Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)

Balaão abençoa a Israel pela primeira vez

231Então, Balaão disse a Balaque: Edifica-me, aqui, sete altares e prepara-me sete novilhos e sete carneiros. 2Fez, pois, Balaque como Balaão dissera; e Balaque e Balaão ofereceram um novilho e um carneiro sobre cada altar. 3Disse mais Balaão a Balaque: Fica-te junto do teu holocausto, e eu irei; porventura, o Senhor me sairá ao encontro, e o que me mostrar to notificarei. Então, subiu a um morro desnudo. 4Encontrando-se Deus com Balaão, este lhe disse: Preparei sete altares e sobre cada um ofereci um novilho e um carneiro. 5Então, o Senhor pôs a palavra na boca de Balaão e disse: Torna para Balaque e falarás assim. 6E, tornando para ele, eis que estava junto do seu holocausto, ele e todos os príncipes dos moabitas. 7Então, proferiu a sua palavra e disse:

Balaque me fez vir de Arã,

o rei de Moabe, dos montes do Oriente;

vem, amaldiçoa-me a Jacó,

e vem, denuncia a Israel.

8Como posso amaldiçoar a quem Deus não amaldiçoou?

Como posso denunciar a quem o Senhor não denunciou?

9Pois do cimo das penhas vejo Israel

e dos outeiros o contemplo:

eis que é povo que habita só

e não será reputado entre as nações.

10Quem contou o pó de Jacó

ou enumerou a quarta parte de Israel?

Que eu morra a morte dos justos,

e o meu fim seja como o dele.

11Então, disse Balaque a Balaão: Que me fizeste? Chamei-te para amaldiçoar os meus inimigos, mas eis que somente os abençoaste. 12Mas ele respondeu: Porventura, não terei cuidado de falar o que o Senhor pôs na minha boca?

Balaão abençoa a Israel pela segunda vez

13Então, Balaque lhe disse: Rogo-te que venhas comigo a outro lugar, donde verás o povo; verás somente a parte mais próxima dele e não o verás todo; e amaldiçoa-mo dali. 14Levou-o consigo ao campo de Zofim, ao cimo de Pisga; e edificou sete altares e sobre cada um ofereceu um novilho e um carneiro. 15Então, disse Balaão a Balaque: Fica, aqui, junto do teu holocausto, e eu irei ali ao encontro do Senhor. 16Encontrando-se o Senhor com Balaão, pôs-lhe na boca a palavra e disse: Torna para Balaque e assim falarás. 17Vindo a ele, eis que estava junto do holocausto, e os príncipes dos moabitas, com ele. Perguntou-lhe, pois, Balaque: Que falou o Senhor? 18Então, proferiu a sua palavra e disse:

Levanta-te, Balaque, e ouve;

escuta-me, filho de Zipor:

19Deus não é homem, para que minta;

nem filho de homem, para que se arrependa.

Porventura, tendo ele prometido, não o fará?

Ou, tendo falado, não o cumprirá?

20Eis que para abençoar recebi ordem;

ele abençoou, não o posso revogar.

21Não viu iniquidade em Jacó,

nem contemplou desventura em Israel;

o Senhor, seu Deus, está com ele,

no meio dele se ouvem aclamações ao seu Rei.

22Deus os tirou do Egito;

as forças deles são como as do boi selvagem.

23Pois contra Jacó não vale encantamento,

nem adivinhação contra Israel;

agora, se poderá dizer de Jacó e de Israel:

Que coisas tem feito Deus!

24Eis que o povo se levanta como leoa

e se ergue como leão;

não se deita até que devore a presa

e beba o sangue dos que forem mortos.

25Então, disse Balaque a Balaão: Nem o amaldiçoarás, nem o abençoarás. 26Porém Balaão respondeu e disse a Balaque: Não te disse eu: tudo o que o Senhor falar, isso farei? 27Disse mais Balaque a Balaão: Ora, vem, e te levarei a outro lugar; porventura, parecerá bem aos olhos de Deus que dali mo amaldiçoes. 28Então, Balaque levou Balaão consigo ao cimo de Peor, que olha para o lado do deserto. 29Balaão disse a Balaque: Edifica-me, aqui, sete altares e prepara-me sete novilhos e sete carneiros. 30Balaque, pois, fez como dissera Balaão e ofereceu sobre cada altar um novilho e um carneiro.