Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
53

A corrupção do pecador e sua redenção

Sl 14.1-7

Ao mestre de canto. Salmo didático de Davi, para cítara

531Diz o insensato no seu coração:

Não há Deus.

Corrompem-se e praticam iniquidade;

já não há quem faça o bem.

2Do céu, olha Deus para os filhos dos homens,

para ver se há quem entenda,

se há quem busque a Deus.

53.1-2
Rm 3.10-12

3Todos se extraviaram e juntamente se corromperam;

não há quem faça o bem, não há nem sequer um.

4Acaso, não entendem os obreiros da iniquidade?

Esses, que devoram o meu povo como quem come pão?

Eles não invocam a Deus.

5Tomam-se de grande pavor,

onde não há a quem temer;

porque Deus dispersa os ossos daquele que te sitia;

tu os envergonhas, porque Deus os rejeita.

6Quem me dera que de Sião viesse já o livramento de Israel!

Quando Deus restaurar a sorte do seu povo,

então, exultará Jacó, e Israel se alegrará.

54

Apelo para o socorro divino

Ao mestre de canto. Salmo didático. Para instrumentos de cordas. De Davi, quando os zifeus vieram

54, título
1Sm 23.19
26.1
dizer a Saul: Não está Davi homiziado entre nós?

541Ó Deus, salva-me, pelo teu nome,

e faze-me justiça, pelo teu poder.

2Escuta, ó Deus, a minha oração,

dá ouvidos às palavras da minha boca.

3Pois contra mim se levantam os insolentes,

e os violentos procuram tirar-me a vida;

não têm Deus diante de si.

4Eis que Deus é o meu ajudador,

o Senhor é quem me sustenta a vida.

5Ele retribuirá o mal aos meus opressores;

por tua fidelidade dá cabo deles.

6Oferecer-te-ei voluntariamente sacrifícios;

louvarei o teu nome, ó Senhor, porque é bom.

7Pois me livrou de todas as tribulações;

e os meus olhos se enchem com a ruína dos meus inimigos.

55

Que os traidores sejam destruídos

Ao mestre de canto. Para instrumentos de cordas. Salmo didático de Davi

551Dá ouvidos, ó Deus, à minha oração;

não te escondas da minha súplica.

2Atende-me e responde-me;

sinto-me perplexo em minha queixa e ando perturbado,

3por causa do clamor do inimigo e da opressão do ímpio;

pois sobre mim lançam calamidade

e furiosamente me hostilizam.

4Estremece-me no peito o coração,

terrores de morte me salteiam;

5temor e tremor me sobrevêm,

e o horror se apodera de mim.

6Então, disse eu: quem me dera asas como de pomba!

Voaria e acharia pouso.

7Eis que fugiria para longe

e ficaria no deserto.

8Dar-me-ia pressa em abrigar-me

do vendaval e da procela.

9Destrói, Senhor, e confunde os seus conselhos,

porque vejo violência e contenda na cidade.

10Dia e noite giram nas suas muralhas,

e, muros a dentro, campeia a perversidade e a malícia;

11há destruição no meio dela;

das suas praças não se apartam a opressão e o engano.

12Com efeito, não é inimigo que me afronta;

se o fosse, eu o suportaria;

nem é o que me odeia quem se exalta contra mim,

pois dele eu me esconderia;

13mas és tu, homem meu igual,

meu companheiro e meu íntimo amigo.

14Juntos andávamos, juntos nos entretínhamos

e íamos com a multidão à Casa de Deus.

15A morte os assalte, e vivos desçam à cova!

Porque há maldade nas suas moradas e no seu íntimo.

16Eu, porém, invocarei a Deus,

e o Senhor me salvará.

17À tarde, pela manhã e ao meio-dia,

farei as minhas queixas e lamentarei;

e ele ouvirá a minha voz.

18Livra-me a alma, em paz, dos que me perseguem;

pois são muitos contra mim.

19Deus ouvirá e lhes responderá,

ele, que preside desde a eternidade,

porque não há neles mudança nenhuma,

e não temem a Deus.

20Tal homem estendeu as mãos contra os que tinham paz com ele;

corrompeu a sua aliança.

21A sua boca era mais macia que a manteiga,

porém no coração havia guerra;

as suas palavras eram mais brandas que o azeite;

contudo, eram espadas desembainhadas.

22Confia os teus cuidados ao Senhor, e ele te susterá;

jamais permitirá que o justo seja abalado.

23Tu, porém, ó Deus, os precipitarás à cova profunda;

homens sanguinários e fraudulentos

não chegarão à metade dos seus dias;

eu, todavia, confiarei em ti.