Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
11

O Senhor é forte refúgio

Ao mestre de canto. Salmo de Davi

111No Senhor me refugio.

Como dizeis, pois, à minha alma:

Foge, como pássaro, para o teu monte?

2Porque eis aí os ímpios, armam o arco,

dispõem a sua flecha na corda,

para, às ocultas, dispararem contra os retos de coração.

3Ora, destruídos os fundamentos,

que poderá fazer o justo?

4O Senhor está no seu santo templo;

nos céus tem o Senhor seu trono;

os seus olhos estão atentos, as suas pálpebras sondam os filhos dos homens.

5O Senhor põe à prova ao justo e ao ímpio;

mas, ao que ama a violência, a sua alma o abomina.

6Fará chover sobre os perversos brasas de fogo e enxofre,

e vento abrasador será a parte do seu cálice.

7Porque o Senhor é justo, ele ama a justiça;

os retos lhe contemplarão a face.

12

Auxílio contra a falsidade

Ao mestre de canto, para instrumentos de oito cordas. Salmo de Davi

121Socorro, Senhor! Porque já não há homens piedosos;

desaparecem os fiéis entre os filhos dos homens.

2Falam com falsidade uns aos outros,

falam com lábios bajuladores e coração fingido.

3Corte o Senhor todos os lábios bajuladores,

a língua que fala soberbamente,

4pois dizem: Com a língua prevaleceremos,

os lábios são nossos; quem é senhor sobre nós?

5Por causa da opressão dos pobres e do gemido dos necessitados,

eu me levantarei agora, diz o Senhor;

e porei a salvo a quem por isso suspira.

6As palavras do Senhor são palavras puras,

prata refinada em cadinho de barro,

depurada sete vezes.

7Sim, Senhor, tu nos guardarás;

desta geração nos livrarás para sempre.

8Por todos os lugares andam os perversos,

quando entre os filhos dos homens a vileza é exaltada.

13

Oração de fé

Ao mestre de canto. Salmo de Davi

131Até quando, Senhor?

Esquecer-te-ás de mim para sempre?

Até quando ocultarás de mim o rosto?

2Até quando estarei eu relutando dentro de minha alma,

com tristeza no coração cada dia?

Até quando se erguerá contra mim o meu inimigo?

3Atenta para mim, responde-me, Senhor, Deus meu!

Ilumina-me os olhos, para que eu não durma o sono da morte;

4para que não diga o meu inimigo: Prevaleci contra ele;

e não se regozijem os meus adversários, vindo eu a vacilar.

5No tocante a mim, confio na tua graça;

regozije-se o meu coração na tua salvação.

6Cantarei ao Senhor,

porquanto me tem feito muito bem.