Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
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261Como a neve no verão e como a chuva na ceifa,

assim, a honra não convém ao insensato.

2Como o pássaro que foge, como a andorinha no seu voo,

assim, a maldição sem causa não se cumpre.

3O açoite é para o cavalo, o freio, para o jumento,

e a vara, para as costas dos insensatos.

4Não respondas ao insensato segundo a sua estultícia,

para que não te faças semelhante a ele.

5Ao insensato responde segundo a sua estultícia,

para que não seja ele sábio aos seus próprios olhos.

6Os pés corta e o dano sofre

quem manda mensagens por intermédio do insensato.

7As pernas do coxo pendem bambas;

assim é o provérbio na boca dos insensatos.

8Como o que atira pedra preciosa num montão de ruínas,

assim é o que dá honra ao insensato.

9Como galho de espinhos na mão do bêbado,

assim é o provérbio na boca dos insensatos.

10Como um flecheiro que a todos fere,

assim é o que assalaria os insensatos e os transgressores.

11Como o cão que torna ao seu vômito,

26.11
2Pe 2.22

assim é o insensato que reitera a sua estultícia.

12Tens visto a um homem que é sábio a seus próprios olhos?

Maior esperança há no insensato do que nele.

13Diz o preguiçoso: Um leão está no caminho;

um leão está nas ruas.

14Como a porta se revolve nos seus gonzos,

assim, o preguiçoso, no seu leito.

15O preguiçoso mete a mão no prato

e não quer ter o trabalho de a levar à boca.

16Mais sábio é o preguiçoso a seus próprios olhos

do que sete homens que sabem responder bem.

17Quem se mete em questão alheia

é como aquele que toma pelas orelhas um cão que passa.

18Como o louco que lança

fogo, flechas e morte,

19assim é o homem que engana a seu próximo

e diz: Fiz isso por brincadeira.

20Sem lenha, o fogo se apaga;

e, não havendo maldizente, cessa a contenda.

21Como o carvão é para a brasa, e a lenha, para o fogo,

assim é o homem contencioso para acender rixas.

22As palavras do maldizente são comida fina,

que desce para o mais interior do ventre.

23Como vaso de barro coberto de escórias de prata,

assim são os lábios amorosos e o coração maligno.

24Aquele que aborrece dissimula com os lábios,

mas no íntimo encobre o engano;

25quando te falar suavemente, não te fies nele,

porque sete abominações há no seu coração.

26Ainda que o seu ódio se encobre com engano,

a sua malícia se descobrirá publicamente.

27Quem abre uma cova nela cairá;

e a pedra rolará sobre quem a revolve.

28A língua falsa aborrece a quem feriu,

e a boca lisonjeira é causa de ruína.