Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
16

161O coração do homem pode fazer planos,

mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor.

2Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos,

mas o Senhor pesa o espírito.

3Confia ao Senhor as tuas obras,

e os teus desígnios serão estabelecidos.

4O Senhor fez todas as coisas para determinados fins

e até o perverso, para o dia da calamidade.

5Abominável é ao Senhor todo arrogante de coração;

é evidente que não ficará impune.

6Pela misericórdia e pela verdade, se expia a culpa;

e pelo temor do Senhor os homens evitam o mal.

7Sendo o caminho dos homens agradável ao Senhor,

este reconcilia com eles os seus inimigos.

8Melhor é o pouco, havendo justiça,

do que grandes rendimentos com injustiça.

9O coração do homem traça o seu caminho,

mas o Senhor lhe dirige os passos.

10Nos lábios do rei se acham decisões autorizadas;

no julgar não transgrida, pois, a sua boca.

11Peso e balança justos pertencem ao Senhor;

obra sua são todos os pesos da bolsa.

12A prática da impiedade é abominável para os reis,

porque com justiça se estabelece o trono.

13Os lábios justos são o contentamento do rei,

e ele ama o que fala coisas retas.

14O furor do rei são uns mensageiros de morte,

mas o homem sábio o apazigua.

15O semblante alegre do rei significa vida,

e a sua benevolência é como a nuvem que traz chuva serôdia.

16Quanto melhor é adquirir a sabedoria do que o ouro!

E mais excelente, adquirir a prudência do que a prata!

17O caminho dos retos é desviar-se do mal;

o que guarda o seu caminho preserva a sua alma.

18A soberba precede a ruína,

e a altivez do espírito, a queda.

19Melhor é ser humilde de espírito com os humildes

do que repartir o despojo com os soberbos.

20O que atenta para o ensino acha o bem,

e o que confia no Senhor, esse é feliz.

21O sábio de coração é chamado prudente,

e a doçura no falar aumenta o saber.

22O entendimento, para aqueles que o possuem, é fonte de vida;

mas, para o insensato, a sua estultícia lhe é castigo.

23O coração do sábio é mestre de sua boca

e aumenta a persuasão nos seus lábios.

24Palavras agradáveis são como favo de mel:

doces para a alma e medicina para o corpo.

25Há caminho

16.25
Pv 14.12
que parece direito ao homem,

mas afinal são caminhos de morte.

26A fome do trabalhador o faz trabalhar,

porque a sua boca a isso o incita.

27O homem depravado cava o mal,

e nos seus lábios há como que fogo ardente.

28O homem perverso espalha contendas,

e o difamador separa os maiores amigos.

29O homem violento alicia o seu companheiro

e guia-o por um caminho que não é bom.

30Quem fecha os olhos imagina o mal,

e, quando morde os lábios, o executa.

31Coroa de honra são as cãs,

quando se acham no caminho da justiça.

32Melhor é o longânimo do que o herói da guerra,

e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade.

33A sorte se lança no regaço,

mas do Senhor procede toda decisão.

17

171Melhor é um bocado seco e tranquilidade

do que a casa farta de carnes e contendas.

2O escravo prudente dominará sobre o filho que causa vergonha

e, entre os irmãos, terá parte na herança.

3O crisol prova a prata, e o forno, o ouro;

mas aos corações prova o Senhor.

4O malfazejo atenta para o lábio iníquo;

o mentiroso inclina os ouvidos para a língua maligna.

5O que escarnece do pobre insulta ao que o criou;

o que se alegra da calamidade não ficará impune.

6Coroa dos velhos são os filhos dos filhos;

e a glória dos filhos são os pais.

7Ao insensato não convém a palavra excelente;

quanto menos ao príncipe, o lábio mentiroso!

8Pedra mágica é o suborno aos olhos de quem o dá,

e para onde quer que se volte terá seu proveito.

9O que encobre a transgressão adquire amor,

mas o que traz o assunto à baila separa os maiores amigos.

10Mais fundo entra a repreensão no prudente

do que cem açoites no insensato.

11O rebelde não busca senão o mal;

por isso, mensageiro cruel se enviará contra ele.

12Melhor é encontrar-se uma ursa roubada dos filhos

do que o insensato na sua estultícia.

13Quanto àquele que paga o bem com o mal,

não se apartará o mal da sua casa.

14Como o abrir-se da represa, assim é o começo da contenda;

desiste, pois, antes que haja rixas.

15O que justifica o perverso e o que condena o justo

abomináveis são para o Senhor, tanto um como o outro.

16De que serviria o dinheiro na mão do insensato para comprar a sabedoria,

visto que não tem entendimento?

17Em todo tempo ama o amigo,

e na angústia se faz o irmão.

18O homem falto de entendimento compromete-se,

ficando por fiador do seu próximo.

19O que ama a contenda ama o pecado;

o que faz alta a sua porta facilita a própria queda.

20O perverso de coração jamais achará o bem;

e o que tem a língua dobre vem a cair no mal.

21O filho estulto é tristeza para o pai,

e o pai do insensato não se alegra.

22O coração alegre é bom remédio,

mas o espírito abatido faz secar os ossos.

23O perverso aceita suborno secretamente,

para perverter as veredas da justiça.

24A sabedoria é o alvo do inteligente,

mas os olhos do insensato vagam pelas extremidades da terra.

25O filho insensato é tristeza para o pai

e amargura para quem o deu à luz.

26Não é bom punir ao justo;

é contra todo direito ferir ao príncipe.

27Quem retém as palavras possui o conhecimento,

e o sereno de espírito é homem de inteligência.

28Até o estulto, quando se cala, é tido por sábio,

e o que cerra os lábios, por sábio.

18

181O solitário busca o seu próprio interesse

e insurge-se contra a verdadeira sabedoria.

2O insensato não tem prazer no entendimento,

senão em externar o seu interior.

3Vindo a perversidade, vem também o desprezo;

e, com a ignomínia, a vergonha.

4Águas profundas são as palavras da boca do homem,

e a fonte da sabedoria, ribeiros transbordantes.

5Não é bom ser parcial com o perverso,

para torcer o direito contra os justos.

6Os lábios do insensato entram na contenda,

e por açoites brada a sua boca.

7A boca do insensato é a sua própria destruição,

e os seus lábios, um laço para a sua alma.

8As palavras do maldizente são doces bocados

que descem para o mais interior do ventre.

9Quem é negligente na sua obra

já é irmão do desperdiçador.

10Torre forte é o nome do Senhor,

à qual o justo se acolhe e está seguro.

11Os bens do rico lhe são cidade forte

e, segundo imagina, uma alta muralha.

12Antes da ruína, gaba-se o coração do homem,

e diante da honra vai a humildade.

13Responder antes de ouvir

é estultícia e vergonha.

14O espírito firme sustém o homem na sua doença,

mas o espírito abatido, quem o pode suportar?

15O coração do sábio adquire o conhecimento,

e o ouvido dos sábios procura o saber.

16O presente que o homem faz alarga-lhe o caminho

e leva-o perante os grandes.

17O que começa o pleito parece justo,

até que vem o outro e o examina.

18Pelo lançar da sorte, cessam os pleitos,

e se decide a causa entre os poderosos.

19O irmão ofendido resiste mais que uma fortaleza;

suas contendas são ferrolhos de um castelo.

20Do fruto da boca o coração se farta,

do que produzem os lábios se satisfaz.

21A morte e a vida estão no poder da língua;

o que bem a utiliza come do seu fruto.

22O que acha uma esposa acha o bem

e alcançou a benevolência do Senhor.

23O pobre fala com súplicas,

porém o rico responde com durezas.

24O homem que tem muitos amigos sai perdendo;

mas há amigo mais chegado do que um irmão.

Utilizamos cookies de acordo com o nossa Política de Privacidade, respeitando todos as suas informações pessoais.[ocultar]