Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
3

Confiança em Deus, na adversidade

Salmo de Davi quando fugia

3, título
2Sm 15.13-17,22
de Absalão, seu filho

31Senhor, como tem crescido o número dos meus adversários!

São numerosos os que se levantam contra mim.

2São muitos os que dizem de mim:

Não há em Deus salvação para ele.

3Porém tu, Senhor, és o meu escudo,

és a minha glória e o que exaltas a minha cabeça.

4Com a minha voz clamo ao Senhor,

e ele do seu santo monte me responde.

5Deito-me e pego no sono;

acordo, porque o Senhor me sustenta.

6Não tenho medo de milhares do povo

que tomam posição contra mim de todos os lados.

7Levanta-te, Senhor!

Salva-me, Deus meu,

pois feres nos queixos a todos os meus inimigos

e aos ímpios quebras os dentes.

8Do Senhor é a salvação,

e sobre o teu povo, a tua bênção.

4

Confiança em Deus, na angústia

Salmo de Davi ao mestre de canto, com instrumentos de cordas

41Responde-me quando clamo, ó Deus da minha justiça;

na angústia, me tens aliviado;

tem misericórdia de mim e ouve a minha oração.

2Ó homens, até quando tornareis a minha glória em vexame,

e amareis a vaidade, e buscareis a mentira?

3Sabei, porém, que o Senhor distingue para si o piedoso;

o Senhor me ouve quando eu clamo por ele.

4Irai-vos

4.4
Ef 4.26
e não pequeis;

consultai no travesseiro o coração e sossegai.

5Oferecei sacrifícios de justiça

e confiai no Senhor.

6Há muitos que dizem: Quem nos dará a conhecer o bem?

Senhor, levanta sobre nós a luz do teu rosto.

7Mais alegria me puseste no coração do que a alegria deles,

quando lhes há fartura de cereal e de vinho.

8Em paz me deito e logo pego no sono,

porque, Senhor, só tu me fazes repousar seguro.

5

Proteção contra os ímpios

Ao mestre de canto, para flautas. Salmo de Davi

51Dá ouvidos, Senhor, às minhas palavras

e acode ao meu gemido.

2Escuta, Rei meu e Deus meu,

a minha voz que clama,

pois a ti é que imploro.

3De manhã, Senhor, ouves a minha voz;

de manhã te apresento a minha oração e fico esperando.

4Pois tu não és Deus que se agrade com a iniquidade,

e contigo não subsiste o mal.

5Os arrogantes não permanecerão à tua vista;

aborreces a todos os que praticam a iniquidade.

6Tu destróis os que proferem mentira;

o Senhor abomina ao sanguinário e ao fraudulento;

7porém eu, pela riqueza da tua misericórdia,

entrarei na tua casa

e me prostrarei diante do teu santo templo,

no teu temor.

8Senhor, guia-me na tua justiça,

por causa dos meus adversários;

endireita diante de mim o teu caminho;

9pois não têm eles sinceridade nos seus lábios;

o seu íntimo é todo crimes;

a sua garganta

5.9
Rm 3.13
é sepulcro aberto,

e com a língua lisonjeiam.

10Declara-os culpados, ó Deus;

caiam por seus próprios planos.

Rejeita-os por causa de suas muitas transgressões,

pois se rebelaram contra ti.

11Mas regozijem-se todos os que confiam em ti;

folguem de júbilo para sempre,

porque tu os defendes;

e em ti se gloriem os que amam o teu nome.

12Pois tu, Senhor, abençoas o justo

e, como escudo, o cercas da tua benevolência.