Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
24

Balaão abençoa a Israel pela terceira vez

241Vendo Balaão que bem parecia aos olhos do Senhor que abençoasse a Israel, não foi esta vez, como antes, ao encontro de agouros, mas voltou o rosto para o deserto. 2Levantando Balaão os olhos e vendo Israel acampado segundo as suas tribos, veio sobre ele o Espírito de Deus. 3Proferiu a sua palavra e disse:

Palavra de Balaão, filho de Beor,

palavra do homem de olhos abertos;

4palavra daquele que ouve os ditos de Deus,

o que tem a visão do Todo-Poderoso

e prostra-se, porém de olhos abertos:

5Que boas são as tuas tendas, ó Jacó!

Que boas são as tuas moradas, ó Israel!

6Como vales que se estendem,

como jardins à beira dos rios,

como árvores de sândalo que o Senhor plantou,

como cedros junto às águas.

7Águas manarão de seus baldes,

e as suas sementeiras terão águas abundantes;

o seu rei se levantará mais do que Agague,

e o seu reino será exaltado.

8Deus tirou do Egito a Israel,

cujas forças são como as do boi selvagem;

consumirá as nações, seus inimigos,

e quebrará seus ossos,

e, com as suas setas, os atravessará.

9Este abaixou-se,

24.9
Gn 49.9
deitou-se como leão

e como leoa; quem o despertará?

Benditos

24.9
Gn 12.3
os que te abençoarem,

e malditos os que te amaldiçoarem.

10Então, a ira de Balaque se acendeu contra Balaão, e bateu ele as suas palmas. Disse Balaque a Balaão: Chamei-te para amaldiçoares os meus inimigos; porém, agora, já três vezes, somente os abençoaste. 11Agora, pois, vai-te embora para tua casa; eu dissera que te cumularia de honras; mas eis que o Senhor te privou delas. 12Então, Balaão disse a Balaque: Não falei eu também aos teus mensageiros, que me enviaste, dizendo: 13ainda que Balaque me desse a sua casa cheia de prata e ouro, não poderia traspassar o mandado do Senhor, fazendo de mim mesmo bem ou mal; o que o Senhor falar, isso falarei? 14Agora, eis que vou ao meu povo; vem, avisar-te-ei do que fará este povo ao teu, nos últimos dias.

A profecia de Balaão. A estrela de Jacó

15Então, proferiu a sua palavra e disse:

Palavra de Balaão, filho de Beor,

palavra do homem de olhos abertos,

16palavra daquele que ouve os ditos de Deus

e sabe a ciência do Altíssimo;

daquele que tem a visão do Todo-Poderoso

e prostra-se, porém de olhos abertos:

17Vê-lo-ei, mas não agora;

contemplá-lo-ei, mas não de perto;

uma estrela procederá de Jacó,

de Israel subirá um cetro

que ferirá as têmporas de Moabe

e destruirá todos os filhos de Sete.

18Edom será uma possessão;

Seir, seus inimigos, também será uma possessão;

mas Israel fará proezas.

19De Jacó sairá o dominador

e exterminará os que restam das cidades.

20Viu Balaão a Amaleque, proferiu a sua palavra e disse:

Amaleque é o primeiro das nações;

porém o seu fim será destruição.

21Viu os queneus, proferiu a sua palavra e disse:

Segura está a tua habitação,

e puseste o teu ninho na penha.

22Todavia, o queneu será consumido.

Até quando? Assur te levará cativo.

23Proferiu ainda a sua palavra e disse:

Ai! Quem viverá, quando Deus fizer isto?

24Homens virão das costas de Quitim em suas naus;

afligirão a Assur e a Héber;

e também eles mesmos perecerão.

25Então, Balaão se levantou, e se foi, e voltou para a sua terra; e também Balaque se foi pelo seu caminho.