Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
140

Contra inimigos e perfídias

Ao mestre de canto. Salmo de Davi

1401Livra-me, Senhor, do homem perverso,

guarda-me do homem violento,

2cujo coração maquina iniquidades

e vive forjando contendas.

3Aguçam a língua como a serpente;

sob os lábios têm veneno de áspide.

140.3
Rm 3.13

4Guarda-me, Senhor, da mão dos ímpios,

preserva-me do homem violento,

os quais se empenham por me desviar os passos.

5Os soberbos ocultaram armadilhas e cordas contra mim,

estenderam-me uma rede à beira do caminho,

armaram ciladas contra mim.

6Digo ao Senhor: tu és o meu Deus;

acode, Senhor, à voz das minhas súplicas.

7Ó Senhor, força da minha salvação,

tu me protegeste a cabeça no dia da batalha.

8Não concedas, Senhor, ao ímpio os seus desejos;

não permitas que vingue o seu mau propósito.

9Se exaltam a cabeça os que me cercam,

cubra-os a maldade dos seus lábios.

10Caiam sobre eles brasas vivas, sejam atirados ao fogo,

lançados em abismos para que não mais se levantem.

11O caluniador não se estabelecerá na terra;

ao homem violento, o mal o perseguirá com golpe sobre golpe.

12Sei que o Senhor manterá a causa do oprimido

e o direito do necessitado.

13Assim, os justos renderão graças ao teu nome;

os retos habitarão na tua presença.

141

Oração vespertina por santificação e proteção

Salmo de Davi

1411Senhor, a ti clamo, dá-te pressa em me acudir;

inclina os ouvidos à minha voz, quando te invoco.

2Suba à tua presença a minha oração, como incenso,

141.2
Ap 5.8

e seja o erguer de minhas mãos como oferenda vespertina.

3Põe guarda, Senhor, à minha boca;

vigia a porta dos meus lábios.

4Não permitas que meu coração se incline para o mal,

para a prática da perversidade

na companhia de homens que são malfeitores;

e não coma eu das suas iguarias.

5Fira-me o justo, será isso mercê;

repreenda-me, será como óleo sobre a minha cabeça,

a qual não há de rejeitá-lo.

Continuarei a orar enquanto os perversos praticam maldade.

6Os seus juízes serão precipitados penha abaixo,

mas ouvirão as minhas palavras, que são agradáveis,

7ainda que sejam espalhados os meus ossos à boca da sepultura,

quando se lavra e sulca a terra.

8Pois em ti, Senhor Deus, estão fitos os meus olhos:

em ti confio; não desampares a minha alma.

9Guarda-me dos laços que me armaram

e das armadilhas dos que praticam iniquidade.

10Caiam os ímpios nas suas próprias redes,

enquanto eu, nesse meio tempo, me salvo incólume.

142

Oração no meio de grande perigo

Salmo didático de Davi. Oração que fez quando estava na caverna

142, título
1Sm 24.3

1421Ao Senhor ergo a minha voz e clamo,

com a minha voz suplico ao Senhor.

2Derramo perante ele a minha queixa,

à sua presença exponho a minha tribulação.

3Quando dentro de mim me esmorece o espírito,

conheces a minha vereda.

No caminho em que ando,

me ocultam armadilha.

4Olha à minha direita e vê,

pois não há quem me reconheça,

nenhum lugar de refúgio,

ninguém que por mim se interesse.

5A ti clamo, Senhor,

e digo: tu és o meu refúgio,

o meu quinhão na terra dos viventes.

6Atende o meu clamor,

pois me vejo muito fraco.

Livra-me dos meus perseguidores,

porque são mais fortes do que eu.

7Tira a minha alma do cárcere,

para que eu dê graças ao teu nome;

os justos me rodearão,

quando me fizeres esse bem.