Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)

Advertência contra a lascívia

51Filho meu, atende a minha sabedoria;

à minha inteligência inclina os ouvidos

2para que conserves a discrição,

e os teus lábios guardem o conhecimento;

3porque os lábios da mulher adúltera destilam favos de mel,

e as suas palavras são mais suaves do que o azeite;

4mas o fim dela é amargoso como o absinto,

agudo, como a espada de dois gumes.

5Os seus pés descem à morte;

os seus passos conduzem-na ao inferno.

6Ela não pondera a vereda da vida;

anda errante nos seus caminhos e não o sabe.

7Agora, pois, filho, dá-me ouvidos

e não te desvies das palavras da minha boca.

8Afasta o teu caminho da mulher adúltera

e não te aproximes da porta da sua casa;

9para que não dês a outrem a tua honra,

nem os teus anos, a cruéis;

10para que dos teus bens não se fartem os estranhos,

e o fruto do teu trabalho não entre em casa alheia;

11e gemas no fim de tua vida,

quando se consumirem a tua carne e o teu corpo,

12e digas: Como aborreci o ensino!

E desprezou o meu coração a disciplina!

13E não escutei a voz dos que me ensinavam,

nem a meus mestres inclinei os ouvidos!

14Quase que me achei em todo mal

que sucedeu no meio da assembleia e da congregação.

15Bebe a água da tua própria cisterna

e das correntes do teu poço.

16Derramar-se-iam por fora as tuas fontes,

e, pelas praças, os ribeiros de águas?

17Sejam para ti somente

e não para os estranhos contigo.

18Seja bendito o teu manancial,

e alegra-te com a mulher da tua mocidade,

19corça de amores e gazela graciosa.

Saciem-te os seus seios em todo o tempo;

e embriaga-te sempre com as suas carícias.

20Por que, filho meu, andarias cego pela estranha

e abraçarias o peito de outra?

21Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do Senhor,

e ele considera todas as suas veredas.

22Quanto ao perverso, as suas iniquidades o prenderão,

e com as cordas do seu pecado será detido.

23Ele morrerá pela falta de disciplina,

e, pela sua muita loucura, perdido, cambaleia.