Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)

O sacrifício pelos pecados ocultos

51Quando alguém pecar nisto: tendo ouvido a voz da imprecação, sendo testemunha de um fato, por ter visto ou sabido e, contudo, não o revelar, levará a sua iniquidade; 2ou quando alguém tocar em alguma coisa imunda, seja corpo morto de besta-fera imunda, seja corpo morto de animal imundo, seja corpo morto de réptil imundo, ainda que lhe fosse oculto, e tornar-se imundo, então, será culpado; 3ou quando tocar a imundícia de um homem, seja qual for a imundícia com que se faça imundo, e lhe for oculto, e o souber depois, será culpado; 4ou quando alguém jurar temerariamente com seus lábios fazer mal ou fazer bem, seja o que for que o homem pronuncie temerariamente com juramento, e lhe for oculto, e o souber depois, culpado será numa destas coisas. 5Será, pois, que, sendo culpado numa destas coisas, confessará aquilo em que pecou. 6Como sua oferta pela culpa, pelo pecado que cometeu, trará ele ao Senhor, do gado miúdo, uma cordeira ou uma cabrita como oferta pelo pecado; assim, o sacerdote, por ele, fará expiação do seu pecado.

7Se as suas posses não lhe permitirem trazer uma cordeira, trará ao Senhor, como oferta pela culpa, pelo pecado que cometeu, duas rolas ou dois pombinhos: um como oferta pelo pecado, e o outro como holocausto. 8Entregá-los-á ao sacerdote, o qual primeiro oferecerá aquele que é como oferta pelo pecado e lhe destroncará, com a unha, a cabeça, sem a separar do pescoço. 9Do sangue da oferta pelo pecado aspergirá sobre a parede do altar e o restante do sangue, fá-lo-á correr à base do altar; é oferta pelo pecado. 10E do outro fará holocausto, conforme o estabelecido; assim, o sacerdote, por ele, fará oferta pelo pecado que cometeu, e lhe será perdoado.

11Porém, se as suas posses não lhe permitirem trazer duas rolas ou dois pombinhos, então, aquele que pecou trará, por sua oferta, a décima parte de um efa de flor de farinha como oferta pelo pecado; não lhe deitará azeite, nem lhe porá em cima incenso, pois é oferta pelo pecado. 12Entregá-la-á ao sacerdote, e o sacerdote dela tomará um punhado como porção memorial e a queimará sobre o altar, em cima das ofertas queimadas ao Senhor; é oferta pelo pecado. 13Assim, o sacerdote, por ele, fará oferta pelo pecado que cometeu em alguma destas coisas, e lhe será perdoado; o restante será do sacerdote, como a oferta de manjares.

O sacrifício pelo sacrilégio

14Disse mais o Senhor a Moisés: 15Quando alguém cometer ofensa e pecar por ignorância nas coisas sagradas do Senhor, então, trará ao Senhor, por oferta, do rebanho, um carneiro sem defeito, conforme a tua avaliação em siclos de prata, segundo o siclo do santuário, como oferta pela culpa. 16Assim, restituirá o que ele tirou das coisas sagradas, e ainda acrescentará o seu quinto, e o dará ao sacerdote; assim, o sacerdote, com o carneiro da oferta pela culpa, fará expiação por ele, e lhe será perdoado.

O sacrifício pelos pecados de ignorância

17E, se alguma pessoa pecar e fizer contra algum de todos os mandamentos do Senhor aquilo que se não deve fazer, ainda que o não soubesse, contudo, será culpada e levará a sua iniquidade. 18E do rebanho trará ao sacerdote um carneiro sem defeito, conforme a tua avaliação, para oferta pela culpa, e o sacerdote, por ela, fará expiação no tocante ao erro que, por ignorância, cometeu, e lhe será perdoado. 19Oferta pela culpa é; certamente, se tornou culpada ao Senhor.

6

O sacrifício pelos pecados voluntários

61Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo: 2Quando alguma pessoa pecar, e cometer ofensa contra o Senhor, e negar ao seu próximo o que este lhe deu em depósito, ou penhor, ou roubar, ou tiver usado de extorsão para com o seu próximo; 3ou que, tendo achado o perdido, o negar com falso juramento, ou fizer alguma outra coisa de todas em que o homem costuma pecar, 4será, pois, que, tendo pecado e ficado culpada, restituirá aquilo que roubou, ou que extorquiu, ou o depósito que lhe foi dado, ou o perdido que achou, 5ou tudo aquilo sobre que jurou falsamente; e o restituirá por inteiro e ainda a isso acrescentará a quinta parte; àquele a quem pertence, lho dará no dia da sua oferta pela culpa. 6E, por sua oferta pela culpa, trará, do rebanho, ao Senhor um carneiro sem defeito, conforme a tua avaliação, para a oferta pela culpa; trá-lo-á ao sacerdote. 7E o sacerdote fará expiação por ela diante do Senhor, e será perdoada de qualquer de todas as coisas que fez, tornando-se, por isso, culpada.

6.1-7
Nm 5.5-8

A lei do holocausto

8Disse mais o Senhor a Moisés: 9Dá ordem a Arão e a seus filhos, dizendo: Esta é a lei do holocausto: o holocausto ficará na lareira do altar toda a noite até pela manhã, e nela se manterá aceso o fogo do altar. 10O sacerdote vestirá a sua túnica de linho e os calções de linho sobre a pele nua, e levantará a cinza, quando o fogo houver consumido o holocausto sobre o altar, e a porá junto a este. 11Depois, despirá as suas vestes e porá outras; e levará a cinza para fora do arraial a um lugar limpo. 12O fogo, pois, sempre arderá sobre o altar; não se apagará; mas o sacerdote acenderá lenha nele cada manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto, e sobre ele queimará a gordura das ofertas pacíficas. 13O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará.

A lei da oferta de manjares

14Esta é a lei da oferta de manjares: os filhos de Arão a oferecerão perante o Senhor, diante do altar. 15Um deles tomará dela um punhado de flor de farinha da oferta de manjares com seu azeite e todo o incenso que está sobre a oferta de manjares; então, o queimará sobre o altar, como porção memorial de aroma agradável ao Senhor. 16O restante dela comerão Arão e seus filhos; asmo se comerá no lugar santo; no pátio da tenda da congregação, o comerão. 17Levedado não se cozerá; sua porção dei-lhes das minhas ofertas queimadas; coisa santíssima é, como a oferta pelo pecado e a oferta pela culpa. 18Todo varão entre os filhos de Arão comerá da oferta de manjares; estatuto perpétuo será para as vossas gerações dentre as ofertas queimadas do Senhor; tudo o que tocar nelas será santo.

A oferta na consagração dos sacerdotes

19Disse mais o Senhor a Moisés: 20Esta é a oferta de Arão e de seus filhos, que oferecerão ao Senhor no dia em que aquele for ungido: a décima parte de um efa de flor de farinha pela oferta de manjares contínua; metade dela será oferecida pela manhã, e a outra metade, à tarde. 21Numa assadeira, se fará com azeite; bem amassada a trarás; em pedaços cozidos trarás a oferta de manjares de aroma agradável ao Senhor. 22Também o sacerdote, que dentre os filhos de Arão for ungido em seu lugar, fará o mesmo; por estatuto perpétuo será de todo queimada ao Senhor. 23Assim, toda a oferta de manjares do sacerdote será totalmente queimada; não se comerá.

A lei da oferta pelo pecado

24Disse mais o Senhor a Moisés: 25Fala a Arão e a seus filhos, dizendo: Esta é a lei da oferta pelo pecado: no lugar onde se imola o holocausto, se imolará a oferta pelo pecado, perante o Senhor; coisa santíssima é. 26O sacerdote que a oferecer pelo pecado a comerá; no lugar santo, se comerá, no pátio da tenda da congregação. 27Tudo o que tocar a carne da oferta será santo; se aspergir alguém do seu sangue sobre a sua veste, lavarás aquilo sobre que caiu, no lugar santo. 28E o vaso de barro em que for cozida será quebrado; porém, se for cozida num vaso de bronze, esfregar-se-á e lavar-se-á na água. 29Todo varão entre os sacerdotes a comerá; coisa santíssima é. 30Porém não se comerá nenhuma oferta pelo pecado, cujo sangue se traz à tenda da congregação, para fazer expiação no santuário; no fogo será queimada.

A lei da oferta pela culpa

71Esta é a lei da oferta pela culpa; coisa santíssima é. 2No lugar onde imolam o holocausto, imolarão a oferta pela culpa, e o seu sangue se aspergirá sobre o altar, em redor. 3Dela se oferecerá toda a gordura, a cauda e a gordura que cobre as entranhas; 4também ambos os rins e a gordura que neles há, junto aos lombos; e o redenho sobre o fígado com os rins se tirará. 5O sacerdote o queimará sobre o altar em oferta queimada ao Senhor; é oferta pela culpa. 6Todo varão entre os sacerdotes a comerá; no lugar santo, se comerá; coisa santíssima é. 7Como a oferta pelo pecado, assim será a oferta pela culpa; uma única lei haverá para elas: será do sacerdote que, com ela, fizer expiação. 8O sacerdote que oferecer o holocausto de alguém terá o couro do holocausto que oferece, 9como também toda oferta de manjares que se cozer no forno, com tudo que se preparar na frigideira e na assadeira, será do sacerdote que a oferece. 10Toda oferta de manjares amassada com azeite ou seca será de todos os filhos de Arão, tanto de um como do outro.

A lei das ofertas pacíficas

11Esta é a lei das ofertas pacíficas que alguém pode oferecer ao Senhor. 12Se fizer por ação de graças, com a oferta de ação de graças trará bolos asmos amassados com azeite, obreias asmas untadas com azeite e bolos de flor de farinha bem amassados com azeite. 13Com os bolos trará, por sua oferta, pão levedado, com o sacrifício de sua oferta pacífica por ação de graças. 14E, de toda oferta, trará um bolo por oferta ao Senhor, que será do sacerdote que aspergir o sangue da oferta pacífica. 15Mas a carne do sacrifício de ação de graças da sua oferta pacífica se comerá no dia do seu oferecimento; nada se deixará dela até à manhã. 16E, se o sacrifício da sua oferta for voto ou oferta voluntária, no dia em que oferecer o seu sacrifício, se comerá; e o que dele ficar também se comerá no dia seguinte. 17Porém o que ainda restar da carne do sacrifício, ao terceiro dia, será queimado. 18Se da carne do seu sacrifício pacífico se comer ao terceiro dia, aquele que a ofereceu não será aceito, nem lhe será atribuído o sacrifício; coisa abominável será, e a pessoa que dela comer levará a sua iniquidade.

19A carne que tocar alguma coisa imunda não se comerá; será queimada. Qualquer que estiver limpo comerá a carne do sacrifício. 20Porém, se alguma pessoa, tendo sobre si imundícia, comer a carne do sacrifício pacífico, que é do Senhor, será eliminada do seu povo. 21Se uma pessoa tocar alguma coisa imunda, como imundícia de homem, ou de gado imundo, ou de qualquer réptil imundo e da carne do sacrifício pacífico, que é do Senhor, ela comer, será eliminada do seu povo.

Deus proíbe comer gordura e sangue

22Disse mais o Senhor a Moisés: 23Fala aos filhos de Israel, dizendo: Não comereis gordura de boi, nem de carneiro, nem de cabra. 24A gordura do animal que morre por si mesmo e a do dilacerado por feras podem servir para qualquer outro uso, mas de maneira nenhuma as comereis; 25porque qualquer que comer a gordura do animal, do qual se trouxer ao Senhor oferta queimada, será eliminado do seu povo. 26Não comereis sangue em qualquer das vossas habitações, quer de aves, quer de gado. 27Toda pessoa que comer algum sangue será eliminada do seu povo.

7.26-27
Gn 9.4
Lv 17.10-14
19.26
Dt 12.16,23
15.23

A porção dos sacerdotes

28Disse mais o Senhor a Moisés: 29Fala aos filhos de Israel, dizendo: Quem oferecer ao Senhor o seu sacrifício pacífico trará a sua oferta ao Senhor; do seu sacrifício pacífico 30trará com suas próprias mãos as ofertas queimadas do Senhor; a gordura do peito com o peito trará para movê-lo por oferta movida perante o Senhor. 31O sacerdote queimará a gordura sobre o altar, porém o peito será de Arão e de seus filhos. 32Também a coxa direita dareis ao sacerdote por oferta dos vossos sacrifícios pacíficos. 33Aquele dos filhos de Arão que oferecer o sangue do sacrifício pacífico e a gordura, esse terá a coxa direita por sua porção; 34porque o peito movido e a coxa da oferta tomei dos filhos de Israel, dos seus sacrifícios pacíficos, e os dei a Arão, o sacerdote, e a seus filhos, por direito perpétuo dos filhos de Israel. 35Esta é a porção de Arão e a porção de seus filhos, das ofertas queimadas do Senhor, no dia em que os apresentou para oficiarem como sacerdotes ao Senhor; 36a qual o Senhor ordenou que se lhes desse dentre os filhos de Israel no dia em que os ungiu; estatuto perpétuo é pelas suas gerações.

37Esta é a lei do holocausto, da oferta de manjares, da oferta pelo pecado, da oferta pela culpa, da consagração e do sacrifício pacífico, 38que o Senhor ordenou a Moisés no monte Sinai, no dia em que ordenou aos filhos de Israel que oferecessem as suas ofertas ao Senhor, no deserto do Sinai.