Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)

Deus defende o justo contra o ímpio

Canto de Davi. Entoado ao Senhor, com respeito às palavras de Cuxe, benjamita

71Senhor, Deus meu, em ti me refugio;

salva-me de todos os que me perseguem e livra-me;

2para que ninguém, como leão, me arrebate,

despedaçando-me, não havendo quem me livre.

3Senhor, meu Deus, se eu fiz o de que me culpam,

se nas minhas mãos há iniquidade,

4se paguei com o mal a quem estava em paz comigo,

eu, que poupei aquele que sem razão me oprimia,

5persiga o inimigo a minha alma e alcance-a,

espezinhe no chão a minha vida

e arraste no pó a minha glória.

6Levanta-te, Senhor, na tua indignação,

mostra a tua grandeza contra a fúria dos meus adversários

e desperta-te em meu favor, segundo o juízo que designaste.

7Reúnam-se ao redor de ti os povos,

e por sobre eles remonta-te às alturas.

8O Senhor julga os povos;

julga-me, Senhor, segundo a minha retidão

e segundo a integridade que há em mim.

9Cesse a malícia dos ímpios,

mas estabelece tu o justo;

pois sondas a mente e o coração,

7.9
Ap 2.23

ó justo Deus.

10Deus é o meu escudo;

ele salva os retos de coração.

11Deus é justo juiz,

Deus que sente indignação todos os dias.

12Se o homem não se converter, afiará Deus a sua espada;

já armou o arco, tem-no pronto;

13para ele preparou já instrumentos de morte,

preparou suas setas inflamadas.

14Eis que o ímpio está com dores de iniquidade;

concebeu a malícia

e dá à luz a mentira.

15Abre, e aprofunda uma cova,

e cai nesse mesmo poço que faz.

16A sua malícia lhe recai sobre a cabeça,

e sobre a própria mioleira desce a sua violência.

17Eu, porém, renderei graças ao Senhor, segundo a sua justiça,

e cantarei louvores ao nome do Senhor Altíssimo.