Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
82

Increpadas a injustiça e a parcialidade dos juízes

Salmo de Asafe

821Deus assiste na congregação divina;

no meio dos deuses, estabelece o seu julgamento.

2Até quando julgareis injustamente

e tomareis partido pela causa dos ímpios?

3Fazei justiça ao fraco e ao órfão,

procedei retamente para com o aflito e o desamparado.

4Socorrei o fraco e o necessitado;

tirai-os das mãos dos ímpios.

5Eles nada sabem, nem entendem;

vagueiam em trevas;

vacilam todos os fundamentos da terra.

6Eu disse: sois deuses,

82.6
Jo 10.34

sois todos filhos do Altíssimo.

7Todavia, como homens, morrereis

e, como qualquer dos príncipes, haveis de sucumbir.

8Levanta-te, ó Deus, julga a terra,

pois a ti compete a herança de todas as nações.

83

Julgamento de Deus contra as nações inimigas

Cântico. Salmo de Asafe

831Ó Deus, não te cales;

não te emudeças, nem fiques inativo, ó Deus!

2Os teus inimigos se alvoroçam,

e os que te odeiam levantam a cabeça.

3Tramam astutamente contra o teu povo

e conspiram contra os teus protegidos.

4Dizem: Vinde, risquemo-los de entre as nações;

e não haja mais memória do nome de Israel.

5Pois tramam concordemente

e firmam aliança contra ti

6as tendas de Edom e os ismaelitas,

Moabe e os hagarenos,

7Gebal, Amom e Amaleque,

a Filístia como os habitantes de Tiro;

8também a Assíria se alia com eles,

e se constituem braço forte aos filhos de Ló.

9Faze-lhes como fizeste a Midiã,

83.9
Jz 7.1-23

como a Sísera,

83.9
Jz 4.6-22
como a Jabim na ribeira de Quisom;

10os quais pereceram em En-Dor;

tornaram-se adubo para a terra.

11Sejam os seus nobres como Orebe

83.11
Jz 7.25
e como Zeebe,

e os seus príncipes, como Zeba

83.11
Jz 8.12
e como Zalmuna,

12que disseram: Apoderemo-nos

das habitações de Deus.

13Deus meu, faze-os como folhas impelidas por um remoinho,

como a palha ao léu do vento.

14Como o fogo devora um bosque

e a chama abrasa os montes,

15assim, persegue-os com a tua tempestade

e amedronta-os com o teu vendaval.

16Enche-lhes o rosto de ignomínia,

para que busquem o teu nome, Senhor.

17Sejam envergonhados e confundidos perpetuamente;

perturbem-se e pereçam.

18E reconhecerão que só tu,

cujo nome é Senhor,

és o Altíssimo sobre toda a terra.

84

Saudades do templo

Ao mestre de canto, segundo a melodia “Os lagares”. Salmo dos filhos de Corá

841Quão amáveis são os teus tabernáculos,

Senhor dos Exércitos!

2A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor;

o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo!

3O pardal encontrou casa,

e a andorinha, ninho para si,

onde acolha os seus filhotes;

eu, os teus altares, Senhor dos Exércitos,

Rei meu e Deus meu!

4Bem-aventurados os que habitam em tua casa;

louvam-te perpetuamente.

5Bem-aventurado o homem cuja força está em ti,

em cujo coração se encontram os caminhos aplanados,

6o qual, passando pelo vale árido,

faz dele um manancial;

de bênçãos o cobre a primeira chuva.

7Vão indo de força em força;

cada um deles aparece diante de Deus em Sião.

8Senhor, Deus dos Exércitos, escuta-me a oração;

presta ouvidos, ó Deus de Jacó!

9Olha, ó Deus, escudo nosso,

e contempla o rosto do teu ungido.

10Pois um dia nos teus átrios vale mais que mil;

prefiro estar à porta da casa do meu Deus,

a permanecer nas tendas da perversidade.

11Porque o Senhor Deus é sol e escudo;

o Senhor dá graça e glória;

nenhum bem sonega aos que andam retamente.

12Ó Senhor dos Exércitos,

feliz o homem que em ti confia.