Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
20

A autoridade de Jesus e o batismo de João

Mt 21.23-27; Mc 11.27-33

201Aconteceu que, num daqueles dias, estando Jesus a ensinar o povo no templo e a evangelizar, sobrevieram os principais sacerdotes e os escribas, juntamente com os anciãos, 2e o arguiram nestes termos: Dize-nos: com que autoridade fazes estas coisas? Ou quem te deu esta autoridade? 3Respondeu-lhes: Também eu vos farei uma pergunta; dizei-me: 4o batismo de João era dos céus ou dos homens? 5Então, eles arrazoavam entre si: Se dissermos: do céu, ele dirá: Por que não acreditastes nele? 6Mas, se dissermos: dos homens, o povo todo nos apedrejará; porque está convicto de ser João um profeta. 7Por fim, responderam que não sabiam. 8Então, Jesus lhes replicou: Pois nem eu vos digo com que autoridade faço estas coisas.

A parábola dos lavradores maus

Mt 21.33-46; Mc 12.1-12

9A seguir, passou Jesus a proferir ao povo esta parábola: Certo homem plantou uma vinha,

20.9
Is 5.1-2
arrendou-a a lavradores e ausentou-se do país por prazo considerável. 10No devido tempo, mandou um servo aos lavradores para que lhe dessem do fruto da vinha; os lavradores, porém, depois de o espancarem, o despacharam vazio. 11Em vista disso, enviou-lhes outro servo; mas eles também a este espancaram e, depois de o ultrajarem, o despacharam vazio. 12Mandou ainda um terceiro; também a este, depois de o ferirem, expulsaram. 13Então, disse o dono da vinha: Que farei? Enviarei o meu filho amado; talvez o respeitem. 14Vendo-o, porém, os lavradores, arrazoavam entre si, dizendo: Este é o herdeiro; matemo-lo, para que a herança venha a ser nossa. 15E, lançando-o fora da vinha, o mataram. Que lhes fará, pois, o dono da vinha? 16Virá, exterminará aqueles lavradores e passará a vinha a outros. Ao ouvirem isto, disseram: Tal não aconteça! 17Mas Jesus, fitando-os, disse: Que quer dizer, pois, o que está escrito:

A pedra que os construtores rejeitaram, esta veio a ser a principal pedra, angular?

20.17
Sl 118.22

18Todo o que cair sobre esta pedra ficará em pedaços; e aquele sobre quem ela cair ficará reduzido a pó.

A questão do tributo

Mt 22.15-22; Mc 12.13-17

19Naquela mesma hora, os escribas e os principais sacerdotes procuravam lançar-lhe as mãos,

20.19
Mt 21.45-46
Mc 12.12
pois perceberam que, em referência a eles, dissera esta parábola; mas temiam o povo. 20Observando-o, subornaram emissários que se fingiam de justos para verem se o apanhavam em alguma palavra, a fim de entregá-lo à jurisdição e à autoridade do governador. 21Então, o consultaram, dizendo: Mestre, sabemos que falas e ensinas retamente e não te deixas levar de respeitos humanos, porém ensinas o caminho de Deus segundo a verdade; 22é lícito pagar tributo a César ou não? 23Mas Jesus, percebendo-lhes o ardil, respondeu: 24Mostrai-me um denário. De quem é a efígie e a inscrição? Prontamente disseram: De César. Então, lhes recomendou Jesus: 25Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. 26Não puderam apanhá-lo em palavra alguma diante do povo; e, admirados da sua resposta, calaram-se.

Os saduceus e a ressurreição

Mt 22.23-33; Mc 12.18-27

27Chegando alguns dos saduceus, homens que dizem não haver ressurreição,

20.27
At 23.8
28perguntaram-lhe: Mestre, Moisés nos deixou escrito
20.28
Dt 25.5
que, se morrer o irmão de alguém, sendo aquele casado e não deixando filhos, seu irmão deve casar com a viúva e suscitar descendência ao falecido. 29Ora, havia sete irmãos: o primeiro casou e morreu sem filhos; 30o segundo e o terceiro também desposaram a viúva; 31igualmente os sete não tiveram filhos e morreram. 32Por fim, morreu também a mulher. 33Esta mulher, pois, no dia da ressurreição, de qual deles será esposa? Porque os sete a desposaram. 34Então, lhes acrescentou Jesus: Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento; 35mas os que são havidos por dignos de alcançar a era vindoura e a ressurreição dentre os mortos não casam, nem se dão em casamento. 36Pois não podem mais morrer, porque são iguais aos anjos e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição. 37E que os mortos hão de ressuscitar, Moisés o indicou no trecho referente à sarça, quando chama ao Senhor
20.37
Êx 3.6
o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. 38Ora, Deus não é Deus de mortos, e sim de vivos; porque para ele todos vivem. 39Então, disseram alguns dos escribas: Mestre, respondeste bem! 40Dali por diante, não ousaram mais interrogá-lo.

O Cristo, filho de Davi

Mt 22.41-46; Mc 12.35-37

41Mas Jesus lhes perguntou: Como podem dizer que o Cristo é filho de Davi? 42Visto como o próprio Davi afirma no livro dos Salmos:

Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita,

43até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés.

20.42-43
Sl 110.1

44Assim, pois, Davi lhe chama Senhor, e como pode ser ele seu filho?

Jesus censura os escribas

Mt 23.1-12; Mc 12.38-40

45Ouvindo-o todo o povo, recomendou Jesus a seus discípulos: 46Guardai-vos dos escribas, que gostam de andar com vestes talares e muito apreciam as saudações nas praças, as primeiras cadeiras nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes; 47os quais devoram as casas das viúvas e, para o justificar, fazem longas orações; estes sofrerão juízo muito mais severo.

21

A oferta da viúva pobre

Mc 12.41-44

211Estando Jesus a observar, viu os ricos lançarem suas ofertas no gazofilácio. 2Viu também certa viúva pobre lançar ali duas pequenas moedas; 3e disse: Verdadeiramente, vos digo que esta viúva pobre deu mais do que todos. 4Porque todos estes deram como oferta daquilo que lhes sobrava; esta, porém, da sua pobreza deu tudo o que possuía, todo o seu sustento.

A destruição do templo

Mt 24.1-2; Mc 13.1-2

5Falavam alguns a respeito do templo, como estava ornado de belas pedras e de dádivas; 6então, disse Jesus: Vedes estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra que não seja derribada.

O princípio das dores

Mt 24.3-14; Mc 13.3-13

7Perguntaram-lhe: Mestre, quando sucederá isto? E que sinal haverá de quando estas coisas estiverem para se cumprir? 8Respondeu ele: Vede que não sejais enganados; porque muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu! E também: Chegou a hora! Não os sigais. 9Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não vos assusteis; pois é necessário que primeiro aconteçam estas coisas, mas o fim não será logo.

10Então, lhes disse: Levantar-se-á nação contra nação, e reino, contra reino; 11haverá grandes terremotos, epidemias e fome em vários lugares, coisas espantosas e também grandes sinais do céu. 12Antes, porém, de todas estas coisas, lançarão mão de vós e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, levando-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome; 13e isto vos acontecerá para que deis testemunho. 14Assentai, pois, em vosso coração de não vos preocupardes com o que haveis de responder; 15porque eu vos darei boca e sabedoria a que não poderão resistir, nem contradizer todos quantos se vos opuserem. 16E sereis entregues até por vossos pais, irmãos, parentes e amigos; e matarão alguns dentre vós. 17De todos sereis odiados por causa do meu nome. 18Contudo, não se perderá um só fio de cabelo da vossa cabeça. 19É na vossa perseverança que ganhareis a vossa alma.

Jerusalém sitiada

Mt 24.15-28; Mc 13.14-23

20Quando, porém, virdes Jerusalém sitiada de exércitos, sabei que está próxima a sua devastação. 21Então, os que estiverem na Judeia, fujam para os montes; os que se encontrarem dentro da cidade, retirem-se; e os que estiverem nos campos, não entrem nela. 22Porque estes dias são de vingança,

21.22
Os 9.7
para se cumprir tudo o que está escrito. 23Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! Porque haverá grande aflição na terra e ira contra este povo. 24Cairão a fio de espada e serão levados cativos para todas as nações; e, até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles.

A vinda do Filho do Homem

Mt 24.29-31; Mc 13.24-27

25Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas;

21.25
Is 13.10
Ez 32.7
Jl 2.31
Ap 6.12-13
sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas; 26haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados. 27Então, se verá o Filho do Homem vindo numa nuvem,
21.27
Dn 7.13
Ap 1.7
com poder e grande glória. 28Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima.

A parábola da figueira. Exortação à vigilância

Mt 24.32-44; Mc 13.28-37

29Ainda lhes propôs uma parábola, dizendo: Vede a figueira e todas as árvores. 30Quando começam a brotar, vendo-o, sabeis, por vós mesmos, que o verão está próximo. 31Assim também, quando virdes acontecerem estas coisas, sabei que está próximo o reino de Deus. 32Em verdade vos digo que não passará esta geração, sem que tudo isto aconteça. 33Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão.

34Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as consequências da orgia, da embriaguez e das preocupações deste mundo, e para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente, como um laço. 35Pois há de sobrevir a todos os que vivem sobre a face de toda a terra. 36Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de suceder e estar em pé na presença do Filho do Homem.

21.34-36
Lc 12.35-40

O povo vai ter com Jesus para o ouvir

37Jesus ensinava todos os dias no templo,

21.37
Lc 19.47
mas à noite, saindo, ia pousar no monte chamado das Oliveiras. 38E todo o povo madrugava para ir ter com ele no templo, a fim de ouvi-lo.

22

O plano para tirar a vida de Jesus

Mt 26.1-5; Mc 14.1-2

221Estava próxima a Festa dos Pães Asmos, chamada Páscoa. 2Preocupavam-se os principais sacerdotes e os escribas em como tirar a vida a Jesus; porque temiam o povo.

O pacto da traição

Mt 26.14-16; Mc 14.10-11

3Ora, Satanás entrou em Judas, chamado Iscariotes, que era um dos doze. 4Este foi entender-se com os principais sacerdotes e os capitães sobre como lhes entregaria a Jesus; 5então, eles se alegraram e combinaram em lhe dar dinheiro. 6Judas concordou e buscava uma boa ocasião de lho entregar sem tumulto.

Os discípulos preparam a Páscoa

Mt 26.17-19; Mc 14.12-16

7Chegou o dia da Festa dos Pães Asmos,

22.7
Êx 12.1-27
em que importava comemorar a Páscoa. 8Jesus, pois, enviou Pedro e João, dizendo: Ide preparar-nos a Páscoa para que a comamos. 9Eles lhe perguntaram: Onde queres que a preparemos? 10Então, lhes explicou Jesus: Ao entrardes na cidade, encontrareis um homem com um cântaro de água; segui-o até à casa em que ele entrar 11e dizei ao dono da casa: O Mestre manda perguntar-te: Onde é o aposento no qual hei de comer a Páscoa com os meus discípulos? 12Ele vos mostrará um espaçoso cenáculo mobilado; ali fazei os preparativos. 13E, indo, tudo encontraram como Jesus lhes dissera e prepararam a Páscoa.

A última Páscoa

14Chegada a hora, pôs-se Jesus à mesa, e com ele os apóstolos. 15E disse-lhes: Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do meu sofrimento. 16Pois vos digo que nunca mais a comerei, até que ela se cumpra no reino de Deus. 17E, tomando um cálice, havendo dado graças, disse: Recebei e reparti entre vós; 18pois vos digo que, de agora em diante, não mais beberei do fruto da videira, até que venha o reino de Deus.

A Ceia do Senhor

Mt 26.26-30; Mc 14.22-26; 1Co 11.23-25

19E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim. 20Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da nova aliança

22.20
Jr 31.31-34
no meu sangue
22.20
Êx 24.6-8
derramado em favor de vós. 21Todavia, a mão do traidor está comigo à mesa. 22Porque o Filho do Homem, na verdade, vai segundo o que está determinado,
22.22
Sl 41.9
mas ai daquele por intermédio de quem ele está sendo traído! 23Então, começaram a indagar entre si quem seria, dentre eles, o que estava para fazer isto.

Seja o maior como o menor

24Suscitaram também entre si uma discussão

22.24
Mt 18.1
Mc 9.34
Lc 9.46
sobre qual deles parecia ser o maior. 25Mas Jesus lhes disse: Os reis dos povos dominam sobre eles, e os que exercem autoridade são chamados benfeitores. 26Mas vós não sois assim; pelo contrário, o maior entre vós seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve. 27Pois qual é maior: quem está à mesa ou quem serve? Porventura, não é quem está à mesa? Pois, no meio de vós, eu sou como quem serve.
22.27
Jo 13.12-15
22.24-27
Mt 20.24-28
Mc 10.41-45
28Vós sois os que tendes permanecido comigo nas minhas tentações. 29Assim como meu Pai me confiou um reino, eu vo-lo confio, 30para que comais e bebais à minha mesa no meu reino; e vos assentareis em tronos para julgar
22.30
Mt 19.28
as doze tribos de Israel.

Pedro é avisado

Mt 26.31-35; Mc 14.27-31; Jo 13.36-38

31Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo! 32Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos. 33Ele, porém, respondeu: Senhor, estou pronto a ir contigo, tanto para a prisão como para a morte. 34Mas Jesus lhe disse: Afirmo-te, Pedro, que, hoje, três vezes negarás que me conheces, antes que o galo cante.

As duas espadas

35A seguir, Jesus lhes perguntou: Quando vos mandei sem bolsa,

22.35
Mt 10.9-10
Mc 6.8-9
Lc 9.3
10.4
sem alforje e sem sandálias, faltou-vos, porventura, alguma coisa? Nada, disseram eles. 36Então, lhes disse: Agora, porém, quem tem bolsa, tome-a, como também o alforje; e o que não tem espada, venda a sua capa e compre uma. 37Pois vos digo que importa que se cumpra em mim o que está escrito:

Ele foi contado com os malfeitores.

22.37
Is 53.12

Porque o que a mim se refere está sendo cumprido. 38Então, lhe disseram: Senhor, eis aqui duas espadas! Respondeu-lhes: Basta!

Jesus no Getsêmani

Mt 26.36-46; Mc 14.32-42

39E, saindo, foi, como de costume, para o monte das Oliveiras; e os discípulos o acompanharam. 40Chegando ao lugar escolhido, Jesus lhes disse: Orai, para que não entreis em tentação. 41Ele, por sua vez, se afastou, cerca de um tiro de pedra, e, de joelhos, orava, 42dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua. 43[Então, lhe apareceu um anjo do céu que o confortava. 44E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra.] 45Levantando-se da oração, foi ter com os discípulos, e os achou dormindo de tristeza, 46e disse-lhes: Por que estais dormindo? Levantai-vos e orai, para que não entreis em tentação.

Jesus é preso

Mt 26.47-56; Mc 14.43-50; Jo 18.1-11

47Falava ele ainda, quando chegou uma multidão; e um dos doze, o chamado Judas, que vinha à frente deles, aproximou-se de Jesus para o beijar. 48Jesus, porém, lhe disse: Judas, com um beijo trais o Filho do Homem? 49Os que estavam ao redor dele, vendo o que ia suceder, perguntaram: Senhor, feriremos à espada? 50Um deles feriu o servo do sumo sacerdote e cortou-lhe a orelha direita. 51Mas Jesus acudiu, dizendo: Deixai, basta. E, tocando-lhe a orelha, o curou. 52Então, dirigindo-se Jesus aos principais sacerdotes, capitães do templo e anciãos que vieram prendê-lo, disse: Saístes com espadas e porretes como para deter um salteador? 53Diariamente, estando eu convosco no templo,

22.53
Lc 19.47
21.37
não pusestes as mãos sobre mim. Esta, porém, é a vossa hora e o poder das trevas.

Pedro nega a Jesus

Mt 26.69-75; Mc 14.66-72; Jo 18.15-18,25-27

54Então, prendendo-o, o levaram e o introduziram na casa do sumo sacerdote. Pedro seguia de longe. 55E, quando acenderam fogo no meio do pátio e juntos se assentaram, Pedro tomou lugar entre eles. 56Entrementes, uma criada, vendo-o assentado perto do fogo, fitando-o, disse: Este também estava com ele. 57Mas Pedro negava, dizendo: Mulher, não o conheço. 58Pouco depois, vendo-o outro, disse: Também tu és dos tais. Pedro, porém, protestava: Homem, não sou. 59E, tendo passado cerca de uma hora, outro afirmava, dizendo: Também este, verdadeiramente, estava com ele, porque também é galileu. 60Mas Pedro insistia: Homem, não compreendo o que dizes. E logo, estando ele ainda a falar, cantou o galo. 61Então, voltando-se o Senhor, fixou os olhos em Pedro, e Pedro se lembrou da palavra do Senhor, como lhe dissera: Hoje, três vezes me negarás, antes de cantar o galo. 62Então, Pedro, saindo dali, chorou amargamente.

Os guardas zombam de Jesus

63Os que detinham Jesus zombavam dele, davam-lhe pancadas e, 64vendando-lhe os olhos, diziam: Profetiza-nos: quem é que te bateu? 65E muitas outras coisas diziam contra ele, blasfemando.

Jesus perante o Sinédrio

Mt 26.57-68; Mc 14.53-65

66Logo que amanheceu, reuniu-se a assembleia dos anciãos do povo, tanto os principais sacerdotes como os escribas, e o conduziram ao Sinédrio, onde lhe disseram: 67Se tu és o Cristo, dize-nos. Então, Jesus lhes respondeu: Se vo-lo disser, não o acreditareis; 68também, se vos perguntar, de nenhum modo me respondereis. 69Desde agora, estará sentado o Filho do Homem à direita do Todo-Poderoso Deus. 70Então, disseram todos: Logo, tu és o Filho de Deus? E ele lhes respondeu: Vós dizeis que eu sou. 71Clamaram, pois: Que necessidade mais temos de testemunho? Porque nós mesmos o ouvimos da sua própria boca.

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