Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
75

Deus é juiz

Ao mestre de canto, segundo a melodia “Não destruas”. Salmo de Asafe. Cântico

751Graças te rendemos, ó Deus; graças te rendemos,

e invocamos o teu nome, e declaramos as tuas maravilhas.

2Pois disseste: Hei de aproveitar o tempo determinado;

hei de julgar retamente.

3Vacilem a terra e todos os seus moradores,

ainda assim eu firmarei as suas colunas.

4Digo aos soberbos: não sejais arrogantes;

e aos ímpios: não levanteis a vossa força.

5Não levanteis altivamente a vossa força,

nem faleis com insolência contra a Rocha.

6Porque não é do Oriente, não é do Ocidente,

nem do deserto que vem o auxílio.

7Deus é o juiz;

a um abate, a outro exalta.

8Porque na mão do Senhor há um cálice

cujo vinho espuma, cheio de mistura;

dele dá a beber;

sorvem-no, até às escórias,

todos os ímpios da terra.

9Quanto a mim, exultarei para sempre;

salmodiarei louvores ao Deus de Jacó.

10Abaterei as forças dos ímpios;

mas a força dos justos será exaltada.

76

A majestade e o poder de Deus

Ao mestre de canto, com instrumentos de cordas. Salmo de Asafe. Cântico

761Conhecido é Deus em Judá;

grande, o seu nome em Israel.

2Em Salém, está o seu tabernáculo,

e, em Sião, a sua morada.

3Ali, despedaçou ele os relâmpagos do arco,

o escudo, a espada e a batalha.

4Tu és ilustre e mais glorioso

do que os montes eternos.

5Despojados foram os de ânimo forte;

jazem a dormir o seu sono,

e nenhum dos valentes

pode valer-se das próprias mãos.

6Ante a tua repreensão, ó Deus de Jacó,

paralisaram carros e cavalos.

7Tu, sim, tu és terrível;

se te iras,

quem pode subsistir à tua vista?

8Desde os céus fizeste ouvir o teu juízo;

tremeu a terra e se aquietou,

9ao levantar-se Deus para julgar

e salvar todos os humildes da terra.

10Pois até a ira humana há de louvar-te;

e do resíduo das iras te cinges.

11Fazei votos e pagai-os ao Senhor, vosso Deus;

tragam presentes todos os que o rodeiam,

àquele que deve ser temido.

12Ele quebranta o orgulho dos príncipes;

é tremendo aos reis da terra.

77

As grandes obras e a misericórdia de Deus

Ao mestre de canto, Jedutum. Salmo de Asafe

771Elevo a Deus a minha voz e clamo,

elevo a Deus a minha voz, para que me atenda.

2No dia da minha angústia, procuro o Senhor;

erguem-se as minhas mãos durante a noite e não se cansam;

a minha alma recusa consolar-se.

3Lembro-me de Deus e passo a gemer;

medito, e me desfalece o espírito.

4Não me deixas pregar os olhos;

tão perturbado estou, que nem posso falar.

5Penso nos dias de outrora,

trago à lembrança os anos de passados tempos.

6De noite indago o meu íntimo,

e o meu espírito perscruta.

7Rejeita o Senhor para sempre?

Acaso, não torna a ser propício?

8Cessou perpetuamente a sua graça?

Caducou a sua promessa para todas as gerações?

9Esqueceu-se Deus de ser benigno?

Ou, na sua ira, terá ele reprimido as suas misericórdias?

10Então, disse eu: isto é a minha aflição;

mudou-se a destra do Altíssimo.

11Recordo os feitos do Senhor,

pois me lembro das tuas maravilhas da antiguidade.

12Considero também nas tuas obras todas

e cogito dos teus prodígios.

13O teu caminho, ó Deus, é de santidade.

Que deus é tão grande como o nosso Deus?

14Tu és o Deus que operas maravilhas

e, entre os povos, tens feito notório o teu poder.

15Com o teu braço remiste o teu povo,

os filhos de Jacó e de José.

16Viram-te as águas, ó Deus;

as águas te viram e temeram,

até os abismos se abalaram.

17Grossas nuvens se desfizeram em água;

houve trovões nos espaços;

também as suas setas cruzaram de uma parte para outra.

18O ribombar do teu trovão ecoou na redondeza;

os relâmpagos alumiaram o mundo;

a terra se abalou e tremeu.

19Pelo mar foi o teu caminho;

as tuas veredas, pelas grandes águas;

e não se descobrem os teus vestígios.

20O teu povo, tu o conduziste, como rebanho,

pelas mãos de Moisés e de Arão.