Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
57

Louvor pela benignidade divina

Vs. 7-11: Sl 108.1-5

Ao mestre de canto, segundo a melodia “Não destruas”. Hino de Davi, quando fugia de Saul, na caverna

57, título
1Sm 24.3

571Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia,

pois em ti a minha alma se refugia;

à sombra das tuas asas me abrigo,

até que passem as calamidades.

2Clamarei ao Deus Altíssimo,

ao Deus que por mim tudo executa.

3Ele dos céus me envia o seu auxílio e me livra;

cobre de vergonha os que me ferem.

Envia a sua misericórdia e a sua fidelidade.

4Acha-se a minha alma entre leões,

ávidos de devorar os filhos dos homens;

lanças e flechas são os seus dentes,

espada afiada, a sua língua.

5Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus;

e em toda a terra esplenda a tua glória.

6Armaram rede aos meus passos,

a minha alma está abatida;

abriram cova diante de mim,

mas eles mesmos caíram nela.

7Firme está o meu coração, ó Deus,

o meu coração está firme;

cantarei e entoarei louvores.

8Desperta, ó minha alma!

Despertai, lira e harpa!

Quero acordar a alva.

9Render-te-ei graças entre os povos;

cantar-te-ei louvores entre as nações.

10Pois a tua misericórdia se eleva até aos céus,

e a tua fidelidade, até às nuvens.

11Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus;

e em toda a terra esplenda a tua glória.

58

A sorte dos ímpios

Ao mestre de canto, segundo a melodia “Não destruas”. Hino de Davi

581Falais verdadeiramente justiça, ó juízes?

Julgais com retidão os filhos dos homens?

2Longe disso; antes, no íntimo engendrais iniquidades

e distribuís na terra a violência de vossas mãos.

3Desviam-se os ímpios desde a sua concepção;

nascem e já se desencaminham, proferindo mentiras.

4Têm peçonha semelhante à peçonha da serpente;

são como a víbora surda, que tapa os ouvidos,

5para não ouvir a voz dos encantadores,

do mais fascinante em encantamentos.

6Ó Deus, quebra-lhes os dentes na boca;

arranca, Senhor, os queixais aos leõezinhos.

7Desapareçam como águas que se escoam;

ao dispararem flechas, fiquem elas embotadas.

8Sejam como a lesma, que passa diluindo-se;

como o aborto de mulher, não vejam nunca o sol.

9Como espinheiros, antes que vossas panelas sintam deles o calor,

tanto os verdes como os que estão em brasa

serão arrebatados como por um redemoinho.

10Alegrar-se-á o justo quando vir a vingança;

banhará os pés no sangue do ímpio.

11Então, se dirá: Na verdade, há recompensa para o justo;

há um Deus, com efeito, que julga na terra.

59

Súplica em prol de libertação

Ao mestre de canto, segundo a melodia “Não destruas”. Hino de Davi, quando Saul mandou que lhe sitiassem a casa,

59, título
1Sm 19.11
para o matar

591Livra-me, Deus meu, dos meus inimigos;

põe-me acima do alcance dos meus adversários.

2Livra-me dos que praticam a iniquidade

e salva-me dos homens sanguinários,

3pois que armam ciladas à minha alma;

contra mim se reúnem os fortes,

sem transgressão minha, ó Senhor, ou pecado meu.

4Sem culpa minha, eles se apressam e investem;

desperta, vem ao meu encontro e vê.

5Tu, Senhor, Deus dos Exércitos, és o Deus de Israel;

desperta, pois, e vem de encontro a todas as nações;

não te compadeças de nenhum dos que traiçoeiramente praticam a iniquidade.

6Ao anoitecer, uivam como cães,

à volta da cidade.

7Alardeiam de boca;

em seus lábios há espadas.

Pois dizem eles: Quem há que nos escute?

8Mas tu, Senhor, te rirás deles;

zombarás de todas as nações.

9Em ti, força minha, esperarei;

pois Deus é meu alto refúgio.

10Meu Deus virá ao meu encontro com a sua benignidade,

Deus me fará ver o meu desejo sobre os meus inimigos.

11Não os mates, para que o meu povo não se esqueça;

dispersa-os pelo teu poder e abate-os,

ó Senhor, escudo nosso.

12Pelo pecado de sua boca, pelas palavras dos seus lábios,

na sua própria soberba sejam enredados

e pela abominação e mentiras que proferem.

13Consome-os com indignação, consome-os,

de sorte que jamais existam

e se saiba que reina Deus em Jacó,

até aos confins da terra.

14Ao anoitecer, uivam como cães,

à volta da cidade.

15Vagueiam à procura de comida

e, se não se fartam, então, rosnam.

16Eu, porém, cantarei a tua força;

pela manhã louvarei com alegria a tua misericórdia;

pois tu me tens sido alto refúgio

e proteção no dia da minha angústia.

17A ti, força minha, cantarei louvores,

porque Deus é meu alto refúgio,

é o Deus da minha misericórdia.