Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
10

A derrubada dos ímpios

101Por que, Senhor, te conservas longe?

E te escondes nas horas de tribulação?

2Com arrogância, os ímpios perseguem o pobre;

sejam presas das tramas que urdiram.

3Pois o perverso se gloria da cobiça de sua alma,

o avarento maldiz o Senhor e blasfema contra ele.

4O perverso, na sua soberba, não investiga;

que não há Deus são todas as suas cogitações.

5São prósperos os seus caminhos em todo tempo;

muito acima e longe dele estão os teus juízos;

quanto aos seus adversários, ele a todos ridiculiza.

6Pois diz lá no seu íntimo: Jamais serei abalado;

de geração em geração, nenhum mal me sobrevirá.

7A boca,

10.7
Rm 3.14
ele a tem cheia de maldição, enganos e opressão;

debaixo da língua, insulto e iniquidade.

8Põe-se de tocaia nas vilas,

trucida os inocentes nos lugares ocultos;

seus olhos espreitam o desamparado.

9Está ele de emboscada, como o leão na sua caverna;

está de emboscada para enlaçar o pobre:

apanha-o e, na sua rede, o enleia.

10Abaixa-se, rasteja;

em seu poder, lhe caem os necessitados.

11Diz ele, no seu íntimo: Deus se esqueceu,

virou o rosto e não verá isto nunca.

12Levanta-te, Senhor! Ó Deus, ergue a mão!

Não te esqueças dos pobres.

13Por que razão despreza o ímpio a Deus,

dizendo no seu íntimo que Deus não se importa?

14Tu, porém, o tens visto, porque atentas aos trabalhos e à dor,

para que os possas tomar em tuas mãos.

A ti se entrega o desamparado;

tu tens sido o defensor do órfão.

15Quebranta o braço do perverso e do malvado;

esquadrinha-lhes a maldade, até nada mais achares.

16O Senhor é rei eterno:

da sua terra somem-se as nações.

17Tens ouvido, Senhor, o desejo dos humildes;

tu lhes fortalecerás o coração e lhes acudirás,

18para fazeres justiça ao órfão e ao oprimido,

a fim de que o homem, que é da terra, já não infunda terror.