Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
36

Malícia humana e benignidade divina

Ao mestre de canto. De Davi, servo do Senhor

361Há no coração do ímpio

a voz da transgressão;

não há temor de Deus

36.1
Rm 3.18

diante de seus olhos.

2Porque a transgressão o lisonjeia a seus olhos

e lhe diz que a sua iniquidade não há de ser descoberta, nem detestada.

3As palavras de sua boca são malícia e dolo;

abjurou o discernimento e a prática do bem.

4No seu leito, maquina a perversidade,

detém-se em caminho que não é bom,

não se despega do mal.

5A tua benignidade, Senhor, chega até aos céus,

até às nuvens, a tua fidelidade.

6A tua justiça é como as montanhas de Deus;

os teus juízos, como um abismo profundo.

Tu, Senhor, preservas os homens e os animais.

7Como é preciosa, ó Deus, a tua benignidade!

Por isso, os filhos dos homens

se acolhem à sombra das tuas asas.

8Fartam-se da abundância da tua casa,

e na torrente das tuas delícias lhes dás de beber.

9Pois em ti está o manancial da vida;

na tua luz, vemos a luz.

10Continua a tua benignidade aos que te conhecem,

e a tua justiça, aos retos de coração.

11Não me calque o pé da insolência,

nem me repila a mão dos ímpios.

12Tombaram os obreiros da iniquidade;

estão derruídos e já não podem levantar-se.