Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
8

A glória divina e a dignidade do filho do homem

Ao mestre de canto, segundo a melodia “Os lagares”. Salmo de Davi

81Ó Senhor, Senhor nosso,

quão magnífico em toda a terra é o teu nome!

Pois expuseste nos céus a tua majestade.

2Da boca de pequeninos e crianças de peito

8.2
Mt 21.16

suscitaste força, por causa dos teus adversários,

para fazeres emudecer o inimigo e o vingador.

3Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos,

e a lua e as estrelas que estabeleceste,

4que é o homem,

8.4
Jó 7.17-18
Sl 144.3
Hb 2.6-8
que dele te lembres?

E o filho do homem, que o visites?

5Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus

e de glória e de honra o coroaste.

6Deste-lhe domínio sobre as obras da tua mão

e sob seus pés tudo lhe puseste:

8.6
1Co 15.27
Ef 1.22
Hb 2.8

7ovelhas e bois, todos,

e também os animais do campo;

8as aves do céu, e os peixes do mar,

e tudo o que percorre as sendas dos mares.

9Ó Senhor, Senhor nosso,

quão magnífico em toda a terra é o teu nome!

9

Ações de graças

Ao mestre de canto, segundo a melodia “A morte para o filho”. Salmo de Davi

91Louvar-te-ei, Senhor, de todo o meu coração;

contarei todas as tuas maravilhas.

2Alegrar-me-ei e exultarei em ti;

ao teu nome, ó Altíssimo, eu cantarei louvores.

3Pois, ao retrocederem os meus inimigos,

tropeçam e somem-se da tua presença;

4porque sustentas o meu direito e a minha causa;

no trono te assentas e julgas retamente.

5Repreendes as nações, destróis o ímpio

e para todo o sempre lhes apagas o nome.

6Quanto aos inimigos, estão consumados,

suas ruínas são perpétuas,

arrasaste as suas cidades;

até a sua memória pereceu.

7Mas o Senhor permanece no seu trono eternamente,

trono que erigiu para julgar.

8Ele mesmo julga o mundo com justiça;

administra os povos com retidão.

9O Senhor é também alto refúgio para o oprimido,

refúgio nas horas de tribulação.

10Em ti, pois, confiam os que conhecem o teu nome,

porque tu, Senhor, não desamparas os que te buscam.

11Cantai louvores ao Senhor, que habita em Sião;

proclamai entre os povos os seus feitos.

12Pois aquele que requer o sangue lembra-se deles

e não se esquece do clamor dos aflitos.

13Compadece-te de mim, Senhor;

vê a que sofrimentos me reduziram os que me odeiam,

tu que me levantas das portas da morte;

14para que, às portas da filha de Sião,

eu proclame todos os teus louvores

e me regozije da tua salvação.

15Afundam-se as nações na cova que fizeram,

no laço que esconderam, prendeu-se-lhes o pé.

16Faz-se conhecido o Senhor, pelo juízo que executa;

enlaçado está o ímpio nas obras de suas próprias mãos.

17Os perversos serão lançados no inferno,

e todas as nações que se esquecem de Deus.

18Pois o necessitado não será para sempre esquecido,

e a esperança dos aflitos não se há de frustrar perpetuamente.

19Levanta-te, Senhor; não prevaleça o mortal.

Sejam as nações julgadas na tua presença.

20Infunde-lhes, Senhor, o medo;

saibam as nações que não passam de mortais.

10

A derrubada dos ímpios

101Por que, Senhor, te conservas longe?

E te escondes nas horas de tribulação?

2Com arrogância, os ímpios perseguem o pobre;

sejam presas das tramas que urdiram.

3Pois o perverso se gloria da cobiça de sua alma,

o avarento maldiz o Senhor e blasfema contra ele.

4O perverso, na sua soberba, não investiga;

que não há Deus são todas as suas cogitações.

5São prósperos os seus caminhos em todo tempo;

muito acima e longe dele estão os teus juízos;

quanto aos seus adversários, ele a todos ridiculiza.

6Pois diz lá no seu íntimo: Jamais serei abalado;

de geração em geração, nenhum mal me sobrevirá.

7A boca,

10.7
Rm 3.14
ele a tem cheia de maldição, enganos e opressão;

debaixo da língua, insulto e iniquidade.

8Põe-se de tocaia nas vilas,

trucida os inocentes nos lugares ocultos;

seus olhos espreitam o desamparado.

9Está ele de emboscada, como o leão na sua caverna;

está de emboscada para enlaçar o pobre:

apanha-o e, na sua rede, o enleia.

10Abaixa-se, rasteja;

em seu poder, lhe caem os necessitados.

11Diz ele, no seu íntimo: Deus se esqueceu,

virou o rosto e não verá isto nunca.

12Levanta-te, Senhor! Ó Deus, ergue a mão!

Não te esqueças dos pobres.

13Por que razão despreza o ímpio a Deus,

dizendo no seu íntimo que Deus não se importa?

14Tu, porém, o tens visto, porque atentas aos trabalhos e à dor,

para que os possas tomar em tuas mãos.

A ti se entrega o desamparado;

tu tens sido o defensor do órfão.

15Quebranta o braço do perverso e do malvado;

esquadrinha-lhes a maldade, até nada mais achares.

16O Senhor é rei eterno:

da sua terra somem-se as nações.

17Tens ouvido, Senhor, o desejo dos humildes;

tu lhes fortalecerás o coração e lhes acudirás,

18para fazeres justiça ao órfão e ao oprimido,

a fim de que o homem, que é da terra, já não infunda terror.

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