Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
11

A oração dominical

Mt 6.9-15

111De uma feita, estava Jesus orando em certo lugar; quando terminou, um dos seus discípulos lhe pediu: Senhor, ensina-nos a orar como também João ensinou aos seus discípulos. 2Então, ele os ensinou: Quando orardes, dizei:

Pai,

santificado seja o teu nome;

venha o teu reino;

3o pão nosso cotidiano dá-nos de dia em dia;

4perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo o que nos deve;

e não nos deixes cair em tentação.

A parábola do amigo importuno

5Disse-lhes ainda Jesus: Qual dentre vós, tendo um amigo, e este for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães, 6pois um meu amigo, chegando de viagem, procurou-me, e eu nada tenho que lhe oferecer. 7E o outro lhe responda lá de dentro, dizendo: Não me importunes; a porta já está fechada, e os meus filhos comigo também já estão deitados. Não posso levantar-me para tos dar; 8digo-vos que, se não se levantar para dar-lhos por ser seu amigo, todavia, o fará por causa da importunação e lhe dará tudo o de que tiver necessidade.

Jesus incita a orar

Mt 7.7-11

9Por isso, vos digo: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. 10Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e a quem bate, abrir-se-lhe-á. 11Qual dentre vós é o pai que, se o filho lhe pedir [pão, lhe dará uma pedra? Ou se pedir] um peixe, lhe dará em lugar de peixe uma cobra? 12Ou, se lhe pedir um ovo lhe dará um escorpião? 13Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?

A cura de um endemoninhado mudo. A blasfêmia dos fariseus. Jesus se defende

Mt 12.22-32; Mc 3.20-30

14De outra feita, estava Jesus expelindo um demônio que era mudo. E aconteceu que, ao sair o demônio, o mudo passou a falar; e as multidões se admiravam. 15Mas alguns dentre eles diziam: Ora, ele expele os demônios pelo poder de Belzebu, o maioral dos demônios.

11.14-15
Mt 9.32-34
10.25
16E outros, tentando-o, pediam dele um sinal do céu. 17E, sabendo ele o que se lhes passava pelo espírito, disse-lhes: Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e casa sobre casa cairá. 18Se também Satanás estiver dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino? Isto, porque dizeis que eu expulso os demônios por Belzebu. 19E, se eu expulso os demônios por Belzebu, por quem os expulsam vossos filhos? Por isso, eles mesmos serão os vossos juízes. 20Se, porém, eu expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente, é chegado o reino de Deus sobre vós. 21Quando o valente, bem-armado, guarda a sua própria casa, ficam em segurança todos os seus bens. 22Sobrevindo, porém, um mais valente do que ele, vence-o, tira-lhe a armadura em que confiava e lhe divide os despojos. 23Quem não é por mim
11.23
Mc 9.40
é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha.

A estratégia de Satanás

Mt 12.43-45

24Quando o espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos, procurando repouso; e, não o achando, diz: Voltarei para minha casa, donde saí. 25E, tendo voltado, a encontra varrida e ornamentada. 26Então, vai e leva consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando, habitam ali; e o último estado daquele homem se torna pior do que o primeiro.

A exclamação de uma mulher

27Ora, aconteceu que, ao dizer Jesus estas palavras, uma mulher, que estava entre a multidão, exclamou e disse-lhe: Bem-aventurada aquela que te concebeu, e os seios que te amamentaram! 28Ele, porém, respondeu: Antes, bem-aventurados são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam!

O sinal de Jonas

Mt 12.38-42

29Como afluíssem as multidões, passou Jesus a dizer: Esta é geração perversa! Pede sinal; mas nenhum sinal lhe será dado, senão o de Jonas. 30Porque, assim como Jonas foi sinal para os ninivitas,

11.30
Jn 3.4
o Filho do Homem o será para esta geração. 31A rainha do Sul
11.31
1Rs 10.1-10
2Cr 9.1-12
se levantará, no Juízo, com os homens desta geração e os condenará; porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. E eis aqui está quem é maior do que Salomão. 32Ninivitas se levantarão, no Juízo, com esta geração e a condenarão; porque se arrependeram com a pregação de Jonas.
11.32
Jn 3.5
E eis aqui está quem é maior do que Jonas.

A parábola da candeia

Mt 6.22-23

33Ninguém, depois de acender uma candeia,

11.33
Mt 5.15
Mc 4.21
Lc 8.16
a põe em lugar escondido, nem debaixo do alqueire, mas no velador, a fim de que os que entram vejam a luz. 34São os teus olhos a lâmpada do teu corpo; se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; mas, se forem maus, o teu corpo ficará em trevas. 35Repara, pois, que a luz que há em ti não sejam trevas. 36Se, portanto, todo o teu corpo for luminoso, sem ter qualquer parte em trevas, será todo resplandecente como a candeia quando te ilumina em plena luz.

Jesus censura os fariseus

37Ao falar Jesus estas palavras, um fariseu o convidou para ir comer com ele; então, entrando, tomou lugar à mesa. 38O fariseu, porém, admirou-se ao ver que Jesus não se lavara primeiro, antes de comer. 39O Senhor, porém, lhe disse: Vós, fariseus, limpais o exterior do copo e do prato; mas o vosso interior está cheio de rapina e perversidade. 40Insensatos! Quem fez o exterior não é o mesmo que fez o interior? 41Antes, dai esmola do que tiverdes, e tudo vos será limpo. 42Mas ai de vós, fariseus! Porque dais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as hortaliças

11.42
Lv 27.30
e desprezais a justiça e o amor de Deus; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas. 43Ai de vós, fariseus! Porque gostais da primeira cadeira nas sinagogas e das saudações nas praças. 44Ai de vós que sois como as sepulturas invisíveis, sobre as quais os homens passam sem o saber!

Ai dos intérpretes da Lei!

45Então, respondendo um dos intérpretes da Lei, disse a Jesus: Mestre, dizendo estas coisas, também nos ofendes a nós outros! 46Mas ele respondeu: Ai de vós também, intérpretes da Lei! Porque sobrecarregais os homens com fardos superiores às suas forças, mas vós mesmos nem com um dedo os tocais. 47Ai de vós! Porque edificais os túmulos dos profetas que vossos pais assassinaram. 48Assim, sois testemunhas e aprovais com cumplicidade as obras dos vossos pais; porque eles mataram os profetas, e vós lhes edificais os túmulos. 49Por isso, também disse a sabedoria de Deus: Enviar-lhes-ei profetas e apóstolos, e a alguns deles matarão e a outros perseguirão, 50para que desta geração se peçam contas do sangue dos profetas, derramado desde a fundação do mundo; 51desde o sangue de Abel

11.51
Gn 4.8
até ao de Zacarias,
11.51
2Cr 24.20-21
que foi assassinado entre o altar e a casa de Deus. Sim, eu vos afirmo, contas serão pedidas a esta geração. 52Ai de vós, intérpretes da Lei! Porque tomastes a chave da ciência; contudo, vós mesmos não entrastes e impedistes os que estavam entrando.

O plano para tirar a vida de Jesus

53Saindo Jesus dali, passaram os escribas e fariseus a argui-lo com veemência, procurando confundi-lo a respeito de muitos assuntos, 54com o intuito de tirar das suas próprias palavras motivos para o acusar.

12

O fermento dos fariseus. Algumas admoestações

121Posto que miríades de pessoas se aglomeraram, a ponto de uns aos outros se atropelarem, passou Jesus a dizer, antes de tudo, aos seus discípulos: Acautelai-vos do fermento dos fariseus,

12.1
Mt 16.6
Mc 8.15
que é a hipocrisia. 2Nada há encoberto
12.2
Mc 4.22
Lc 8.17
que não venha a ser revelado; e oculto que não venha a ser conhecido. 3Porque tudo o que dissestes às escuras será ouvido em plena luz; e o que dissestes aos ouvidos no interior da casa será proclamado dos eirados. 4Digo-vos, pois, amigos meus: não temais os que matam o corpo e, depois disso, nada mais podem fazer. 5Eu, porém, vos mostrarei a quem deveis temer: temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno. Sim, digo-vos, a esse deveis temer. 6Não se vendem cinco pardais por dois asses? Entretanto, nenhum deles está em esquecimento diante de Deus. 7Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais! Bem mais valeis do que muitos pardais. 8Digo-vos ainda: todo aquele que me confessar diante dos homens, também o Filho do Homem o confessará diante dos anjos de Deus; 9mas o que me negar diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus. 10Todo aquele
12.10
Mt 12.31-32
Mc 3.28-29
que proferir uma palavra contra o Filho do Homem, isso lhe será perdoado; mas, para o que blasfemar contra o Espírito Santo, não haverá perdão. 11Quando vos levarem às sinagogas e perante os governadores e as autoridades, não vos preocupeis quanto ao modo por que respondereis, nem quanto às coisas que tiverdes de falar. 12Porque o Espírito Santo vos ensinará, naquela mesma hora, as coisas que deveis dizer.
12.11-12
Mt 10.17-20

Jesus reprova a avareza

13Nesse ponto, um homem que estava no meio da multidão lhe falou: Mestre, ordena a meu irmão que reparta comigo a herança. 14Mas Jesus lhe respondeu: Homem, quem me constituiu juiz ou partidor entre vós? 15Então, lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui. 16E lhes proferiu ainda uma parábola, dizendo: O campo de um homem rico produziu com abundância. 17E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos? 18E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. 19Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te. 20Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? 21Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus.

A ansiosa solicitude pela vida

Mt 6.25-34

22A seguir, dirigiu-se Jesus a seus discípulos, dizendo: Por isso, eu vos advirto: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer, nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. 23Porque a vida é mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes. 24Observai os corvos, os quais não semeiam, nem ceifam, não têm despensa nem celeiros; todavia, Deus os sustenta. Quanto mais valeis do que as aves! 25Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?12.25 ao curso da sua vida; ou à sua estatura 26Se, portanto, nada podeis fazer quanto às coisas mínimas, por que andais ansiosos pelas outras? 27Observai os lírios; eles não fiam, nem tecem. Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão,

12.27
1Rs 10.4-7
2Cr 9.3-6
em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. 28Ora, se Deus veste assim a erva que hoje está no campo e amanhã é lançada no forno, quanto mais tratando-se de vós, homens de pequena fé! 29Não andeis, pois, a indagar o que haveis de comer ou beber e não vos entregueis a inquietações. 30Porque os gentios de todo o mundo é que procuram estas coisas; mas vosso Pai sabe que necessitais delas. 31Buscai, antes de tudo, o seu reino, e estas coisas vos serão acrescentadas. 32Não temais, ó pequenino rebanho; porque vosso Pai se agradou em dar-vos o seu reino. 33Vendei os vossos bens e dai esmola; fazei para vós outros bolsas que não desgastem, tesouro inextinguível nos céus, onde não chega o ladrão, nem a traça consome, 34porque, onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.

A parábola do servo vigilante

35Cingido esteja o vosso corpo, e acesas, as vossas candeias. 36Sede vós semelhantes a homens que esperam pelo seu senhor, ao voltar ele das festas de casamento; para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram. 37Bem-aventurados aqueles servos a quem o senhor, quando vier, os encontre vigilantes; em verdade vos afirmo que ele há de cingir-se, dar-lhes lugar à mesa e, aproximando-se, os servirá. 38Quer ele venha na segunda vigília, quer na terceira, bem-aventurados serão eles, se assim os achar. 39Sabei, porém, isto: se o pai de família soubesse a que hora havia de vir o ladrão, [vigiaria e] não deixaria arrombar a sua casa. 40Ficai também vós apercebidos, porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá.

12.35-40
Mt 24.42-44
Mc 13.32-37
Lc 21.34-36
41Então, Pedro perguntou: Senhor, proferes esta parábola para nós ou também para todos? 42Disse o Senhor: Quem é, pois, o mordomo fiel e prudente, a quem o senhor confiará os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo? 43Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim. 44Verdadeiramente, vos digo que lhe confiará todos os seus bens. 45Mas, se aquele servo disser consigo mesmo: Meu senhor tarda em vir, e passar a espancar os criados e as criadas, a comer, a beber e a embriagar-se, 46virá o senhor daquele servo, em dia em que não o espera e em hora que não sabe, e castigá-lo-á, lançando-lhe a sorte com os infiéis. 47Aquele servo, porém, que conheceu a vontade de seu senhor e não se aprontou, nem fez segundo a sua vontade será punido com muitos açoites. 48Aquele, porém, que não soube a vontade do seu senhor e fez coisas dignas de reprovação levará poucos açoites. Mas àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão.

Jesus traz fogo e dissensão à terra

49Eu vim para lançar fogo sobre a terra e bem quisera que já estivesse a arder. 50Tenho, porém, um batismo com o qual hei de ser batizado;

12.50
Mc 10.38-39
e quanto me angustio até que o mesmo se realize! 51Supondes que vim para dar paz à terra? Não, eu vo-lo afirmo; antes, divisão. 52Porque, daqui em diante, estarão cinco divididos numa casa: três contra dois, e dois contra três. 53Estarão divididos:
12.53
Mq 7.6
pai contra filho, filho contra pai; mãe contra filha, filha contra mãe; sogra contra nora, e nora contra sogra.

Os sinais dos tempos

54Disse também às multidões: Quando vedes aparecer uma nuvem no poente, logo dizeis que vem chuva, e assim acontece; 55e, quando vedes soprar o vento sul, dizeis que haverá calor, e assim acontece. 56Hipócritas, sabeis interpretar o aspecto da terra e do céu e, entretanto, não sabeis discernir esta época?

12.54-56
Mt 12.38-42
Lc 11.29-32
57E por que não julgais também por vós mesmos o que é justo? 58Quando fores com o teu adversário ao magistrado, esforça-te para te livrares desse adversário no caminho; para que não suceda que ele te arraste ao juiz, o juiz te entregue ao meirinho e o meirinho te recolha à prisão. 59Digo-te que não sairás dali enquanto não pagares o último centavo.

13

A morte dos galileus e a queda da torre de Siloé

131Naquela mesma ocasião, chegando alguns, falavam a Jesus a respeito dos galileus cujo sangue Pilatos misturara com os sacrifícios que os mesmos realizavam. 2Ele, porém, lhes disse: Pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem padecido estas coisas? 3Não eram, eu vo-lo afirmo; se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis. 4Ou cuidais que aqueles dezoito sobre os quais desabou a torre de Siloé e os matou eram mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém? 5Não eram, eu vo-lo afirmo; mas, se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis.

A parábola da figueira estéril

6Então, Jesus proferiu a seguinte parábola: Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha e, vindo procurar fruto nela, não achou. 7Pelo que disse ao viticultor: Há três anos venho procurar fruto nesta figueira e não acho; podes cortá-la; para que está ela ainda ocupando inutilmente a terra? 8Ele, porém, respondeu: Senhor, deixa-a ainda este ano, até que eu escave ao redor dela e lhe ponha estrume. 9Se vier a dar fruto, bem está; se não, mandarás cortá-la.

A cura de uma enferma

10Ora, ensinava Jesus no sábado numa das sinagogas. 11E veio ali uma mulher possessa de um espírito de enfermidade, havia já dezoito anos; andava ela encurvada, sem de modo algum poder endireitar-se. 12Vendo-a Jesus, chamou-a e disse-lhe: Mulher, estás livre da tua enfermidade; 13e, impondo-lhe as mãos, ela imediatamente se endireitou e dava glória a Deus. 14O chefe da sinagoga, indignado de ver que Jesus curava no sábado, disse à multidão: Seis dias há em que se deve trabalhar;

13.14
Êx 20.9-10
Dt 5.13-14
vinde, pois, nesses dias para serdes curados e não no sábado. 15Disse-lhe, porém, o Senhor: Hipócritas, cada um de vós não desprende da manjedoura, no sábado, o seu boi ou o seu jumento, para levá-lo a beber? 16Por que motivo não se devia livrar deste cativeiro, em dia de sábado, esta filha de Abraão, a quem Satanás trazia presa há dezoito anos? 17Tendo ele dito estas palavras, todos os seus adversários se envergonharam. Entretanto, o povo se alegrava por todos os gloriosos feitos que Jesus realizava.

A parábola do grão de mostarda

Mt 13.31-32; Mc 4.30-32

18E dizia: A que é semelhante o reino de Deus, e a que o compararei? 19É semelhante a um grão de mostarda que um homem plantou na sua horta; e cresceu e fez-se árvore; e as aves do céu aninharam-se nos seus ramos.

A parábola do fermento

Mt 13.33

20Disse mais: A que compararei o reino de Deus? 21É semelhante ao fermento que uma mulher tomou e escondeu em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado.

A porta estreita

22Passava Jesus por cidades e aldeias, ensinando e caminhando para Jerusalém. 23E alguém lhe perguntou: Senhor, são poucos os que são salvos? 24Respondeu-lhes: Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão. 25Quando o dono da casa se tiver levantado e fechado a porta, e vós, do lado de fora, começardes a bater, dizendo: Senhor, abre-nos a porta, ele vos responderá: Não sei donde sois. 26Então, direis: Comíamos e bebíamos na tua presença, e ensinavas em nossas ruas. 27Mas ele vos dirá: Não sei donde vós sois; apartai-vos de mim, vós todos os que praticais iniquidades.

13.27
Sl 6.8
28Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes, no reino de Deus, Abraão, Isaque, Jacó e todos os profetas, mas vós, lançados fora. 29Muitos virão do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul e tomarão lugares à mesa no reino de Deus. 30Contudo, há últimos que virão a ser primeiros,
13.30
Mt 19.30
20.16
Mc 10.31
e primeiros que serão últimos.

A mensagem de Jesus a Herodes. O lamento sobre Jerusalém

Mt 23.37-39

31Naquela mesma hora, alguns fariseus vieram para dizer-lhe: Retira-te e vai-te daqui, porque Herodes quer matar-te. 32Ele, porém, lhes respondeu: Ide dizer a essa raposa que, hoje e amanhã, expulso demônios e curo enfermos e, no terceiro dia, terminarei. 33Importa, contudo, caminhar hoje, amanhã e depois, porque não se espera que um profeta morra fora de Jerusalém. 34Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir teus filhos como a galinha ajunta os do seu próprio ninho debaixo das asas, e vós não o quisestes! 35Eis que a vossa casa vos ficará deserta. E em verdade vos digo que não mais me vereis até que venhais a dizer:

Bendito o que vem em nome do Senhor!

13.35
Sl 118.26