Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
7

A incredulidade dos irmãos de Jesus

71Passadas estas coisas, Jesus andava pela Galileia, porque não desejava percorrer a Judeia, visto que os judeus procuravam matá-lo. 2Ora, a festa dos judeus, chamada de Festa dos Tabernáculos,

7.2
Lv 23.34
Dt 16.13
estava próxima. 3Dirigiram-se, pois, a ele os seus irmãos e lhe disseram: Deixa este lugar e vai para a Judeia, para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes. 4Porque ninguém há que procure ser conhecido em público e, contudo, realize os seus feitos em oculto. Se fazes estas coisas, manifesta-te ao mundo. 5Pois nem mesmo os seus irmãos criam nele. 6Disse-lhes, pois, Jesus: O meu tempo ainda não chegou, mas o vosso sempre está presente. 7Não pode o mundo odiar-vos, mas a mim me odeia, porque eu dou testemunho a seu respeito de que as suas obras são más. 8Subi vós outros à festa; eu, por enquanto, não subo, porque o meu tempo ainda não está cumprido. 9Disse-lhes Jesus estas coisas e continuou na Galileia.

Jesus na Festa dos Tabernáculos

10Mas, depois que seus irmãos subiram para a festa, então, subiu ele também, não publicamente, mas em oculto. 11Ora, os judeus o procuravam na festa e perguntavam: Onde estará ele? 12E havia grande murmuração a seu respeito entre as multidões. Uns diziam: Ele é bom. E outros: Não, antes, engana o povo. 13Entretanto, ninguém falava dele abertamente, por ter medo dos judeus.

A controvérsia entre Jesus e os judeus

14Corria já em meio a festa, e Jesus subiu ao templo e ensinava. 15Então, os judeus se maravilhavam e diziam: Como sabe este letras, sem ter estudado? 16Respondeu-lhes Jesus: O meu ensino não é meu, e sim daquele que me enviou. 17Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo. 18Quem fala por si mesmo está procurando a sua própria glória; mas o que procura a glória de quem o enviou, esse é verdadeiro, e nele não há injustiça. 19Não vos deu Moisés a lei? Contudo, ninguém dentre vós a observa. Por que procurais matar-me? 20Respondeu a multidão: Tens demônio. Quem é que procura matar-te? 21Replicou-lhes Jesus: Um só feito realizei, e todos vos admirais. 22Pelo motivo de que Moisés vos deu a circuncisão

7.22
Lv 12.3
(se bem que ela não vem dele, mas dos patriarcas
7.22
Gn 17.10
), no sábado circuncidais um homem. 23E, se o homem pode ser circuncidado em dia de sábado, para que a lei de Moisés não seja violada, por que vos indignais contra mim, pelo fato de eu ter curado, num sábado, ao todo, um homem?
7.23
Jo 5.9
24Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça.

Os guardas mandados para prender Jesus

25Diziam alguns de Jerusalém: Não é este aquele a quem procuram matar? 26Eis que ele fala abertamente, e nada lhe dizem. Porventura, reconhecem verdadeiramente as autoridades que este é, de fato, o Cristo? 27Nós, todavia, sabemos donde este é; quando, porém, vier o Cristo, ninguém saberá donde ele é. 28Jesus, pois, enquanto ensinava no templo, clamou, dizendo: Vós não somente me conheceis, mas também sabeis donde eu sou; e não vim porque eu, de mim mesmo, o quisesse, mas aquele que me enviou é verdadeiro, aquele a quem vós não conheceis. 29Eu o conheço, porque venho da parte dele e fui por ele enviado. 30Então, procuravam prendê-lo; mas ninguém lhe pôs a mão, porque ainda não era chegada a sua hora. 31E, contudo, muitos de entre a multidão creram nele e diziam: Quando vier o Cristo, fará, porventura, maiores sinais do que este homem tem feito?

32Os fariseus, ouvindo a multidão murmurar estas coisas a respeito dele, juntamente com os principais sacerdotes enviaram guardas para o prenderem. 33Disse-lhes Jesus: Ainda por um pouco de tempo estou convosco e depois irei para junto daquele que me enviou. 34Haveis de procurar-me e não me achareis; também aonde eu estou, vós não podeis ir. 35Disseram, pois, os judeus uns aos outros: Para onde irá este que não o possamos achar? Irá, porventura, para a Dispersão entre os gregos, com o fim de os ensinar? 36Que significa, de fato, o que ele diz: Haveis de procurar-me e não me achareis; também aonde eu estou, vós não podeis ir?

Jesus, a fonte da água viva

37No último dia, o grande dia da festa,

7.37
Lv 23.36
levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. 38Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva.
7.38
Ez 47.1
Zc 14.8
39Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado.

40Então, os que dentre o povo tinham ouvido estas palavras diziam: Este é verdadeiramente o profeta; 41outros diziam: Ele é o Cristo; outros, porém, perguntavam: Porventura, o Cristo virá da Galileia? 42Não diz a Escritura que o Cristo vem da descendência de Davi e da aldeia de Belém,

7.42
Mq 5.2
donde era Davi? 43Assim, houve uma dissensão entre o povo por causa dele; 44alguns dentre eles queriam prendê-lo, mas ninguém lhe pôs as mãos.

Os guardas voltam sem Jesus

45Voltaram, pois, os guardas à presença dos principais sacerdotes e fariseus, e estes lhes perguntaram: Por que não o trouxestes? 46Responderam eles: Jamais alguém falou como este homem. 47Replicaram-lhes, pois, os fariseus: Será que também vós fostes enganados? 48Porventura, creu nele alguém dentre as autoridades ou algum dos fariseus? 49Quanto a esta plebe que nada sabe da lei, é maldita. 50Nicodemos, um deles, que antes fora ter com Jesus,

7.50
Jo 3.1
perguntou-lhes: 51Acaso, a nossa lei julga um homem, sem primeiro ouvi-lo e saber o que ele fez? 52Responderam eles: Dar-se-á o caso de que também tu és da Galileia? Examina e verás que da Galileia não se levanta profeta. 53[E cada um foi para sua casa.

8

A mulher adúltera

81Jesus, entretanto, foi para o monte das Oliveiras. 2De madrugada, voltou novamente para o templo, e todo o povo ia ter com ele; e, assentado, os ensinava. 3Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar de pé no meio de todos, 4disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. 5E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas;

8.5
Lv 20.10
Dt 22.22-24
tu, pois, que dizes? 6Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo. 7Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra. 8E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão. 9Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava. 10Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? 11Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais.]

Jesus, a luz do mundo

12De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo;

8.12
Mt 5.14
Jo 9.5
quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida. 13Então, lhe objetaram os fariseus: Tu dás testemunho de ti mesmo;
8.13
Jo 5.31
logo, o teu testemunho não é verdadeiro. 14Respondeu Jesus e disse-lhes: Posto que eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho é verdadeiro, porque sei donde vim e para onde vou; mas vós não sabeis donde venho, nem para onde vou. 15Vós julgais segundo a carne, eu a ninguém julgo. 16Se eu julgo, o meu juízo é verdadeiro, porque não sou eu só, porém eu e aquele que me enviou. 17Também na vossa lei está escrito que o testemunho de duas pessoas é verdadeiro. 18Eu testifico de mim mesmo, e o Pai, que me enviou, também testifica de mim. 19Então, eles lhe perguntaram: Onde está teu Pai? Respondeu Jesus: Não me conheceis a mim nem a meu Pai; se conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai. 20Proferiu ele estas palavras no lugar do gazofilácio, quando ensinava no templo; e ninguém o prendeu, porque não era ainda chegada a sua hora.

Jesus defende a sua missão e autoridade

21De outra feita, lhes falou, dizendo: Vou retirar-me, e vós me procurareis, mas perecereis no vosso pecado; para onde eu vou vós não podeis ir. 22Então, diziam os judeus: Terá ele, acaso, a intenção de suicidar-se? Porque diz: Para onde eu vou vós não podeis ir. 23E prosseguiu: Vós sois cá de baixo, eu sou lá de cima; vós sois deste mundo, eu deste mundo não sou. 24Por isso, eu vos disse que morrereis nos vossos pecados; porque, se não crerdes que Eu Sou, morrereis nos vossos pecados. 25Então, lhe perguntaram: Quem és tu? Respondeu-lhes Jesus: Que é que desde o princípio vos tenho dito? 26Muitas coisas tenho para dizer a vosso respeito e vos julgar; porém aquele que me enviou é verdadeiro, de modo que as coisas que dele tenho ouvido, essas digo ao mundo. 27Eles, porém, não atinaram que lhes falava do Pai. 28Disse-lhes, pois, Jesus: Quando levantardes o Filho do Homem, então, sabereis que Eu Sou e que nada faço por mim mesmo; mas falo como o Pai me ensinou. 29E aquele que me enviou está comigo, não me deixou só, porque eu faço sempre o que lhe agrada. 30Ditas estas coisas, muitos creram nele.

31Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; 32e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. 33Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão

8.33
Mt 3.9
Lc 3.8
e jamais fomos escravos de alguém; como dizes tu: Sereis livres? 34Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado. 35O escravo não fica sempre na casa; o filho, sim, para sempre. 36Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. 37Bem sei que sois descendência de Abraão; contudo, procurais matar-me, porque a minha palavra não está em vós. 38Eu falo das coisas que vi junto de meu Pai; vós, porém, fazeis o que vistes em vosso pai.

39Então, lhe responderam: Nosso pai é Abraão. Disse-lhes Jesus: Se sois filhos de Abraão, praticai as obras de Abraão. 40Mas agora procurais matar-me, a mim que vos tenho falado a verdade que ouvi de Deus; assim não procedeu Abraão. 41Vós fazeis as obras de vosso pai. Disseram-lhe eles: Nós não somos bastardos; temos um pai, que é Deus. 42Replicou-lhes Jesus: Se Deus fosse, de fato, vosso pai, certamente, me havíeis de amar; porque eu vim de Deus e aqui estou; pois não vim de mim mesmo, mas ele me enviou. 43Qual a razão por que não compreendeis a minha linguagem? É porque sois incapazes de ouvir a minha palavra. 44Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira. 45Mas, porque eu digo a verdade, não me credes. 46Quem dentre vós me convence de pecado? Se vos digo a verdade, por que razão não me credes? 47Quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso, não me dais ouvidos, porque não sois de Deus.

48Responderam, pois, os judeus e lhe disseram: Porventura, não temos razão em dizer que és samaritano e tens demônio? 49Replicou Jesus: Eu não tenho demônio; pelo contrário, honro a meu Pai, e vós me desonrais. 50Eu não procuro a minha própria glória; há quem a busque e julgue. 51Em verdade, em verdade vos digo: se alguém guardar a minha palavra, não verá a morte, eternamente. 52Disseram-lhe os judeus: Agora, estamos certos de que tens demônio. Abraão morreu, e também os profetas, e tu dizes: Se alguém guardar a minha palavra, não provará a morte, eternamente. 53És maior do que Abraão, o nosso pai, que morreu? Também os profetas morreram. Quem, pois, te fazes ser? 54Respondeu Jesus: Se eu me glorifico a mim mesmo, a minha glória nada é; quem me glorifica é meu Pai, o qual vós dizeis que é vosso Deus. 55Entretanto, vós não o tendes conhecido; eu, porém, o conheço. Se eu disser que não o conheço, serei como vós: mentiroso; mas eu o conheço e guardo a sua palavra. 56Abraão, vosso pai, alegrou-se por ver o meu dia, viu-o e regozijou-se. 57Perguntaram-lhe, pois, os judeus: Ainda não tens cinquenta anos e viste Abraão? 58Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão existisse, Eu Sou. 59Então, pegaram em pedras para atirarem nele; mas Jesus se ocultou e saiu do templo.

9

A cura de um cego de nascença

91Caminhando Jesus, viu um homem cego de nascença. 2E os seus discípulos perguntaram: Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? 3Respondeu Jesus: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus. 4É necessário que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar. 5Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo.

9.5
Mt 5.14
Jo 8.12
6Dito isso, cuspiu na terra e, tendo feito lodo com a saliva, aplicou-o aos olhos do cego, 7dizendo-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que quer dizer Enviado). Ele foi, lavou-se e voltou vendo. 8Então, os vizinhos e os que dantes o conheciam de vista, como mendigo, perguntavam: Não é este o que estava assentado pedindo esmolas? 9Uns diziam: É ele. Outros: Não, mas se parece com ele. Ele mesmo, porém, dizia: Sou eu. 10Perguntaram-lhe, pois: Como te foram abertos os olhos? 11Respondeu ele: O homem chamado Jesus fez lodo, untou-me os olhos e disse-me: Vai ao tanque de Siloé e lava-te. Então, fui, lavei-me e estou vendo. 12Disseram-lhe, pois: Onde está ele? Respondeu: Não sei.

Os fariseus interrogam o cego

13Levaram, pois, aos fariseus o que dantes fora cego. 14E era sábado o dia em que Jesus fez o lodo e lhe abriu os olhos. 15Então, os fariseus, por sua vez, lhe perguntaram como chegara a ver; ao que lhes respondeu: Aplicou lodo aos meus olhos, lavei-me e estou vendo. 16Por isso, alguns dos fariseus diziam: Esse homem não é de Deus, porque não guarda o sábado. Diziam outros: Como pode um homem pecador fazer tamanhos sinais? E houve dissensão entre eles. 17De novo, perguntaram ao cego: Que dizes tu a respeito dele, visto que te abriu os olhos? Que é profeta, respondeu ele.

18Não acreditaram os judeus que ele fora cego e que agora via, enquanto não lhe chamaram os pais 19e os interrogaram: É este o vosso filho, de quem dizeis que nasceu cego? Como, pois, vê agora? 20Então, os pais responderam: Sabemos que este é nosso filho e que nasceu cego; 21mas não sabemos como vê agora; ou quem lhe abriu os olhos também não sabemos. Perguntai a ele, idade tem; falará de si mesmo. 22Isto disseram seus pais porque estavam com medo dos judeus; pois estes já haviam assentado que, se alguém confessasse ser Jesus o Cristo, fosse expulso da sinagoga. 23Por isso, é que disseram os pais: Ele idade tem, interrogai-o.

24Então, chamaram, pela segunda vez, o homem que fora cego e lhe disseram: Dá glória a Deus; nós sabemos que esse homem é pecador. 25Ele retrucou: Se é pecador, não sei; uma coisa sei: eu era cego e agora vejo. 26Perguntaram-lhe, pois: Que te fez ele? como te abriu os olhos? 27Ele lhes respondeu: Já vo-lo disse, e não atendestes; por que quereis ouvir outra vez? Porventura, quereis vós também tornar-vos seus discípulos? 28Então, o injuriaram e lhe disseram: Discípulo dele és tu; mas nós somos discípulos de Moisés. 29Sabemos que Deus falou a Moisés; mas este nem sabemos donde é. 30Respondeu-lhes o homem: Nisto é de estranhar que vós não saibais donde ele é, e, contudo, me abriu os olhos. 31Sabemos que Deus não atende a pecadores; mas, pelo contrário, se alguém teme a Deus e pratica a sua vontade, a este atende. 32Desde que há mundo, jamais se ouviu que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. 33Se este homem não fosse de Deus, nada poderia ter feito. 34Mas eles retrucaram: Tu és nascido todo em pecado e nos ensinas a nós? E o expulsaram.

Jesus revela-se ao cego

35Ouvindo Jesus que o tinham expulsado, encontrando-o, lhe perguntou: Crês tu no Filho do Homem? 36Ele respondeu e disse: Quem é, Senhor, para que eu nele creia? 37E Jesus lhe disse: Já o tens visto, e é o que fala contigo. 38Então, afirmou ele: Creio, Senhor; e o adorou. 39Prosseguiu Jesus: Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não veem vejam, e os que veem se tornem cegos. 40Alguns dentre os fariseus que estavam perto dele perguntaram-lhe: Acaso, também nós somos cegos? 41Respondeu-lhes Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecado algum; mas, porque agora dizeis: Nós vemos, subsiste o vosso pecado.