Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
9

91Dizia-lhes ainda: Em verdade vos afirmo que, dos que aqui se encontram, alguns há que, de maneira nenhuma, passarão pela morte até que vejam ter chegado com poder o reino de Deus.

A transfiguração

Mt 17.1-8; Lc 9.28-36

2Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, Tiago e João e levou-os sós, à parte, a um alto monte. Foi transfigurado diante deles; 3as suas vestes tornaram-se resplandecentes e sobremodo brancas, como nenhum lavandeiro na terra as poderia alvejar. 4Apareceu-lhes Elias com Moisés, e estavam falando com Jesus. 5Então, Pedro, tomando a palavra, disse: Mestre, bom é estarmos aqui e que façamos três tendas: uma será tua, outra, para Moisés, e outra, para Elias. 6Pois não sabia o que dizer, por estarem eles aterrados. 7A seguir, veio uma nuvem que os envolveu; e dela uma voz dizia: Este é o meu Filho amado;

9.7
Mt 3.17
Mc 1.11
Lc 3.22
a ele ouvi. 8E, de relance, olhando ao redor, a ninguém mais viram com eles, senão Jesus.
9.2-8
2Pe 1.17-18

A vinda de Elias

Mt 17.9-13

9Ao descerem do monte, ordenou-lhes Jesus que não divulgassem as coisas que tinham visto, até o dia em que o Filho do Homem ressuscitasse dentre os mortos. 10Eles guardaram a recomendação, perguntando uns aos outros que seria o ressuscitar dentre os mortos. 11E interrogaram-no, dizendo: Por que dizem os escribas ser necessário que Elias venha primeiro? 12Então, ele lhes disse: Elias, vindo primeiro, restaurará todas as coisas; como, pois, está escrito sobre o Filho do Homem que sofrerá muito e será aviltado? 13Eu, porém, vos digo que Elias já veio, e fizeram com ele tudo o que quiseram, como a seu respeito está escrito.

9.11-13
Ml 4.5
Mt 11.14

A cura de um jovem possesso

Mt 17.14-21; Lc 9.37-43

14Quando eles se aproximaram dos discípulos, viram numerosa multidão ao redor e que os escribas discutiam com eles. 15E logo toda a multidão, ao ver Jesus, tomada de surpresa, correu para ele e o saudava. 16Então, ele interpelou os escribas: Que é que discutíeis com eles? 17E um, dentre a multidão, respondeu: Mestre, trouxe-te o meu filho, possesso de um espírito mudo; 18e este, onde quer que o apanha, lança-o por terra, e ele espuma, rilha os dentes e vai definhando. Roguei a teus discípulos que o expelissem, e eles não puderam. 19Então, Jesus lhes disse: Ó geração incrédula, até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-mo. 20E trouxeram-lho; quando ele viu a Jesus, o espírito imediatamente o agitou com violência, e, caindo ele por terra, revolvia-se espumando. 21Perguntou Jesus ao pai do menino: Há quanto tempo isto lhe sucede? Desde a infância, respondeu; 22e muitas vezes o tem lançado no fogo e na água, para o matar; mas, se tu podes alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos. 23Ao que lhe respondeu Jesus: Se podes! Tudo é possível ao que crê. 24E imediatamente o pai do menino exclamou [com lágrimas]: Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé! 25Vendo Jesus que a multidão concorria, repreendeu o espírito imundo, dizendo-lhe: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai deste jovem e nunca mais tornes a ele. 26E ele, clamando e agitando-o muito, saiu, deixando-o como se estivesse morto, a ponto de muitos dizerem: Morreu. 27Mas Jesus, tomando-o pela mão, o ergueu, e ele se levantou.

28Quando entrou em casa, os seus discípulos lhe perguntaram em particular: Por que não pudemos nós expulsá-lo? 29Respondeu-lhes: Esta casta não pode sair senão por meio de oração [e jejum].

De novo Jesus prediz a sua morte e ressurreição

Mt 17.22-23; Lc 9.43b-45

30E, tendo partido dali, passavam pela Galileia, e não queria que ninguém o soubesse; 31porque ensinava os seus discípulos e lhes dizia: O Filho do Homem será entregue nas mãos dos homens, e o matarão; mas, três dias depois da sua morte, ressuscitará. 32Eles, contudo, não compreendiam isto e temiam interrogá-lo.

O maior no reino dos céus

Mt 18.1-5; Lc 9.46-48

33Tendo eles partido para Cafarnaum, estando ele em casa, interrogou os discípulos: De que é que discorríeis pelo caminho? 34Mas eles guardaram silêncio; porque, pelo caminho, haviam discutido

9.34
Lc 22.24
entre si sobre quem era o maior. 35E ele, assentando-se, chamou os doze e lhes disse: Se alguém quer ser o primeiro, será o último e servo de todos.
9.35
Mt 20.26-27
23.11
Mc 10.43-44
Lc 22.26
36Trazendo uma criança, colocou-a no meio deles e, tomando-a nos braços, disse-lhes: 37Qualquer que receber uma criança, tal como esta, em meu nome, a mim me recebe; e qualquer que a mim me receber,
9.37
Mt 10.40
Lc 10.16
Jo 13.20
não recebe a mim, mas ao que me enviou.

Jesus ensina a tolerância e a caridade

Lc 9.49-50

38Disse-lhe João: Mestre, vimos um homem que, em teu nome, expelia demônios, o qual não nos segue; e nós lho proibimos, porque não seguia conosco. 39Mas Jesus respondeu: Não lho proibais; porque ninguém há que faça milagre em meu nome e, logo a seguir, possa falar mal de mim. 40Pois quem não é contra nós

9.40
Mt 12.30
Lc 11.23
é por nós. 41Porquanto, aquele que vos der
9.41
Mt 10.42
de beber um copo de água, em meu nome, porque sois de Cristo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão.

Os tropeços

Mt 18.6-9; Lc 17.1-2

42E quem fizer tropeçar a um destes pequeninos crentes, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse lançado no mar. 43E, se tua mão

9.43
Mt 5.30
te faz tropeçar, corta-a; pois é melhor entrares maneta na vida do que, tendo as duas mãos, ires para o inferno, para o fogo inextinguível 44[onde não lhes morre o verme,
9.44
Is 66.24
nem o fogo se apaga]. 45E, se teu pé te faz tropeçar, corta-o; é melhor entrares na vida aleijado do que, tendo os dois pés, seres lançado no inferno 46[onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga]. 47E, se um dos teus olhos
9.47
Mt 5.29
te faz tropeçar, arranca-o; é melhor entrares no reino de Deus com um só dos teus olhos do que, tendo os dois seres lançado no inferno, 48onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga.

Os discípulos, o sal da terra

Mt 5.13; Lc 14.34-35

49Porque cada um será salgado com fogo. 50Bom é o sal; mas, se o sal vier a tornar-se insípido,

9.50
Mt 5.13
Lc 14.34-35
como lhe restaurar o sabor? Tende sal em vós mesmos e paz uns com os outros.

10

Jesus atravessa o Jordão

Mt 19.1-2

101Levantando-se Jesus, foi dali para o território da Judeia, além do Jordão. E outra vez as multidões se reuniram junto a ele, e, de novo, ele as ensinava, segundo o seu costume.

A questão do divórcio

Mt 19.3-12; Lc 16.18

2E, aproximando-se alguns fariseus, o experimentaram, perguntando-lhe: É lícito ao marido repudiar sua mulher? 3Ele lhes respondeu: Que vos ordenou Moisés? 4Tornaram eles: Moisés permitiu

10.4
Dt 24.1-4
Mt 5.31
lavrar carta de divórcio e repudiar. 5Mas Jesus lhes disse: Por causa da dureza do vosso coração, ele vos deixou escrito esse mandamento; 6porém, desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher.
10.6
Gn 1.27
5.2
7Por isso, deixará o homem a seu pai e mãe [e unir-se-á a sua mulher], 8e, com sua mulher, serão os dois uma só carne. De modo que já não são dois, mas uma só carne.
10.7-8
Gn 2.24
9Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem.

10Em casa, voltaram os discípulos a interrogá-lo sobre este assunto. 11E ele lhes disse: Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério contra aquela. 12E, se ela repudiar seu marido e casar com outro, comete adultério.

10.11-12
Mt 5.32
1Co 7.10-11

Jesus abençoa as crianças

Mt 19.13-15; Lc 18.15-17

13Então, lhe trouxeram algumas crianças para que as tocasse, mas os discípulos os repreendiam. 14Jesus, porém, vendo isto, indignou-se e disse-lhes: Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus. 15Em verdade vos digo: Quem não receber

10.15
Mt 18.3
o reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele. 16Então, tomando-as nos braços e impondo-lhes as mãos, as abençoava.

O jovem rico

Mt 19.16-22; Lc 18.18-23

17E, pondo-se Jesus a caminho, correu um homem ao seu encontro e, ajoelhando-se, perguntou-lhe: Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna? 18Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão um, que é Deus. 19Sabes os mandamentos: Não matarás,

10.19
Êx 20.13
Dt 5.17
não adulterarás,
10.19
Êx 20.14
Dt 5.18
não furtarás,
10.19
Êx 20.15
Dt 5.19
não dirás falso testemunho,
10.19
Êx 20.16
Dt 5.20
não defraudarás ninguém, honra
10.19
Êx 20.12
Dt 5.16
a teu pai e tua mãe. 20Então, ele respondeu: Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude. 21E Jesus, fitando-o, o amou e disse: Só uma coisa te falta: Vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; então, vem e segue-me. 22Ele, porém, contrariado com esta palavra, retirou-se triste, porque era dono de muitas propriedades.

O perigo das riquezas

Mt 19.23-30; Lc 18.24-30

23Então, Jesus, olhando ao redor, disse aos seus discípulos: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas! 24Os discípulos estranharam estas palavras; mas Jesus insistiu em dizer-lhes: Filhos, quão difícil é [para os que confiam nas riquezas] entrar no reino de Deus! 25É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus. 26Eles ficaram sobremodo maravilhados, dizendo entre si: Então, quem pode ser salvo? 27Jesus, porém, fitando neles o olhar, disse: Para os homens é impossível; contudo, não para Deus, porque para Deus tudo é possível. 28Então, Pedro começou a dizer-lhe: Eis que nós tudo deixamos e te seguimos. 29Tornou Jesus: Em verdade vos digo que ninguém há que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos, ou campos por amor de mim e por amor do evangelho, 30que não receba, já no presente, o cêntuplo de casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições; e, no mundo por vir, a vida eterna. 31Porém muitos primeiros serão últimos;

10.31
Mt 20.16
Lc 13.30
e os últimos, primeiros.

Jesus ainda outra vez prediz sua morte e ressurreição

Mt 20.17-19; Lc 18.31-34

32Estavam de caminho, subindo para Jerusalém, e Jesus ia adiante dos seus discípulos. Estes se admiravam e o seguiam tomados de apreensões. E Jesus, tornando a levar à parte os doze, passou a revelar-lhes as coisas que lhe deviam sobrevir, dizendo: 33Eis que subimos para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas; condená-lo-ão à morte e o entregarão aos gentios; 34hão de escarnecê-lo, cuspir nele, açoitá-lo e matá-lo; mas, depois de três dias, ressuscitará.

O pedido de Tiago e João

Mt 20.20-28

35Então, se aproximaram dele Tiago e João, filhos de Zebedeu, dizendo-lhe: Mestre, queremos que nos concedas o que te vamos pedir. 36E ele lhes perguntou: Que quereis que vos faça? 37Responderam-lhe: Permite-nos que, na tua glória, nos assentemos um à tua direita e o outro à tua esquerda. 38Mas Jesus lhes disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu bebo ou receber o batismo com que eu sou batizado? 39Disseram-lhe: Podemos. Tornou-lhes Jesus: Bebereis o cálice que eu bebo e recebereis o batismo com que eu sou batizado;

10.38-39
Lc 12.50
40quanto, porém, ao assentar-se à minha direita ou à minha esquerda, não me compete concedê-lo; porque é para aqueles a quem está preparado. 41Ouvindo isto, indignaram-se os dez contra Tiago e João. 42Mas Jesus, chamando-os para junto de si, disse-lhes: Sabeis que os que são considerados governadores dos povos têm-nos sob seu domínio, e sobre eles os seus maiorais exercem autoridade. 43Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; 44e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos.
10.43-44
Mt 23.11
Mc 9.35
45Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.
10.41-45
Lc 22.24-27

A cura do cego de Jericó

Mt 20.29-34; Lc 18.35-43

46E foram para Jericó. Quando ele saía de Jericó, juntamente com os discípulos e numerosa multidão, Bartimeu, cego mendigo, filho de Timeu, estava assentado à beira do caminho 47e, ouvindo que era Jesus, o Nazareno, pôs-se a clamar: Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim! 48E muitos o repreendiam, para que se calasse; mas ele cada vez gritava mais: Filho de Davi, tem misericórdia de mim! 49Parou Jesus e disse: Chamai-o. Chamaram, então, o cego, dizendo-lhe: Tem bom ânimo; levanta-te, ele te chama. 50Lançando de si a capa, levantou-se de um salto e foi ter com Jesus. 51Perguntou-lhe Jesus: Que queres que eu te faça? Respondeu o cego: Mestre, que eu torne a ver. 52Então, Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou. E imediatamente tornou a ver e seguia a Jesus estrada fora.

11

A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém

Mt 21.1-17; Lc 19.28-40; Jo 12.12-19

111Quando se aproximavam de Jerusalém, de Betfagé e Betânia, junto ao monte das Oliveiras, enviou Jesus dois dos seus discípulos 2e disse-lhes: Ide à aldeia que aí está diante de vós e, logo ao entrar, achareis preso um jumentinho, o qual ainda ninguém montou; desprendei-o e trazei-o. 3Se alguém vos perguntar: Por que fazeis isso? Respondei: O Senhor precisa dele e logo o mandará de volta para aqui. 4Então, foram e acharam o jumentinho preso, junto ao portão, do lado de fora, na rua, e o desprenderam. 5Alguns dos que ali estavam reclamaram: Que fazeis, soltando o jumentinho? 6Eles, porém, responderam conforme as instruções de Jesus; então, os deixaram ir. 7Levaram o jumentinho, sobre o qual puseram as suas vestes, e Jesus o montou. 8E muitos estendiam as suas vestes no caminho, e outros, ramos que haviam cortado dos campos. 9Tanto os que iam adiante dele como os que vinham depois clamavam: Hosana!

11.9
Sl 118.25-26
Bendito o que vem em nome do Senhor! 10Bendito o reino que vem, o reino de Davi, nosso pai! Hosana, nas maiores alturas!

11E, quando entrou em Jerusalém, no templo, tendo observado tudo, como fosse já tarde, saiu para Betânia com os doze.

A figueira sem fruto

Mt 21.18-22

12No dia seguinte, quando saíram de Betânia, teve fome. 13E, vendo de longe uma figueira com folhas, foi ver se nela, porventura, acharia alguma coisa. Aproximando-se dela, nada achou, senão folhas; porque não era tempo de figos. 14Então, lhe disse Jesus: Nunca jamais coma alguém fruto de ti! E seus discípulos ouviram isto.

A purificação do templo

Mt 21.12-17; Lc 19.45-48

15E foram para Jerusalém. Entrando ele no templo, passou a expulsar os que ali vendiam e compravam; derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. 16Não permitia que alguém conduzisse qualquer utensílio pelo templo; 17também os ensinava e dizia: Não está escrito:

A minha casa será chamada casa de oração para todas as nações?

11.17
Is 56.7

Vós, porém, a tendes transformado em covil de salteadores.
11.17
Jr 7.11
18E os principais sacerdotes e escribas ouviam estas coisas e procuravam um modo de lhe tirar a vida; pois o temiam, porque toda a multidão se maravilhava de sua doutrina. 19Em vindo a tarde, saíram da cidade.

O poder da fé

20E, passando eles pela manhã, viram que a figueira secara desde a raiz. 21Então, Pedro, lembrando-se, falou: Mestre, eis que a figueira que amaldiçoaste secou. 22Ao que Jesus lhes disse: Tende fé em Deus; 23porque em verdade vos afirmo que, se alguém disser a este monte:

11.23
Mt 17.20
1Co 13.2
Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar no seu coração, mas crer que se fará o que diz, assim será com ele. 24Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco. 25E, quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas. 26[Mas, se não perdoardes, também vosso Pai celestial não vos perdoará as vossas ofensas.]
11.25-26
Mt 6.14-15

A autoridade de Jesus e o batismo de João

Mt 21.23-27; Lc 20.1-8

27Então, regressaram para Jerusalém. E, andando ele pelo templo, vieram ao seu encontro os principais sacerdotes, os escribas e os anciãos 28e lhe perguntaram: Com que autoridade fazes estas coisas? Ou quem te deu tal autoridade para as fazeres? 29Jesus lhes respondeu: Eu vos farei uma pergunta; respondei-me, e eu vos direi com que autoridade faço estas coisas. 30O batismo de João era do céu ou dos homens? Respondei! 31E eles discorriam entre si: Se dissermos: Do céu, dirá: Então, por que não acreditastes nele? 32Se, porém, dissermos: dos homens, é de temer o povo. Porque todos consideravam a João como profeta. 33Então, responderam a Jesus: Não sabemos. E Jesus, por sua vez, lhes disse: Nem eu tampouco vos digo com que autoridade faço estas coisas.

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