Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
29

A voz de Deus na tempestade

Salmo de Davi

291Tributai ao Senhor, filhos de Deus,

tributai ao Senhor glória e força.

2Tributai ao Senhor a glória devida ao seu nome,

adorai o Senhor na beleza da santidade.

29.1-2
Sl 96.7-9

3Ouve-se a voz do Senhor sobre as águas;

troveja o Deus da glória;

o Senhor está sobre as muitas águas.

4A voz do Senhor é poderosa;

a voz do Senhor é cheia de majestade.

5A voz do Senhor quebra os cedros;

sim, o Senhor despedaça os cedros do Líbano.

6Ele os faz saltar como um bezerro;

o Líbano e o Siriom, como bois selvagens.

7A voz do Senhor despede chamas de fogo.

8A voz do Senhor faz tremer o deserto;

o Senhor faz tremer o deserto de Cades.

9A voz do Senhor faz dar cria às corças

e desnuda os bosques;

e no seu templo tudo diz: Glória!

10O Senhor preside aos dilúvios;

como rei, o Senhor presidirá para sempre.

11O Senhor dá força ao seu povo,

o Senhor abençoa com paz ao seu povo.

30

Ações de graças pela libertação da morte

Salmo de Davi. Cântico da dedicação da casa

301Eu te exaltarei, ó Senhor, porque tu me livraste

e não permitiste que os meus inimigos se regozijassem contra mim.

2Senhor, meu Deus, clamei a ti por socorro,

e tu me saraste.

3Senhor, da cova fizeste subir a minha alma;

preservaste-me a vida para que não descesse à sepultura.

4Salmodiai ao Senhor, vós que sois seus santos,

e dai graças ao seu santo nome.

5Porque não passa de um momento a sua ira;

o seu favor dura a vida inteira.

Ao anoitecer, pode vir o choro,

mas a alegria vem pela manhã.

6Quanto a mim, dizia eu na minha prosperidade:

jamais serei abalado.

7Tu, Senhor, por teu favor

fizeste permanecer forte a minha montanha;

apenas voltaste o rosto,

fiquei logo conturbado.

8Por ti, Senhor, clamei,

ao Senhor implorei.

9Que proveito obterás no meu sangue,

quando baixo à cova?

Louvar-te-á, porventura, o pó?

Declarará ele a tua verdade?

10Ouve, Senhor, e tem compaixão de mim;

sê tu, Senhor, o meu auxílio.

11Converteste o meu pranto em folguedos;

tiraste o meu pano de saco

e me cingiste de alegria,

12para que o meu espírito te cante louvores e não se cale.

Senhor, Deus meu, graças te darei para sempre.

31

Lamentos e louvor

Ao mestre de canto. Salmo de Davi

311Em ti, Senhor, me refugio;

não seja eu jamais envergonhado;

livra-me por tua justiça.

2Inclina-me os ouvidos,

livra-me depressa;

sê o meu castelo forte,

cidadela fortíssima que me salve.

3Porque tu és a minha rocha e a minha fortaleza;

por causa do teu nome, tu me conduzirás e me guiarás.

4Tirar-me-ás do laço que, às ocultas, me armaram,

pois tu és a minha fortaleza.

5Nas tuas mãos, entrego o meu espírito;

31.5
Lc 23.46

tu me remiste, Senhor, Deus da verdade.

6Aborreces os que adoram ídolos vãos;

eu, porém, confio no Senhor.

7Eu me alegrarei e regozijarei na tua benignidade,

pois tens visto a minha aflição,

conheceste as angústias de minha alma

8e não me entregaste nas mãos do inimigo;

firmaste os meus pés em lugar espaçoso.

9Compadece-te de mim, Senhor, porque me sinto atribulado;

de tristeza os meus olhos se consomem,

e a minha alma e o meu corpo.

10Gasta-se a minha vida na tristeza,

e os meus anos, em gemidos;

debilita-se a minha força, por causa da minha iniquidade,

e os meus ossos se consomem.

11Tornei-me opróbrio para todos os meus adversários,

espanto para os meus vizinhos

e horror para os meus conhecidos;

os que me veem na rua fogem de mim.

12Estou esquecido no coração deles, como morto;

sou como vaso quebrado.

13Pois tenho ouvido a murmuração de muitos,

terror por todos os lados;

conspirando contra mim,

tramam tirar-me a vida.

14Quanto a mim, confio em ti, Senhor.

Eu disse: tu és o meu Deus.

15Nas tuas mãos, estão os meus dias;

livra-me das mãos dos meus inimigos e dos meus perseguidores.

16Faze resplandecer o teu rosto sobre o teu servo;

salva-me por tua misericórdia.

17Não seja eu envergonhado, Senhor,

pois te invoquei;

envergonhados sejam os perversos,

emudecidos na morte.

18Emudeçam os lábios mentirosos,

que falam insolentemente contra o justo,

com arrogância e desdém.

19Como é grande a tua bondade,

que reservaste aos que te temem,

da qual usas, perante os filhos dos homens,

para com os que em ti se refugiam!

20No recôndito da tua presença, tu os esconderás

das tramas dos homens,

num esconderijo os ocultarás

da contenda de línguas.

21Bendito seja o Senhor,

que engrandeceu a sua misericórdia

para comigo, numa cidade sitiada!

22Eu disse na minha pressa:

estou excluído da tua presença.

Não obstante, ouviste a minha súplice voz,

quando clamei por teu socorro.

23Amai o Senhor, vós todos os seus santos.

O Senhor preserva os fiéis,

mas retribui com largueza ao soberbo.

24Sede fortes, e revigore-se o vosso coração,

vós todos que esperais no Senhor.

Utilizamos cookies de acordo com o nossa Política de Privacidade, respeitando todos as suas informações pessoais.[ocultar]