Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
15

O cidadão dos céus

Salmo de Davi

151Quem, Senhor, habitará no teu tabernáculo?

Quem há de morar no teu santo monte?

2O que vive com integridade, e pratica a justiça,

e, de coração, fala a verdade;

3o que não difama com sua língua,

não faz mal ao próximo,

nem lança injúria contra o seu vizinho;

4o que, a seus olhos, tem por desprezível ao réprobo,

mas honra aos que temem ao Senhor;

o que jura com dano próprio e não se retrata;

5o que não empresta o seu dinheiro com usura,

nem aceita suborno contra o inocente.

Quem deste modo procede não será jamais abalado.

16

O Santo de Deus

Hino de Davi

161Guarda-me, ó Deus, porque em ti me refugio.

2Digo ao Senhor: Tu és o meu Senhor;

outro bem não possuo, senão a ti somente.

3Quanto aos santos que há na terra, são eles os notáveis

nos quais tenho todo o meu prazer.

4Muitas serão as penas dos que trocam o Senhor por outros deuses;

não oferecerei as suas libações de sangue,

e os meus lábios não pronunciarão o seu nome.

5O Senhor é a porção da minha herança e o meu cálice;

tu és o arrimo da minha sorte.

6Caem-me as divisas em lugares amenos,

é mui linda a minha herança.

7Bendigo o Senhor, que me aconselha;

pois até durante a noite o meu coração me ensina.

8O Senhor, tenho-o sempre à minha presença;

estando ele à minha direita, não serei abalado.

9Alegra-se, pois, o meu coração, e o meu espírito exulta;

até o meu corpo repousará seguro.

10Pois não deixarás a minha alma

16.10
1Co 15.4
na morte,

nem permitirás que o teu Santo veja corrupção.

16.10
At 13.35

11Tu me farás ver os caminhos da vida;

na tua presença há plenitude de alegria,

na tua destra, delícias perpetuamente.

16.8-11
At 2.25-28

17

Súplica pela proteção divina

Oração de Davi

171Ouve, Senhor, a causa justa, atende ao meu clamor,

dá ouvidos à minha oração, que procede de lábios não fraudulentos.

2Baixe de tua presença o julgamento a meu respeito;

os teus olhos veem com equidade.

3Sondas-me o coração, de noite me visitas,

provas-me no fogo e iniquidade nenhuma encontras em mim;

a minha boca não transgride.

4Quanto às ações dos homens, pela palavra dos teus lábios,

eu me tenho guardado dos caminhos do violento.

5Os meus passos se afizeram às tuas veredas,

os meus pés não resvalaram.

6Eu te invoco, ó Deus, pois tu me respondes;

inclina-me os ouvidos e acode às minhas palavras.

7Mostra as maravilhas da tua bondade,

ó Salvador dos que à tua destra buscam refúgio

dos que se levantam contra eles.

8Guarda-me como a menina dos olhos,

esconde-me à sombra das tuas asas,

9dos perversos que me oprimem,

inimigos que me assediam de morte.

10Insensíveis, cerram o coração,

falam com lábios insolentes;

11andam agora cercando os nossos passos

e fixam em nós os olhos para nos deitar por terra.

12Parecem-se com o leão, ávido por sua presa,

ou o leãozinho, que espreita de emboscada.

13Levanta-te, Senhor, defronta-os, arrasa-os;

livra do ímpio a minha alma com a tua espada,

14com a tua mão, Senhor, dos homens mundanos,

cujo quinhão é desta vida

e cujo ventre tu enches dos teus tesouros;

os quais se fartam de filhos

e o que lhes sobra deixam aos seus pequeninos.

15Eu, porém, na justiça contemplarei a tua face;

quando acordar, eu me satisfarei com a tua semelhança.