesse terremoto, sete mil pessoas, ao passo que as outras ficaram sobremodo aterrorizadas e deram glória ao Deus do céu.

14Passou o segundo ai. Eis que, sem demora, vem o terceiro ai.

A sétima trombeta

15O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo:

O reino do mundo se tornou de nosso Senhor

e do seu Cristo,

e ele reinará pelos séculos dos séculos.

11.15
Dn 7.14,27

16E os vinte e quatro anciãos que se encontram sentados no seu trono, diante de Deus, prostraram-se sobre o seu rosto e adoraram a Deus, 17dizendo:

Graças te damos, Senhor Deus, Todo-Poderoso,

que és e que eras,

porque assumiste o teu grande poder

e passaste a reinar.

18Na verdade, as nações se enfureceram;

chegou, porém, a tua ira,

e o tempo determinado para serem julgados os mortos,

para se dar o galardão aos teus servos, os profetas,

aos santos e aos que temem o teu nome,

11.18
Sl 115.13

tanto aos pequenos como aos grandes,

e para destruíres os que destroem a terra.

19Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a arca da Aliança no seu santuário, e sobrevieram relâmpagos,

11.19
Ap 8.5
16.18
vozes, trovões, terremoto e grande saraivada.

12

A mulher e o dragão

121Viu-se grande sinal no céu, a saber, uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas

12.1
Gn 37.9
na cabeça, 2que, achando-se grávida, grita com as dores de parto,
12.2
Mq 4.10
sofrendo tormentos para dar à luz. 3Viu-se, também, outro sinal no céu, e eis um dragão, grande, vermelho, com sete cabeças, dez chifres
12.3
Dn 7.7
e, nas cabeças, sete diademas. 4A sua cauda arrastava a terça parte das estrelas
12.4
Dn 8.10
do céu, as quais lançou para a terra; e o dragão se deteve em frente da mulher que estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o filho quando nascesse. 5Nasceu-lhe, pois, um filho varão,
12.5
Is 66.7
que há de reger todas as nações
12.5
Sl 2.9
com cetro de ferro. E o seu filho foi arrebatado para Deus até ao seu trono. 6A mulher, porém, fugiu para o deserto, onde lhe havia Deus preparado lugar para que nele a sustentem durante mil duzentos e sessenta dias.

Anjos pelejam no céu contra o dragão. A vitória de Cristo e do seu povo

7Houve peleja no céu. Miguel

12.7
Dn 10.13,21
12.1
e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; 8todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles. 9E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente,
12.9
Gn 3.1
que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra,
12.9
Lc 10.18
e, com ele, os seus anjos. 10Então, ouvi grande voz do céu, proclamando:

Agora, veio a salvação, o poder,

o reino do nosso Deus

e a autoridade do seu Cristo,

pois foi expulso o acusador

12.10
Jó 1.9-11
Zc 3.1
de nossos irmãos,

o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus.

11Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro

e por causa da palavra do testemunho que deram

e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida.

12Por isso, festejai, ó céus,

e vós, os que neles habitais.

Ai da terra e do mar,

pois o diabo desceu até vós,

cheio de grande cólera,

sabendo que pouco tempo lhe resta.

O dragão persegue a mulher

13Quando, pois, o dragão se viu atirado para a terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão; 14e foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse até ao deserto, ao seu lugar, aí onde é sustentada durante um tempo, tempos e metade de um tempo,

12.14
Dn 7.25
12.7
fora da vista da serpente. 15Então, a serpente arrojou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, a fim de fazer com que ela fosse arrebatada pelo rio. 16A terra, porém, socorreu a mulher; e a terra abriu a boca e engoliu o rio que o dragão tinha arrojado de sua boca. 17Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus; e se pôs em pé sobre a areia do mar.