Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
5

A pesca maravilhosa

Mt 4.18-22; Mc 1.16-20

51Aconteceu que, ao apertá-lo a multidão para ouvir a palavra de Deus, estava ele junto ao lago de Genesaré; 2e viu dois barcos junto à praia do lago; mas os pescadores, havendo desembarcado, lavavam as redes. 3Entrando em um dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia; e, assentando-se, ensinava do barco as multidões.

5.1-3
Mt 13.1-2
Mc 3.9-10
4.1
4Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar. 5Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes. 6Isto fazendo, apanharam grande quantidade de peixes; e rompiam-se-lhes as redes. 7Então, fizeram sinais aos companheiros do outro barco, para que fossem ajudá-los. E foram e encheram ambos os barcos, a ponto de quase irem a pique. 8Vendo isto, Simão Pedro prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador. 9Pois, à vista da pesca que fizeram, a admiração se apoderou dele e de todos os seus companheiros, 10bem como de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram seus sócios. Disse Jesus a Simão: Não temas; doravante serás pescador de homens. 11E, arrastando eles os barcos sobre a praia, deixando tudo, o seguiram.
5.1-11
Jo 21.1-14

A cura de um leproso

Mt 8.1-4; Mc 1.40-45

12Aconteceu que, estando ele numa das cidades, veio à sua presença um homem coberto de lepra; ao ver a Jesus, prostrando-se com o rosto em terra, suplicou-lhe: Senhor, se quiseres, podes purificar-me. 13E ele, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo! E, no mesmo instante, lhe desapareceu a lepra. 14Ordenou-lhe Jesus que a ninguém o dissesse, mas vai, disse, mostra-te ao sacerdote e oferece,

5.14
Lv 14.1-32
pela tua purificação, o sacrifício que Moisés determinou, para servir de testemunho ao povo. 15Porém o que se dizia a seu respeito cada vez mais se divulgava, e grandes multidões afluíam para o ouvirem e serem curadas de suas enfermidades. 16Ele, porém, se retirava para lugares solitários e orava.

A cura de um paralítico em Cafarnaum

Mt 9.1-8; Mc 2.1-12

17Ora, aconteceu que, num daqueles dias, estava ele ensinando, e achavam-se ali assentados fariseus e mestres da Lei, vindos de todas as aldeias da Galileia, da Judeia e de Jerusalém. E o poder do Senhor estava com ele para curar. 18Vieram, então, uns homens trazendo em um leito um paralítico; e procuravam introduzi-lo e pô-lo diante de Jesus. 19E, não achando por onde introduzi-lo por causa da multidão, subindo ao eirado, o desceram no leito, por entre os ladrilhos, para o meio, diante de Jesus. 20Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Homem, estão perdoados os teus pecados. 21E os escribas e fariseus arrazoavam, dizendo: Quem é este que diz blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus? 22Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse-lhes: Que arrazoais em vosso coração? 23Qual é mais fácil, dizer: Estão perdoados os teus pecados ou: Levanta-te e anda? 24Mas, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados — disse ao paralítico: Eu te ordeno: Levanta-te, toma o teu leito e vai para casa. 25Imediatamente, se levantou diante deles e, tomando o leito em que permanecera deitado, voltou para casa, glorificando a Deus. 26Todos ficaram atônitos, davam glória a Deus e, possuídos de temor, diziam: Hoje, vimos prodígios.

A vocação de Levi

Mt 9.9; Mc 2.13-14

27Passadas estas coisas, saindo, viu um publicano, chamado Levi, assentado na coletoria, e disse-lhe: Segue-me! 28Ele se levantou e, deixando tudo, o seguiu.

Jesus come com pecadores

Mt 9.10-13; Mc 2.15-17

29Então, lhe ofereceu Levi um grande banquete em sua casa; e numerosos publicanos e outros estavam com eles à mesa. 30Os fariseus e seus escribas murmuravam contra os discípulos de Jesus, perguntando: Por que comeis e bebeis com os publicanos e pecadores?

5.29-30
Lc 15.1-2
31Respondeu-lhes Jesus: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. 32Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento.

Do jejum

Mt 9.14-17; Mc 2.18-22

33Disseram-lhe eles: Os discípulos de João e bem assim os dos fariseus frequentemente jejuam e fazem orações; os teus, entretanto, comem e bebem. 34Jesus, porém, lhes disse: Podeis fazer jejuar os convidados para o casamento, enquanto está com eles o noivo? 35Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo; naqueles dias, sim, jejuarão. 36Também lhes disse uma parábola: Ninguém tira um pedaço de veste nova e o põe em veste velha; pois rasgará a nova, e o remendo da nova não se ajustará à velha. 37E ninguém põe vinho novo em odres velhos, pois o vinho novo romperá os odres; entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão. 38Pelo contrário, vinho novo deve ser posto em odres novos [e ambos se conservam]. 39E ninguém, tendo bebido o vinho velho, prefere o novo; porque diz: O velho é excelente.

6

Jesus é senhor do sábado

Mt 12.1-8; Mc 2.23-28

61Aconteceu que, num sábado, passando Jesus pelas searas, os seus discípulos colhiam e comiam espigas,

6.1
Dt 23.25
debulhando-as com as mãos. 2E alguns dos fariseus lhes disseram: Por que fazeis o que não é lícito aos sábados? 3Respondeu-lhes Jesus: Nem ao menos tendes lido o que fez Davi,
6.3
1Sm 21.1-6
quando teve fome, ele e seus companheiros? 4Como entrou na casa de Deus, tomou, e comeu os pães da proposição, e os deu aos que com ele estavam, pães que não lhes era lícito comer, mas exclusivamente aos sacerdotes?
6.4
Lv 24.9
5E acrescentou-lhes: O Filho do Homem é senhor do sábado.

O homem da mão ressequida

Mt 12.9-14; Mc 3.1-6

6Sucedeu que, em outro sábado, entrou ele na sinagoga e ensinava. Ora, achava-se ali um homem cuja mão direita estava ressequida. 7Os escribas e os fariseus observavam-no, procurando ver se ele faria uma cura no sábado, a fim de acharem de que o acusar. 8Mas ele, conhecendo-lhes os pensamentos, disse ao homem da mão ressequida: Levanta-te e vem para o meio; e ele, levantando-se, permaneceu de pé. 9Então, disse Jesus a eles: Que vos parece? É lícito, no sábado, fazer o bem ou o mal? Salvar a vida ou deixá-la perecer? 10E, fitando todos ao redor, disse ao homem: Estende a mão. Ele assim o fez, e a mão lhe foi restaurada. 11Mas eles se encheram de furor e discutiam entre si quanto ao que fariam a Jesus.

A escolha dos doze apóstolos. Os seus nomes

Mt 10.1-4; Mc 3.13-19

12Naqueles dias, retirou-se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus. 13E, quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu também o nome de apóstolos: 14Simão, a quem acrescentou o nome de Pedro, e André, seu irmão; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; 15Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelote; 16Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, que se tornou traidor.

Jesus cura muitos enfermos

Mt 4.23-25

17E, descendo com eles, parou numa planura onde se encontravam muitos discípulos seus e grande multidão do povo, de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e de Sidom, 18que vieram para o ouvirem e serem curados de suas enfermidades; também os atormentados por espíritos imundos eram curados. 19E todos da multidão procuravam tocá-lo, porque dele saía poder; e curava todos.

As bem-aventuranças

Mt 5.1-12

20Então, olhando ele para os seus discípulos, disse-lhes:

Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus.

21Bem-aventurados vós, os que agora tendes fome, porque sereis fartos.

Bem-aventurados vós, os que agora chorais, porque haveis de rir.

22Bem-aventurados

6.22
1Pe 4.14
sois quando os homens vos odiarem e quando vos expulsarem da sua companhia, vos injuriarem e rejeitarem o vosso nome como indigno, por causa do Filho do Homem. 23Regozijai-vos naquele dia e exultai, porque grande é o vosso galardão no céu; pois dessa forma procederam seus pais com os profetas.
6.23
2Cr 36.16
At 7.52

Os ais

24Mas ai de vós, os ricos! Porque tendes a vossa consolação.

25Ai de vós, os que estais agora fartos! Porque vireis a ter fome.

Ai de vós, os que agora rides! Porque haveis de lamentar e chorar.

26Ai de vós, quando todos vos louvarem! Porque assim procederam seus pais com os falsos profetas.

Da vingança

Mt 5.38-42

27Digo-vos, porém, a vós outros que me ouvis: amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam; 28bendizei aos que vos maldizem, orai pelos que vos caluniam. 29Ao que te bate numa face, oferece-lhe também a outra; e, ao que tirar a tua capa, deixa-o levar também a túnica; 30dá a todo o que te pede; e, se alguém levar o que é teu, não entres em demanda. 31Como quereis

6.31
Mt 7.12
que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles.

Do amor ao próximo

Mt 5.43-48

32Se amais os que vos amam, qual é a vossa recompensa? Porque até os pecadores amam aos que os amam. 33Se fizerdes o bem aos que vos fazem o bem, qual é a vossa recompensa? Até os pecadores fazem isso. 34E, se emprestais àqueles de quem esperais receber, qual é a vossa recompensa? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para receberem outro tanto. 35Amai, porém, os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem esperar nenhuma paga; será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo. Pois ele é benigno até para com os ingratos e maus. 36Sede misericordiosos, como também é misericordioso vosso Pai.

O juízo temerário é proibido

Mt 7.1-5

37Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados; 38dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também.

A parábola do cego que guia a outro cego

39Propôs-lhes também uma parábola: Pode, porventura, um cego guiar a outro cego? Não cairão ambos no barranco?

6.39
Mt 15.14
40O discípulo
6.40
Mt 10.24
Jo 13.16
15.20
não está acima do seu mestre; todo aquele, porém, que for bem-instruído será como o seu mestre. 41Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? 42Como poderás dizer a teu irmão: Deixa, irmão, que eu tire o argueiro do teu olho, não vendo tu mesmo a trave que está no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão.
6.41-42
Mt 7.3-5

Árvores e seus frutos

Mt 12.33-35

43Não há árvore boa que dê mau fruto; nem tampouco árvore má que dê bom fruto. 44Porquanto cada árvore é conhecida pelo seu próprio fruto. Porque não se colhem figos de espinheiros, nem dos abrolhos se vindimam uvas. 45O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está cheio o coração.

6.43-45
Mt 12.33-37

Os dois fundamentos

Mt 7.24-27

46Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando? 47Todo aquele que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as pratica, eu vos mostrarei a quem é semelhante. 48É semelhante a um homem que, edificando uma casa, cavou, abriu profunda vala e lançou o alicerce sobre a rocha; e, vindo a enchente, arrojou-se o rio contra aquela casa e não a pôde abalar, por ter sido bem-construída. 49Mas o que ouve e não pratica é semelhante a um homem que edificou uma casa sobre a terra sem alicerces, e, arrojando-se o rio contra ela, logo desabou; e aconteceu que foi grande a ruína daquela casa.

7

A cura do servo de um centurião

Mt 8.5-13

71Tendo Jesus concluído todas as suas palavras dirigidas ao povo, entrou em Cafarnaum. 2E o servo de um centurião, a quem este muito estimava, estava doente, quase à morte. 3Tendo ouvido falar a respeito de Jesus, enviou-lhe alguns anciãos dos judeus, pedindo-lhe que viesse curar o seu servo. 4Estes, chegando-se a Jesus, com instância lhe suplicaram, dizendo: Ele é digno de que lhe faças isto; 5porque é amigo do nosso povo, e ele mesmo nos edificou a sinagoga. 6Então, Jesus foi com eles. E, já perto da casa, o centurião enviou-lhe amigos para lhe dizer: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres em minha casa. 7Por isso, eu mesmo não me julguei digno de ir ter contigo; porém manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado. 8Porque também eu sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens, e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu servo: faze isto, e ele o faz. 9Ouvidas estas palavras, admirou-se Jesus dele e, voltando-se para o povo que o acompanhava, disse: Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta. 10E, voltando para casa os que foram enviados, encontraram curado o servo.

A ressurreição do filho da viúva de Naim

11Em dia subsequente, dirigia-se Jesus a uma cidade chamada Naim, e iam com ele os seus discípulos e numerosa multidão. 12Como se aproximasse da porta da cidade, eis que saía o enterro do filho único de uma viúva; e grande multidão da cidade ia com ela. 13Vendo-a, o Senhor se compadeceu dela e lhe disse: Não chores! 14Chegando-se, tocou o esquife e, parando os que o conduziam, disse: Jovem, eu te mando: levanta-te! 15Sentou-se o que estivera morto e passou a falar; e Jesus o restituiu a sua mãe. 16Todos ficaram possuídos de temor e glorificavam a Deus, dizendo: Grande profeta se levantou entre nós; e: Deus visitou o seu povo. 17Esta notícia a respeito dele divulgou-se por toda a Judeia e por toda a circunvizinhança.

João envia mensageiros a Jesus

Mt 11.2-6

18Todas estas coisas foram referidas a João pelos seus discípulos. E João, chamando dois deles, 19enviou-os ao Senhor para perguntar: És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro? 20Quando os homens chegaram junto dele, disseram: João Batista enviou-nos para te perguntar: És tu aquele que estava para vir ou esperaremos outro? 21Naquela mesma hora, curou Jesus muitos de moléstias, e de flagelos, e de espíritos malignos; e deu vista a muitos cegos. 22Então, Jesus lhes respondeu: Ide e anunciai a João o que vistes e ouvistes: os cegos veem,

7.22
Is 35.5-6
os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres,
7.22
Is 61.1
anuncia-se-lhes o evangelho. 23E bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço.

Jesus dá testemunho de João

Mt 11.7-19

24Tendo-se retirado os mensageiros, passou Jesus a dizer ao povo a respeito de João: Que saístes a ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? 25Que saístes a ver? Um homem vestido de roupas finas? Os que se vestem bem e vivem no luxo assistem nos palácios dos reis. 26Sim, que saístes a ver? Um profeta? Sim, eu vos digo, e muito mais que profeta. 27Este é aquele de quem está escrito:

Eis aí envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho diante de ti.

7.27
Ml 3.1

28E eu vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém é maior do que João; mas o menor no reino de Deus é maior do que ele. 29Todo o povo que o ouviu e até os publicanos reconheceram a justiça de Deus, tendo sido batizados com o batismo de João; 30mas os fariseus e os intérpretes da Lei rejeitaram, quanto a si mesmos, o desígnio de Deus, não tendo sido batizados por ele.
7.29-30
Mt 21.32
Lc 3.12

31A que, pois, compararei os homens da presente geração, e a que são eles semelhantes? 32São semelhantes a meninos que, sentados na praça, gritam uns para os outros:

Nós vos tocamos flauta, e não dançastes;

entoamos lamentações, e não chorastes.

33Pois veio João Batista, não comendo pão, nem bebendo vinho, e dizeis: Tem demônio! 34Veio o Filho do Homem, comendo e bebendo, e dizeis: Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores! 35Mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos.

A pecadora que ungiu os pés de Jesus

36Convidou-o um dos fariseus para que fosse jantar com ele. Jesus, entrando na casa do fariseu, tomou lugar à mesa. 37E eis que uma mulher da cidade, pecadora, sabendo que ele estava à mesa na casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com unguento; 38e, estando por detrás, aos seus pés, chorando, regava-os com suas lágrimas e os enxugava com os próprios cabelos; e beijava-lhe os pés e os ungia com o unguento. 39Ao ver isto, o fariseu que o convidara disse consigo mesmo: Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, porque é pecadora. 40Dirigiu-se Jesus ao fariseu e lhe disse: Simão, uma coisa tenho a dizer-te. Ele respondeu: Dize-a, Mestre. 41Certo credor tinha dois devedores: um lhe devia quinhentos denários, e o outro, cinquenta. 42Não tendo nenhum dos dois com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Qual deles, portanto, o amará mais? 43Respondeu-lhe Simão: Suponho que aquele a quem mais perdoou. Replicou-lhe: Julgaste bem. 44E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; esta, porém, regou os meus pés com lágrimas e os enxugou com os seus cabelos. 45Não me deste ósculo; ela, entretanto, desde que entrei não cessa de me beijar os pés. 46Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta, com bálsamo, ungiu os meus pés. 47Por isso, te digo: perdoados lhe são os seus muitos pecados, porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama. 48Então, disse à mulher: Perdoados são os teus pecados. 49Os que estavam com ele à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este que até perdoa pecados? 50Mas Jesus disse à mulher: A tua fé te salvou; vai-te em paz.

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