Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
92

Hino de gratidão a Deus

Salmo. Cântico para o dia de sábado

921Bom é render graças ao Senhor

e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo,

2anunciar de manhã a tua misericórdia

e, durante as noites, a tua fidelidade,

3com instrumentos de dez cordas, com saltério

e com a solenidade da harpa.

4Pois me alegraste, Senhor, com os teus feitos;

exultarei nas obras das tuas mãos.

5Quão grandes, Senhor, são as tuas obras!

Os teus pensamentos, que profundos!

6O inepto não compreende,

e o estulto não percebe isto:

7ainda que os ímpios brotam como a erva,

e florescem todos os que praticam a iniquidade,

nada obstante, serão destruídos para sempre;

8tu, porém, Senhor, és o Altíssimo eternamente.

9Eis que os teus inimigos, Senhor,

eis que os teus inimigos perecerão;

serão dispersos todos os que praticam a iniquidade.

10Porém tu exaltas o meu poder como o do boi selvagem;

derramas sobre mim o óleo fresco.

11Os meus olhos veem com alegria os inimigos que me espreitam,

e os meus ouvidos se satisfazem em ouvir dos malfeitores que contra mim se levantam.

12O justo florescerá como a palmeira,

crescerá como o cedro no Líbano.

13Plantados na Casa do Senhor,

florescerão nos átrios do nosso Deus.

14Na velhice darão ainda frutos,

serão cheios de seiva e de verdor,

15para anunciar que o Senhor é reto.

Ele é a minha rocha, e nele não há injustiça.

93

O poder e a majestade de Deus

931Reina o Senhor. Revestiu-se de majestade;

de poder se revestiu o Senhor e se cingiu.

Firmou o mundo, que não vacila.

2Desde a antiguidade, está firme o teu trono;

tu és desde a eternidade.

3Levantam os rios, ó Senhor,

levantam os rios o seu bramido;

levantam os rios o seu fragor.

4Mas o Senhor nas alturas é mais poderoso

do que o bramido das grandes águas,

do que os poderosos vagalhões do mar.

5Fidelíssimos são os teus testemunhos;

à tua casa convém a santidade,

Senhor, para todo o sempre.

94

Apelo para a justiça de Deus

941Ó Senhor, Deus das vinganças,

ó Deus das vinganças, resplandece.

2Exalta-te, ó juiz da terra;

dá o pago aos soberbos.

3Até quando, Senhor, os perversos,

até quando exultarão os perversos?

4Proferem impiedades e falam coisas duras;

vangloriam-se os que praticam a iniquidade.

5Esmagam o teu povo, Senhor,

e oprimem a tua herança.

6Matam a viúva e o estrangeiro

e aos órfãos assassinam.

7E dizem: O Senhor não o vê;

nem disso faz caso o Deus de Jacó.

8Atendei, ó estúpidos dentre o povo;

e vós, insensatos, quando sereis prudentes?

9O que fez o ouvido, acaso, não ouvirá?

E o que formou os olhos será que não enxerga?

10Porventura, quem repreende as nações não há de punir?

Aquele que aos homens dá conhecimento não tem sabedoria?

11O Senhor conhece os pensamentos do homem,

94.11
1Co 3.20

que são pensamentos vãos.

12Bem-aventurado o homem, Senhor, a quem tu repreendes,

a quem ensinas a tua lei,

13para lhe dares descanso dos dias maus,

até que se abra a cova para o ímpio.

14Pois o Senhor não há de rejeitar o seu povo,

nem desamparar a sua herança.

15Mas o juízo se converterá em justiça,

e segui-la-ão todos os de coração reto.

16Quem se levantará a meu favor, contra os perversos?

Quem estará comigo contra os que praticam a iniquidade?

17Se não fora o auxílio do Senhor,

já a minha alma estaria na região do silêncio.

18Quando eu digo: resvala-me o pé,

a tua benignidade, Senhor, me sustém.

19Nos muitos cuidados que dentro de mim se multiplicam,

as tuas consolações me alegram a alma.

20Pode, acaso, associar-se contigo o trono da iniquidade,

o qual forja o mal, tendo uma lei por pretexto?

21Ajuntam-se contra a vida do justo

e condenam o sangue inocente.

22Mas o Senhor é o meu baluarte e o meu Deus,

o rochedo em que me abrigo.

23Sobre eles faz recair a sua iniquidade

e pela malícia deles próprios os destruirá;

o Senhor, nosso Deus, os exterminará.