Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
77

As grandes obras e a misericórdia de Deus

Ao mestre de canto, Jedutum. Salmo de Asafe

771Elevo a Deus a minha voz e clamo,

elevo a Deus a minha voz, para que me atenda.

2No dia da minha angústia, procuro o Senhor;

erguem-se as minhas mãos durante a noite e não se cansam;

a minha alma recusa consolar-se.

3Lembro-me de Deus e passo a gemer;

medito, e me desfalece o espírito.

4Não me deixas pregar os olhos;

tão perturbado estou, que nem posso falar.

5Penso nos dias de outrora,

trago à lembrança os anos de passados tempos.

6De noite indago o meu íntimo,

e o meu espírito perscruta.

7Rejeita o Senhor para sempre?

Acaso, não torna a ser propício?

8Cessou perpetuamente a sua graça?

Caducou a sua promessa para todas as gerações?

9Esqueceu-se Deus de ser benigno?

Ou, na sua ira, terá ele reprimido as suas misericórdias?

10Então, disse eu: isto é a minha aflição;

mudou-se a destra do Altíssimo.

11Recordo os feitos do Senhor,

pois me lembro das tuas maravilhas da antiguidade.

12Considero também nas tuas obras todas

e cogito dos teus prodígios.

13O teu caminho, ó Deus, é de santidade.

Que deus é tão grande como o nosso Deus?

14Tu és o Deus que operas maravilhas

e, entre os povos, tens feito notório o teu poder.

15Com o teu braço remiste o teu povo,

os filhos de Jacó e de José.

16Viram-te as águas, ó Deus;

as águas te viram e temeram,

até os abismos se abalaram.

17Grossas nuvens se desfizeram em água;

houve trovões nos espaços;

também as suas setas cruzaram de uma parte para outra.

18O ribombar do teu trovão ecoou na redondeza;

os relâmpagos alumiaram o mundo;

a terra se abalou e tremeu.

19Pelo mar foi o teu caminho;

as tuas veredas, pelas grandes águas;

e não se descobrem os teus vestígios.

20O teu povo, tu o conduziste, como rebanho,

pelas mãos de Moisés e de Arão.