Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
3

Exortações da Sabedoria a obedecer ao Senhor

31Filho meu, não te esqueças dos meus ensinos,

e o teu coração guarde os meus mandamentos;

2porque eles aumentarão os teus dias

e te acrescentarão anos de vida e paz.

3Não te desamparem a benignidade e a fidelidade;

ata-as ao pescoço;

escreve-as na tábua do teu coração

4e acharás graça

3.4
Rm 12.17
2Co 8.21
e boa compreensão

diante de Deus e dos homens.

5Confia no Senhor de todo o teu coração

e não te estribes no teu próprio entendimento.

6Reconhece-o em todos os teus caminhos,

e ele endireitará as tuas veredas.

7Não sejas sábio

3.7
Rm 12.16
aos teus próprios olhos;

teme ao Senhor e aparta-te do mal;

8será isto saúde para o teu corpo

e refrigério, para os teus ossos.

9Honra ao Senhor com os teus bens

e com as primícias de toda a tua renda;

10e se encherão fartamente os teus celeiros,

e transbordarão de vinho os teus lagares.

11Filho meu,

3.11
Jó 5.17
Hb 12.5
não rejeites a disciplina do Senhor,

nem te enfades da sua repreensão.

12Porque o Senhor repreende

3.12
Hb 12.6
Ap 3.9
a quem ama,

assim como o pai, ao filho a quem quer bem.

13Feliz o homem que acha sabedoria,

e o homem que adquire conhecimento;

14porque melhor é o lucro que ela dá do que o da prata,

e melhor a sua renda do que o ouro mais fino.

15Mais preciosa é do que pérolas,

e tudo o que podes desejar não é comparável a ela.

16O alongar-se da vida está na sua mão direita,

na sua esquerda, riquezas e honra.

17Os seus caminhos são caminhos deliciosos,

e todas as suas veredas, paz.

18É árvore de vida para os que a alcançam,

e felizes são todos os que a retêm.

19O Senhor com sabedoria fundou a terra,

com inteligência estabeleceu os céus.

20Pelo seu conhecimento os abismos se rompem,

e as nuvens destilam orvalho.

21Filho meu, não se apartem estas coisas dos teus olhos;

guarda a verdadeira sabedoria e o bom siso;

22porque serão vida para a tua alma

e adorno ao teu pescoço.

23Então, andarás seguro no teu caminho,

e não tropeçará o teu pé.

24Quando te deitares, não temerás;

deitar-te-ás, e o teu sono será suave.

25Não temas o pavor repentino,

nem a arremetida dos perversos, quando vier.

26Porque o Senhor será a tua segurança

e guardará os teus pés de serem presos.

27Não te furtes a fazer o bem a quem de direito,

estando na tua mão o poder de fazê-lo.

28Não digas ao teu próximo: Vai e volta amanhã;

então, to darei, se o tens agora contigo.

29Não maquines o mal contra o teu próximo,

pois habita junto de ti confiadamente.

30Jamais pleiteies com alguém sem razão,

se te não houver feito mal.

31Não tenhas inveja do homem violento,

nem sigas nenhum de seus caminhos;

32porque o Senhor abomina o perverso,

mas aos retos trata com intimidade.

33A maldição do Senhor habita na casa do perverso,

porém a morada dos justos ele abençoa.

34Certamente, ele escarnece dos escarnecedores,

3.34
Tg 4.6
1Pe 5.5

mas dá graça aos humildes.

35Os sábios herdarão honra,

mas os loucos tomam sobre si a ignomínia.

4

Exortação paternal

41Ouvi, filhos, a instrução do pai

e estai atentos para conhecerdes o entendimento;

2porque vos dou boa doutrina;

não deixeis o meu ensino.

3Quando eu era filho em companhia de meu pai,

tenro e único diante de minha mãe,

4então, ele me ensinava e me dizia:

Retenha o teu coração as minhas palavras;

guarda os meus mandamentos e vive;

5adquire a sabedoria, adquire o entendimento

e não te esqueças das palavras da minha boca, nem delas te apartes.

6Não desampares a sabedoria, e ela te guardará;

ama-a, e ela te protegerá.

7O princípio da sabedoria é: Adquire a sabedoria;

sim, com tudo o que possuis, adquire o entendimento.

8Estima-a, e ela te exaltará;

se a abraçares, ela te honrará;

9dará à tua cabeça um diadema de graça

e uma coroa de glória te entregará.

10Ouve, filho meu, e aceita as minhas palavras,

e se te multiplicarão os anos de vida.

11No caminho da sabedoria, te ensinei

e pelas veredas da retidão te fiz andar.

12Em andando por elas, não se embaraçarão os teus passos;

se correres, não tropeçarás.

13Retém a instrução e não a largues;

guarda-a, porque ela é a tua vida.

14Não entres na vereda dos perversos,

nem sigas pelo caminho dos maus.

15Evita-o; não passes por ele;

desvia-te dele e passa de largo;

16pois não dormem, se não fizerem mal,

e foge deles o sono, se não fizerem tropeçar alguém;

17porque comem o pão da impiedade

e bebem o vinho das violências.

18Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora,

que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.

19O caminho dos perversos é como a escuridão;

nem sabem eles em que tropeçam.

20Filho meu, atenta para as minhas palavras;

aos meus ensinamentos inclina os ouvidos.

21Não os deixes apartar-se dos teus olhos;

guarda-os no mais íntimo do teu coração.

22Porque são vida para quem os acha

e saúde, para o seu corpo.

23Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração,

porque dele procedem as fontes da vida.

24Desvia de ti a falsidade da boca

e afasta de ti a perversidade dos lábios.

25Os teus olhos olhem direito,

e as tuas pálpebras, diretamente diante de ti.

26Pondera a vereda de teus pés,

4.26
Hb 12.13

e todos os teus caminhos sejam retos.

27Não declines nem para a direita nem para a esquerda;

retira o teu pé do mal.

5

Advertência contra a lascívia

51Filho meu, atende a minha sabedoria;

à minha inteligência inclina os ouvidos

2para que conserves a discrição,

e os teus lábios guardem o conhecimento;

3porque os lábios da mulher adúltera destilam favos de mel,

e as suas palavras são mais suaves do que o azeite;

4mas o fim dela é amargoso como o absinto,

agudo, como a espada de dois gumes.

5Os seus pés descem à morte;

os seus passos conduzem-na ao inferno.

6Ela não pondera a vereda da vida;

anda errante nos seus caminhos e não o sabe.

7Agora, pois, filho, dá-me ouvidos

e não te desvies das palavras da minha boca.

8Afasta o teu caminho da mulher adúltera

e não te aproximes da porta da sua casa;

9para que não dês a outrem a tua honra,

nem os teus anos, a cruéis;

10para que dos teus bens não se fartem os estranhos,

e o fruto do teu trabalho não entre em casa alheia;

11e gemas no fim de tua vida,

quando se consumirem a tua carne e o teu corpo,

12e digas: Como aborreci o ensino!

E desprezou o meu coração a disciplina!

13E não escutei a voz dos que me ensinavam,

nem a meus mestres inclinei os ouvidos!

14Quase que me achei em todo mal

que sucedeu no meio da assembleia e da congregação.

15Bebe a água da tua própria cisterna

e das correntes do teu poço.

16Derramar-se-iam por fora as tuas fontes,

e, pelas praças, os ribeiros de águas?

17Sejam para ti somente

e não para os estranhos contigo.

18Seja bendito o teu manancial,

e alegra-te com a mulher da tua mocidade,

19corça de amores e gazela graciosa.

Saciem-te os seus seios em todo o tempo;

e embriaga-te sempre com as suas carícias.

20Por que, filho meu, andarias cego pela estranha

e abraçarias o peito de outra?

21Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do Senhor,

e ele considera todas as suas veredas.

22Quanto ao perverso, as suas iniquidades o prenderão,

e com as cordas do seu pecado será detido.

23Ele morrerá pela falta de disciplina,

e, pela sua muita loucura, perdido, cambaleia.

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