Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
34

Provai que o Senhor é bom!

Salmo de Davi, quando se fingiu amalucado

34, título
1Sm 21.13-15
na presença de Abimeleque e, por este expulso, ele se foi

341Bendirei o Senhor em todo o tempo,

o seu louvor estará sempre nos meus lábios.

2Gloriar-se-á no Senhor a minha alma;

os humildes o ouvirão e se alegrarão.

3Engrandecei o Senhor comigo,

e todos, à uma, lhe exaltemos o nome.

4Busquei o Senhor, e ele me acolheu;

livrou-me de todos os meus temores.

5Contemplai-o e sereis iluminados,

e o vosso rosto jamais sofrerá vexame.

6Clamou este aflito, e o Senhor o ouviu

e o livrou de todas as suas tribulações.

7O anjo do Senhor acampa-se

ao redor dos que o temem e os livra.

8Oh! Provai

34.8
1Pe 2.3
e vede que o Senhor é bom;

bem-aventurado o homem que nele se refugia.

9Temei o Senhor, vós os seus santos,

pois nada falta aos que o temem.

10Os leõezinhos sofrem necessidade e passam fome,

porém aos que buscam o Senhor bem nenhum lhes faltará.

11Vinde, filhos, e escutai-me;

eu vos ensinarei o temor do Senhor.

12Quem é o homem que ama a vida

e quer longevidade para ver o bem?

13Refreia a língua do mal

e os lábios de falarem dolosamente.

14Aparta-te do mal e pratica o que é bom;

procura a paz e empenha-te por alcançá-la.

15Os olhos do Senhor repousam sobre os justos,

e os seus ouvidos estão abertos ao seu clamor.

16O rosto do Senhor está contra os que praticam o mal,

para lhes extirpar da terra a memória.

34.12-16
1Pe 3.10-12

17Clamam os justos, e o Senhor os escuta

e os livra de todas as suas tribulações.

18Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado

e salva os de espírito oprimido.

19Muitas são as aflições do justo,

mas o Senhor de todas o livra.

20Preserva-lhe todos os ossos,

nem um deles sequer será quebrado.

34.20
Êx 12.46
Nm 9.12
Jo 19.36

21O infortúnio matará o ímpio,

e os que odeiam o justo serão condenados.

22O Senhor resgata a alma dos seus servos,

e dos que nele confiam nenhum será condenado.

35

Castigo dos adversários

Salmo de Davi

351Contende, Senhor, com os que contendem comigo;

peleja contra os que contra mim pelejam.

2Embraça o escudo e o broquel

e ergue-te em meu auxílio.

3Empunha a lança

e reprime o passo aos meus perseguidores;

dize à minha alma:

Eu sou a tua salvação.

4Sejam confundidos e cobertos de vexame

os que buscam tirar-me a vida;

retrocedam e sejam envergonhados

os que tramam contra mim.

5Sejam como a palha ao léu do vento,

impelindo-os o anjo do Senhor.

6Torne-se-lhes o caminho tenebroso e escorregadio,

e o anjo do Senhor os persiga.

7Pois sem causa me tramaram laços,

sem causa abriram cova para a minha vida.

8Venha sobre o inimigo a destruição, quando ele menos pensar;

e prendam-no os laços que tramou ocultamente;

caia neles para a sua própria ruína.

9E minha alma se regozijará no Senhor

e se deleitará na sua salvação.

10Todos os meus ossos dirão:

Senhor, quem contigo se assemelha?

Pois livras o aflito daquele que é demais forte para ele,

o mísero e o necessitado, dos seus extorsionários.

11Levantam-se iníquas testemunhas

e me arguem de coisas que eu não sei.

12Pagam-me o mal pelo bem,

o que é desolação para a minha alma.

13Quanto a mim, porém, estando eles enfermos,

as minhas vestes eram pano de saco;

eu afligia a minha alma com jejum

e em oração me reclinava sobre o peito,

14portava-me como se eles fossem meus amigos ou meus irmãos;

andava curvado, de luto, como quem chora por sua mãe.

15Quando, porém, tropecei, eles se alegraram e se reuniram;

reuniram-se contra mim;

os abjetos, que eu não conhecia,

dilaceraram-me sem tréguas;

16como vis bufões em festins,

rangiam contra mim os dentes.

17Até quando, Senhor, ficarás olhando?

Livra-me a alma das violências deles;

dos leões, a minha predileta.

18Dar-te-ei graças na grande congregação,

louvar-te-ei no meio da multidão poderosa.

19Não se alegrem de mim os meus inimigos gratuitos;

não pisquem os olhos os que sem causa me odeiam.

35.19
Sl 69.4
Jo 15.25

20Não é de paz que eles falam;

pelo contrário, tramam enganos

contra os pacíficos da terra.

21Escancaram contra mim a boca

e dizem: Pegamos! Pegamos!

Vimo-lo com os nossos próprios olhos.

22Tu, Senhor, os viste; não te cales;

Senhor, não te ausentes de mim.

23Acorda e desperta para me fazeres justiça,

para a minha causa, Deus meu e Senhor meu.

24Julga-me, Senhor, Deus meu, segundo a tua justiça;

não permitas que se regozijem contra mim.

25Não digam eles lá no seu íntimo:

Agora, sim! Cumpriu-se o nosso desejo!

Não digam: Demos cabo dele!

26Envergonhem-se e juntamente sejam cobertos de vexame

os que se alegram com o meu mal;

cubram-se de pejo e ignomínia

os que se engrandecem contra mim.

27Cantem de júbilo e se alegrem

os que têm prazer na minha retidão;

e digam sempre:

Glorificado seja o Senhor,

que se compraz na prosperidade do seu servo!

28E a minha língua celebrará a tua justiça

e o teu louvor todo o dia.

36

Malícia humana e benignidade divina

Ao mestre de canto. De Davi, servo do Senhor

361Há no coração do ímpio

a voz da transgressão;

não há temor de Deus

36.1
Rm 3.18

diante de seus olhos.

2Porque a transgressão o lisonjeia a seus olhos

e lhe diz que a sua iniquidade não há de ser descoberta, nem detestada.

3As palavras de sua boca são malícia e dolo;

abjurou o discernimento e a prática do bem.

4No seu leito, maquina a perversidade,

detém-se em caminho que não é bom,

não se despega do mal.

5A tua benignidade, Senhor, chega até aos céus,

até às nuvens, a tua fidelidade.

6A tua justiça é como as montanhas de Deus;

os teus juízos, como um abismo profundo.

Tu, Senhor, preservas os homens e os animais.

7Como é preciosa, ó Deus, a tua benignidade!

Por isso, os filhos dos homens

se acolhem à sombra das tuas asas.

8Fartam-se da abundância da tua casa,

e na torrente das tuas delícias lhes dás de beber.

9Pois em ti está o manancial da vida;

na tua luz, vemos a luz.

10Continua a tua benignidade aos que te conhecem,

e a tua justiça, aos retos de coração.

11Não me calque o pé da insolência,

nem me repila a mão dos ímpios.

12Tombaram os obreiros da iniquidade;

estão derruídos e já não podem levantar-se.

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