Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
10

Jesus atravessa o Jordão

Mt 19.1-2

101Levantando-se Jesus, foi dali para o território da Judeia, além do Jordão. E outra vez as multidões se reuniram junto a ele, e, de novo, ele as ensinava, segundo o seu costume.

A questão do divórcio

Mt 19.3-12; Lc 16.18

2E, aproximando-se alguns fariseus, o experimentaram, perguntando-lhe: É lícito ao marido repudiar sua mulher? 3Ele lhes respondeu: Que vos ordenou Moisés? 4Tornaram eles: Moisés permitiu

10.4
Dt 24.1-4
Mt 5.31
lavrar carta de divórcio e repudiar. 5Mas Jesus lhes disse: Por causa da dureza do vosso coração, ele vos deixou escrito esse mandamento; 6porém, desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher.
10.6
Gn 1.27
5.2
7Por isso, deixará o homem a seu pai e mãe [e unir-se-á a sua mulher], 8e, com sua mulher, serão os dois uma só carne. De modo que já não são dois, mas uma só carne.
10.7-8
Gn 2.24
9Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem.

10Em casa, voltaram os discípulos a interrogá-lo sobre este assunto. 11E ele lhes disse: Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério contra aquela. 12E, se ela repudiar seu marido e casar com outro, comete adultério.

10.11-12
Mt 5.32
1Co 7.10-11

Jesus abençoa as crianças

Mt 19.13-15; Lc 18.15-17

13Então, lhe trouxeram algumas crianças para que as tocasse, mas os discípulos os repreendiam. 14Jesus, porém, vendo isto, indignou-se e disse-lhes: Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus. 15Em verdade vos digo: Quem não receber

10.15
Mt 18.3
o reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele. 16Então, tomando-as nos braços e impondo-lhes as mãos, as abençoava.

O jovem rico

Mt 19.16-22; Lc 18.18-23

17E, pondo-se Jesus a caminho, correu um homem ao seu encontro e, ajoelhando-se, perguntou-lhe: Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna? 18Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão um, que é Deus. 19Sabes os mandamentos: Não matarás,

10.19
Êx 20.13
Dt 5.17
não adulterarás,
10.19
Êx 20.14
Dt 5.18
não furtarás,
10.19
Êx 20.15
Dt 5.19
não dirás falso testemunho,
10.19
Êx 20.16
Dt 5.20
não defraudarás ninguém, honra
10.19
Êx 20.12
Dt 5.16
a teu pai e tua mãe. 20Então, ele respondeu: Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude. 21E Jesus, fitando-o, o amou e disse: Só uma coisa te falta: Vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; então, vem e segue-me. 22Ele, porém, contrariado com esta palavra, retirou-se triste, porque era dono de muitas propriedades.

O perigo das riquezas

Mt 19.23-30; Lc 18.24-30

23Então, Jesus, olhando ao redor, disse aos seus discípulos: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas! 24Os discípulos estranharam estas palavras; mas Jesus insistiu em dizer-lhes: Filhos, quão difícil é [para os que confiam nas riquezas] entrar no reino de Deus! 25É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus. 26Eles ficaram sobremodo maravilhados, dizendo entre si: Então, quem pode ser salvo? 27Jesus, porém, fitando neles o olhar, disse: Para os homens é impossível; contudo, não para Deus, porque para Deus tudo é possível. 28Então, Pedro começou a dizer-lhe: Eis que nós tudo deixamos e te seguimos. 29Tornou Jesus: Em verdade vos digo que ninguém há que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos, ou campos por amor de mim e por amor do evangelho, 30que não receba, já no presente, o cêntuplo de casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições; e, no mundo por vir, a vida eterna. 31Porém muitos primeiros serão últimos;

10.31
Mt 20.16
Lc 13.30
e os últimos, primeiros.

Jesus ainda outra vez prediz sua morte e ressurreição

Mt 20.17-19; Lc 18.31-34

32Estavam de caminho, subindo para Jerusalém, e Jesus ia adiante dos seus discípulos. Estes se admiravam e o seguiam tomados de apreensões. E Jesus, tornando a levar à parte os doze, passou a revelar-lhes as coisas que lhe deviam sobrevir, dizendo: 33Eis que subimos para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas; condená-lo-ão à morte e o entregarão aos gentios; 34hão de escarnecê-lo, cuspir nele, açoitá-lo e matá-lo; mas, depois de três dias, ressuscitará.

O pedido de Tiago e João

Mt 20.20-28

35Então, se aproximaram dele Tiago e João, filhos de Zebedeu, dizendo-lhe: Mestre, queremos que nos concedas o que te vamos pedir. 36E ele lhes perguntou: Que quereis que vos faça? 37Responderam-lhe: Permite-nos que, na tua glória, nos assentemos um à tua direita e o outro à tua esquerda. 38Mas Jesus lhes disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu bebo ou receber o batismo com que eu sou batizado? 39Disseram-lhe: Podemos. Tornou-lhes Jesus: Bebereis o cálice que eu bebo e recebereis o batismo com que eu sou batizado;

10.38-39
Lc 12.50
40quanto, porém, ao assentar-se à minha direita ou à minha esquerda, não me compete concedê-lo; porque é para aqueles a quem está preparado. 41Ouvindo isto, indignaram-se os dez contra Tiago e João. 42Mas Jesus, chamando-os para junto de si, disse-lhes: Sabeis que os que são considerados governadores dos povos têm-nos sob seu domínio, e sobre eles os seus maiorais exercem autoridade. 43Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; 44e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos.
10.43-44
Mt 23.11
Mc 9.35
45Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.
10.41-45
Lc 22.24-27

A cura do cego de Jericó

Mt 20.29-34; Lc 18.35-43

46E foram para Jericó. Quando ele saía de Jericó, juntamente com os discípulos e numerosa multidão, Bartimeu, cego mendigo, filho de Timeu, estava assentado à beira do caminho 47e, ouvindo que era Jesus, o Nazareno, pôs-se a clamar: Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim! 48E muitos o repreendiam, para que se calasse; mas ele cada vez gritava mais: Filho de Davi, tem misericórdia de mim! 49Parou Jesus e disse: Chamai-o. Chamaram, então, o cego, dizendo-lhe: Tem bom ânimo; levanta-te, ele te chama. 50Lançando de si a capa, levantou-se de um salto e foi ter com Jesus. 51Perguntou-lhe Jesus: Que queres que eu te faça? Respondeu o cego: Mestre, que eu torne a ver. 52Então, Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou. E imediatamente tornou a ver e seguia a Jesus estrada fora.

11

A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém

Mt 21.1-17; Lc 19.28-40; Jo 12.12-19

111Quando se aproximavam de Jerusalém, de Betfagé e Betânia, junto ao monte das Oliveiras, enviou Jesus dois dos seus discípulos 2e disse-lhes: Ide à aldeia que aí está diante de vós e, logo ao entrar, achareis preso um jumentinho, o qual ainda ninguém montou; desprendei-o e trazei-o. 3Se alguém vos perguntar: Por que fazeis isso? Respondei: O Senhor precisa dele e logo o mandará de volta para aqui. 4Então, foram e acharam o jumentinho preso, junto ao portão, do lado de fora, na rua, e o desprenderam. 5Alguns dos que ali estavam reclamaram: Que fazeis, soltando o jumentinho? 6Eles, porém, responderam conforme as instruções de Jesus; então, os deixaram ir. 7Levaram o jumentinho, sobre o qual puseram as suas vestes, e Jesus o montou. 8E muitos estendiam as suas vestes no caminho, e outros, ramos que haviam cortado dos campos. 9Tanto os que iam adiante dele como os que vinham depois clamavam: Hosana!

11.9
Sl 118.25-26
Bendito o que vem em nome do Senhor! 10Bendito o reino que vem, o reino de Davi, nosso pai! Hosana, nas maiores alturas!

11E, quando entrou em Jerusalém, no templo, tendo observado tudo, como fosse já tarde, saiu para Betânia com os doze.

A figueira sem fruto

Mt 21.18-22

12No dia seguinte, quando saíram de Betânia, teve fome. 13E, vendo de longe uma figueira com folhas, foi ver se nela, porventura, acharia alguma coisa. Aproximando-se dela, nada achou, senão folhas; porque não era tempo de figos. 14Então, lhe disse Jesus: Nunca jamais coma alguém fruto de ti! E seus discípulos ouviram isto.

A purificação do templo

Mt 21.12-17; Lc 19.45-48

15E foram para Jerusalém. Entrando ele no templo, passou a expulsar os que ali vendiam e compravam; derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. 16Não permitia que alguém conduzisse qualquer utensílio pelo templo; 17também os ensinava e dizia: Não está escrito:

A minha casa será chamada casa de oração para todas as nações?

11.17
Is 56.7

Vós, porém, a tendes transformado em covil de salteadores.
11.17
Jr 7.11
18E os principais sacerdotes e escribas ouviam estas coisas e procuravam um modo de lhe tirar a vida; pois o temiam, porque toda a multidão se maravilhava de sua doutrina. 19Em vindo a tarde, saíram da cidade.

O poder da fé

20E, passando eles pela manhã, viram que a figueira secara desde a raiz. 21Então, Pedro, lembrando-se, falou: Mestre, eis que a figueira que amaldiçoaste secou. 22Ao que Jesus lhes disse: Tende fé em Deus; 23porque em verdade vos afirmo que, se alguém disser a este monte:

11.23
Mt 17.20
1Co 13.2
Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar no seu coração, mas crer que se fará o que diz, assim será com ele. 24Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco. 25E, quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas. 26[Mas, se não perdoardes, também vosso Pai celestial não vos perdoará as vossas ofensas.]
11.25-26
Mt 6.14-15

A autoridade de Jesus e o batismo de João

Mt 21.23-27; Lc 20.1-8

27Então, regressaram para Jerusalém. E, andando ele pelo templo, vieram ao seu encontro os principais sacerdotes, os escribas e os anciãos 28e lhe perguntaram: Com que autoridade fazes estas coisas? Ou quem te deu tal autoridade para as fazeres? 29Jesus lhes respondeu: Eu vos farei uma pergunta; respondei-me, e eu vos direi com que autoridade faço estas coisas. 30O batismo de João era do céu ou dos homens? Respondei! 31E eles discorriam entre si: Se dissermos: Do céu, dirá: Então, por que não acreditastes nele? 32Se, porém, dissermos: dos homens, é de temer o povo. Porque todos consideravam a João como profeta. 33Então, responderam a Jesus: Não sabemos. E Jesus, por sua vez, lhes disse: Nem eu tampouco vos digo com que autoridade faço estas coisas.

12

A parábola dos lavradores maus

Mt 21.33-46; Lc 20.9-19

121Depois, entrou Jesus a falar-lhes por parábola: Um homem plantou uma vinha,

12.1
Is 5.1-2
cercou-a de uma sebe, construiu um lagar, edificou uma torre, arrendou-a a uns lavradores e ausentou-se do país. 2No tempo da colheita, enviou um servo aos lavradores para que recebesse deles dos frutos da vinha; 3eles, porém, o agarraram, espancaram e o despacharam vazio. 4De novo, lhes enviou outro servo, e eles o esbordoaram na cabeça e o insultaram. 5Ainda outro lhes mandou, e a este mataram. Muitos outros lhes enviou, dos quais espancaram uns e mataram outros. 6Restava-lhe ainda um, seu filho amado; a este lhes enviou, por fim, dizendo: Respeitarão a meu filho. 7Mas os tais lavradores disseram entre si: Este é o herdeiro; ora, vamos, matemo-lo, e a herança será nossa. 8E, agarrando-o, mataram-no e o atiraram para fora da vinha. 9Que fará, pois, o dono da vinha? Virá, exterminará aqueles lavradores e passará a vinha a outros. 10Ainda não lestes esta Escritura:

A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular;

11isto procede do Senhor, e é maravilhoso aos nossos olhos?

12.10-11
Sl 118.22-23

12E procuravam prendê-lo, mas temiam o povo; porque compreenderam que contra eles proferira esta parábola. Então, desistindo, retiraram-se.

A questão do tributo

Mt 22.15-22; Lc 20.19-26

13E enviaram-lhe alguns dos fariseus e dos herodianos, para que o apanhassem em alguma palavra. 14Chegando, disseram-lhe: Mestre, sabemos que és verdadeiro e não te importas com quem quer que seja, porque não olhas a aparência dos homens; antes, segundo a verdade, ensinas o caminho de Deus; é lícito pagar tributo a César ou não? Devemos ou não devemos pagar? 15Mas Jesus, percebendo-lhes a hipocrisia, respondeu: Por que me experimentais? Trazei-me um denário para que eu o veja. 16E eles lho trouxeram. Perguntou-lhes: De quem é esta efígie e inscrição? Responderam: De César. 17Disse-lhes, então, Jesus: Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. E muito se admiraram dele.

Os saduceus e a ressurreição

Mt 22.23-33; Lc 20.27-40

18Então, os saduceus, que dizem não haver ressurreição,

12.18
At 23.8
aproximaram-se dele e lhe perguntaram, dizendo: 19Mestre, Moisés nos deixou escrito
12.19
Dt 25.5
que, se morrer o irmão de alguém e deixar mulher sem filhos, seu irmão a tome como esposa e suscite descendência a seu irmão. 20Ora, havia sete irmãos; o primeiro casou e morreu sem deixar descendência; 21o segundo desposou a viúva e morreu, também sem deixar descendência; e o terceiro, da mesma forma. 22E, assim, os sete não deixaram descendência. Por fim, depois de todos, morreu também a mulher. 23Na ressurreição, quando eles ressuscitarem, de qual deles será ela a esposa? Porque os sete a desposaram. 24Respondeu-lhes Jesus: Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus? 25Pois, quando ressuscitarem de entre os mortos, nem casarão, nem se darão em casamento; porém, são como os anjos nos céus. 26Quanto à ressurreição dos mortos, não tendes lido no Livro de Moisés, no trecho referente à sarça, como Deus lhe falou:

Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó?

12.26
Êx 3.6

27Ora, ele não é Deus de mortos, e sim de vivos. Laborais em grande erro.

O grande mandamento

Mt 22.34-40; Lc 10.25-28

28Chegando um dos escribas, tendo ouvido a discussão entre eles, vendo como Jesus lhes houvera respondido bem, perguntou-lhe: Qual é o principal de todos os mandamentos? 29Respondeu Jesus: O principal é:

Ouve, ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor!

30Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força.

12.29-30
Dt 6.4-5

31O segundo é:

Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

12.31
Lv 19.18

Não há outro mandamento maior do que estes. 32Disse-lhe o escriba: Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que ele é o único, e não há outro senão ele,
12.32
Dt 4.35
33e que amar a Deus de todo o coração e de todo o entendimento e de toda a força, e amar ao próximo como a si mesmo excede a todos os holocaustos e sacrifícios.
12.33
Os 6.6
34Vendo Jesus que ele havia respondido sabiamente, declarou-lhe: Não estás longe do reino de Deus. E já ninguém mais ousava interrogá-lo.
12.28-34
Lc 10.25-28

O Cristo, filho de Davi

Mt 22.41-46; Lc 20.41-44

35Jesus, ensinando no templo, perguntou: Como dizem os escribas que o Cristo é filho de Davi? 36O próprio Davi falou, pelo Espírito Santo:

Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés.

12.36
Sl 110.1

37O mesmo Davi chama-lhe Senhor; como, pois, é ele seu filho? E a grande multidão o ouvia com prazer.

Jesus censura os escribas

Mt 23.1-7,14; Lc 20.45-47

38E, ao ensinar, dizia ele: Guardai-vos dos escribas, que gostam de andar com vestes talares e das saudações nas praças; 39e das primeiras cadeiras nas sinagogas e dos primeiros lugares nos banquetes; 40os quais devoram as casas das viúvas e, para o justificar, fazem longas orações; estes sofrerão juízo muito mais severo.

A oferta da viúva pobre

Lc 21.1-4

41Assentado diante do gazofilácio, observava Jesus como o povo lançava ali o dinheiro. Ora, muitos ricos depositavam grandes quantias. 42Vindo, porém, uma viúva pobre, depositou duas pequenas moedas correspondentes a um quadrante. 43E, chamando os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta viúva pobre depositou no gazofilácio mais do que o fizeram todos os ofertantes. 44Porque todos eles ofertaram do que lhes sobrava; ela, porém, da sua pobreza deu tudo quanto possuía, todo o seu sustento.

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