Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
56

Conforto na perseguição

Ao mestre de canto. Segundo a melodia “A pomba nos terebintos distantes”. Hino de Davi, quando os filisteus o prenderam em Gate

56, título
1Sm 21.13-15

561Tem misericórdia de mim, ó Deus,

porque o homem procura ferir-me;

e me oprime pelejando todo o dia.

2Os que me espreitam continuamente querem ferir-me;

e são muitos os que atrevidamente me combatem.

3Em me vindo o temor,

hei de confiar em ti.

4Em Deus, cuja palavra eu exalto,

neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei.

Que me pode fazer um mortal?

5Todo o dia torcem as minhas palavras;

os seus pensamentos são todos contra mim para o mal.

6Ajuntam-se, escondem-se, espionam os meus passos,

como aguardando a hora de me darem cabo da vida.

7Dá-lhes a retribuição segundo a sua iniquidade.

Derriba os povos, ó Deus, na tua ira!

8Contaste os meus passos quando sofri perseguições;

recolheste as minhas lágrimas no teu odre;

não estão elas inscritas no teu livro?

9No dia em que eu te invocar,

baterão em retirada os meus inimigos;

bem sei isto: que Deus é por mim.

10Em Deus, cuja palavra eu louvo,

no Senhor, cuja palavra eu louvo,

11neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei.

Que me pode fazer o homem?

12Os votos que fiz, eu os manterei, ó Deus;

render-te-ei ações de graças.

13Pois da morte me livraste a alma,

sim, livraste da queda os meus pés,

para que eu ande na presença de Deus,

na luz da vida.

57

Louvor pela benignidade divina

Vs. 7-11: Sl 108.1-5

Ao mestre de canto, segundo a melodia “Não destruas”. Hino de Davi, quando fugia de Saul, na caverna

57, título
1Sm 24.3

571Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia,

pois em ti a minha alma se refugia;

à sombra das tuas asas me abrigo,

até que passem as calamidades.

2Clamarei ao Deus Altíssimo,

ao Deus que por mim tudo executa.

3Ele dos céus me envia o seu auxílio e me livra;

cobre de vergonha os que me ferem.

Envia a sua misericórdia e a sua fidelidade.

4Acha-se a minha alma entre leões,

ávidos de devorar os filhos dos homens;

lanças e flechas são os seus dentes,

espada afiada, a sua língua.

5Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus;

e em toda a terra esplenda a tua glória.

6Armaram rede aos meus passos,

a minha alma está abatida;

abriram cova diante de mim,

mas eles mesmos caíram nela.

7Firme está o meu coração, ó Deus,

o meu coração está firme;

cantarei e entoarei louvores.

8Desperta, ó minha alma!

Despertai, lira e harpa!

Quero acordar a alva.

9Render-te-ei graças entre os povos;

cantar-te-ei louvores entre as nações.

10Pois a tua misericórdia se eleva até aos céus,

e a tua fidelidade, até às nuvens.

11Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus;

e em toda a terra esplenda a tua glória.

58

A sorte dos ímpios

Ao mestre de canto, segundo a melodia “Não destruas”. Hino de Davi

581Falais verdadeiramente justiça, ó juízes?

Julgais com retidão os filhos dos homens?

2Longe disso; antes, no íntimo engendrais iniquidades

e distribuís na terra a violência de vossas mãos.

3Desviam-se os ímpios desde a sua concepção;

nascem e já se desencaminham, proferindo mentiras.

4Têm peçonha semelhante à peçonha da serpente;

são como a víbora surda, que tapa os ouvidos,

5para não ouvir a voz dos encantadores,

do mais fascinante em encantamentos.

6Ó Deus, quebra-lhes os dentes na boca;

arranca, Senhor, os queixais aos leõezinhos.

7Desapareçam como águas que se escoam;

ao dispararem flechas, fiquem elas embotadas.

8Sejam como a lesma, que passa diluindo-se;

como o aborto de mulher, não vejam nunca o sol.

9Como espinheiros, antes que vossas panelas sintam deles o calor,

tanto os verdes como os que estão em brasa

serão arrebatados como por um redemoinho.

10Alegrar-se-á o justo quando vir a vingança;

banhará os pés no sangue do ímpio.

11Então, se dirá: Na verdade, há recompensa para o justo;

há um Deus, com efeito, que julga na terra.

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