Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
9

Abimeleque mata os seus irmãos e se declara rei

91Abimeleque, filho de Jerubaal, foi-se a Siquém, aos irmãos de sua mãe, e falou-lhes e a toda a geração da casa do pai de sua mãe, dizendo: 2Falai, peço-vos, aos ouvidos de todos os cidadãos de Siquém: Que vos parece melhor: que setenta homens, todos os filhos de Jerubaal, dominem sobre vós ou que apenas um domine sobre vós? Lembrai-vos também de que sou osso vosso e carne vossa. 3Então, os irmãos de sua mãe falaram a todos os cidadãos de Siquém todas aquelas palavras; e o coração deles se inclinou a seguir Abimeleque, porque disseram: É nosso irmão. 4E deram-lhe setenta peças de prata, da casa de Baal-Berite, com as quais alugou Abimeleque uns homens levianos e atrevidos, que o seguiram. 5Foi à casa de seu pai, a Ofra, e matou seus irmãos, os filhos de Jerubaal, setenta homens, sobre uma pedra. Porém Jotão, filho menor de Jerubaal, ficou, porque se escondera. 6Então, se ajuntaram todos os cidadãos de Siquém e toda Bete-Milo; e foram e proclamaram Abimeleque rei, junto ao carvalho memorial que está perto de Siquém.

O apólogo de Jotão

7Avisado disto, Jotão foi, e se pôs no cimo do monte Gerizim, e em alta voz clamou, e disse-lhes: Ouvi-me, cidadãos de Siquém, e Deus vos ouvirá a vós outros. 8Foram, certa vez, as árvores ungir para si um rei e disseram à oliveira: Reina sobre nós. 9Porém a oliveira lhes respondeu: Deixaria eu o meu óleo, que Deus e os homens em mim prezam, e iria pairar sobre as árvores? 10Então, disseram as árvores à figueira: Vem tu e reina sobre nós. 11Porém a figueira lhes respondeu: Deixaria eu a minha doçura, o meu bom fruto e iria pairar sobre as árvores? 12Então, disseram as árvores à videira: Vem tu e reina sobre nós. 13Porém a videira lhes respondeu: Deixaria eu o meu vinho, que agrada a Deus e aos homens, e iria pairar sobre as árvores? 14Então, todas as árvores disseram ao espinheiro: Vem tu e reina sobre nós. 15Respondeu o espinheiro às árvores: Se, deveras, me ungis rei sobre vós, vinde e refugiai-vos debaixo de minha sombra; mas, se não, saia do espinheiro fogo que consuma os cedros do Líbano. 16Agora, pois, se, deveras e sinceramente, procedestes, proclamando rei Abimeleque, e se bem vos portastes para com Jerubaal e para com a sua casa, e se com ele agistes segundo o merecimento dos seus feitos 17(porque meu pai pelejou por vós e, arriscando a vida, vos livrou das mãos dos midianitas; 18porém vós, hoje, vos levantastes contra a casa de meu pai e matastes seus filhos, setenta homens, sobre uma pedra; e a Abimeleque, filho de sua serva, fizestes reinar sobre os cidadãos de Siquém, porque é vosso irmão), 19se, deveras e sinceramente, procedestes, hoje, com Jerubaal e com a sua casa, alegrai-vos com Abimeleque, e também ele se alegre convosco. 20Mas, se não, saia fogo de Abimeleque e consuma os cidadãos de Siquém e Bete-Milo; e saia fogo dos cidadãos de Siquém e de Bete-Milo, que consuma a Abimeleque. 21Fugiu logo Jotão, e foi-se para Beer, e ali habitou por temer seu irmão Abimeleque.

A conspiração de Gaal

22Havendo, pois, Abimeleque dominado três anos sobre Israel, 23suscitou Deus um espírito de aversão entre Abimeleque e os cidadãos de Siquém; e estes se houveram aleivosamente contra Abimeleque, 24para que a vingança da violência praticada contra os setenta filhos de Jerubaal viesse, e o seu sangue caísse sobre Abimeleque, seu irmão, que os matara, e sobre os cidadãos de Siquém, que contribuíram para que ele matasse seus próprios irmãos. 25Os cidadãos de Siquém puseram contra ele homens de emboscada sobre os cimos dos montes; e todo aquele que passava pelo caminho junto a eles, eles o assaltavam; e isto se contou a Abimeleque.

26Veio também Gaal, filho de Ebede, com seus irmãos, e se estabeleceram em Siquém; e os cidadãos de Siquém confiaram nele, 27e saíram ao campo, e vindimaram as suas vinhas, e pisaram as uvas, e fizeram festas, e foram à casa de seu deus, e comeram, e beberam, e amaldiçoaram Abimeleque. 28Disse Gaal, filho de Ebede: Quem é Abimeleque, e quem somos nós de Siquém, para que o sirvamos? Não é, porventura, filho de Jerubaal? E não é Zebul o seu oficial? Servi, antes, aos homens de Hamor, pai de Siquém. Mas nós, por que serviremos a ele? 29Quem dera estivesse este povo sob a minha mão, e eu expulsaria Abimeleque e lhe diria: Multiplica o teu exército e sai. 30Ouvindo Zebul, governador da cidade, as palavras de Gaal, filho de Ebede, se acendeu em ira; 31e enviou, astutamente, mensageiros a Abimeleque, dizendo: Eis que Gaal, filho de Ebede, e seus irmãos vieram a Siquém e alvoroçaram a cidade contra ti. 32Levanta-te, pois, de noite, tu e o povo que tiveres contigo, e ponde-vos de emboscada no campo. 33Levanta-te pela manhã, ao sair o sol, e dá de golpe sobre a cidade; saindo contra ti Gaal com a sua gente, procede com ele como puderes.

Abimeleque vence a Gaal e os siquemitas

34Levantou-se, pois, de noite, Abimeleque e todo o povo que com ele estava, e se puseram de emboscada contra Siquém, em quatro grupos. 35Gaal, filho de Ebede, saiu e pôs-se à entrada da porta da cidade; com isto Abimeleque e todo o povo que com ele estava se levantaram das emboscadas. 36Vendo Gaal aquele povo, disse a Zebul: Eis que desce gente dos cimos dos montes. Zebul, ao contrário, lhe disse: As sombras dos montes vês por homens. 37Porém Gaal tornou ainda a falar e disse: Eis ali desce gente defronte de nós, e uma tropa vem do caminho do carvalho dos Adivinhadores. 38Então, lhe disse Zebul: Onde está, agora, a tua boca, com a qual dizias: Quem é Abimeleque, para que o sirvamos? Não é este, porventura, o povo que desprezaste? Sai, pois, e peleja contra ele. 39Saiu Gaal adiante dos cidadãos de Siquém e pelejou contra Abimeleque. 40Abimeleque o perseguiu; Gaal fugiu de diante dele, e muitos feridos caíram até a entrada da porta da cidade. 41Abimeleque ficou em Arumá. E Zebul expulsou a Gaal e seus irmãos, para que não habitassem em Siquém.

42No dia seguinte, saiu o povo ao campo; disto foi avisado Abimeleque, 43que tomou os seus homens, e os repartiu em três grupos, e os pôs de emboscada no campo. Olhando, viu que o povo saía da cidade; então, se levantou contra eles e os feriu. 44Abimeleque e o grupo que com ele estava romperam de improviso e tomaram posição à porta da cidade, enquanto os dois outros grupos deram de golpe sobre todos quantos estavam no campo e os destroçaram. 45Todo aquele dia pelejou Abimeleque contra a cidade e a tomou. Matou o povo que nela havia, assolou-a e a semeou de sal.

46Tendo ouvido isto todos os cidadãos da Torre de Siquém, entraram na fortaleza subterrânea, no templo de El-Berite. 47Contou-se a Abimeleque que todos os cidadãos da Torre de Siquém se haviam congregado. 48Então, subiu ele ao monte Salmom, ele e todo o seu povo; Abimeleque tomou de um machado, e cortou uma ramada de árvore, e a levantou, e pô-la ao ombro, e disse ao povo que com ele estava: O que me vistes fazer, fazei-o também vós, depressa. 49Assim, cada um de todo o povo cortou a sua ramada, e seguiram Abimeleque, e as puseram em cima da fortaleza subterrânea, e queimaram sobre todos os da Torre de Siquém, de maneira que morreram todos, uns mil homens e mulheres.

A morte de Abimeleque

50Então, se foi Abimeleque a Tebes, e a sitiou, e a tomou. 51Havia, porém, no meio da cidade, uma torre forte; e todos os homens e mulheres, todos os moradores da cidade, se acolheram a ela, e fecharam após si as portas da torre, e subiram ao seu eirado. 52Abimeleque veio até à torre, pelejou contra ela e se chegou até à sua porta para a incendiar. 53Porém certa mulher lançou uma pedra superior de moinho sobre a cabeça de Abimeleque e lhe quebrou o crânio. 54Então, chamou logo ao moço, seu escudeiro, e lhe disse: Desembainha a tua espada e mata-me, para que não se diga de mim: Mulher o matou. O moço o atravessou, e ele morreu. 55Vendo, pois, os homens de Israel que Abimeleque já estava morto, foram-se, cada um para sua casa. 56Assim, Deus fez tornar sobre Abimeleque o mal que fizera a seu pai, por ter aquele matado os seus setenta irmãos. 57De igual modo, todo o mal dos homens de Siquém Deus fez cair sobre a cabeça deles. Assim, veio sobre eles a maldição de Jotão, filho de Jerubaal.

10

Tola e Jair, juízes dos israelitas

101Depois de Abimeleque, se levantou, para livrar Israel, Tola, filho de Puá, filho de Dodô, homem de Issacar; e habitava em Samir, na região montanhosa de Efraim. 2Julgou a Israel vinte e três anos, e morreu, e foi sepultado em Samir. 3Depois dele, se levantou Jair, gileadita, e julgou a Israel vinte e dois anos. 4Tinha este trinta filhos, que cavalgavam trinta jumentos; e tinham trinta cidades, a que chamavam Havote-Jair, até ao dia de hoje, as quais estão na terra de Gileade. 5Morreu Jair e foi sepultado em Camom.

Servidão sob os filisteus e os amonitas

6Tornaram os filhos de Israel a fazer o que era mau perante o Senhor e serviram aos baalins, e a Astarote, e aos deuses da Síria, e aos de Sidom, de Moabe, dos filhos de Amom e dos filisteus; deixaram o Senhor e não o serviram. 7Acendeu-se a ira do Senhor contra Israel, e entregou-os nas mãos dos filisteus e nas mãos dos filhos de Amom, 8os quais, nesse mesmo ano, vexaram e oprimiram os filhos de Israel. Por dezoito anos, oprimiram a todos os filhos de Israel que estavam dalém do Jordão, na terra dos amorreus, que está em Gileade. 9Os filhos de Amom passaram o Jordão para pelejar também contra Judá, e contra Benjamim, e contra a casa de Efraim, de maneira que Israel se viu muito angustiado.

10Então, os filhos de Israel clamaram ao Senhor, dizendo: Contra ti havemos pecado, porque deixamos o nosso Deus e servimos aos baalins. 11Porém o Senhor disse aos filhos de Israel: Quando os egípcios, e os amorreus, e os filhos de Amom, e os filisteus, 12e os sidônios, e os amalequitas, e os maonitas vos oprimiam, e vós clamáveis a mim, não vos livrei eu das suas mãos? 13Contudo, vós me deixastes a mim e servistes a outros deuses, pelo que não vos livrarei mais. 14Ide e clamai aos deuses que escolhestes; eles que vos livrem no tempo do vosso aperto. 15Mas os filhos de Israel disseram ao Senhor: Temos pecado; faze-nos tudo quanto te parecer bem; porém livra-nos ainda esta vez, te rogamos. 16E tiraram os deuses alheios do meio de si e serviram ao Senhor; então, já não pôde ele reter a sua compaixão por causa da desgraça de Israel. 17Tendo sido convocados os filhos de Amom, acamparam-se em Gileade; mas os filhos de Israel se congregaram e se acamparam em Mispa. 18Então, o povo, aliás, os príncipes de Gileade, disseram uns aos outros: Quem será o homem que começará a pelejar contra os filhos de Amom? Será esse o cabeça de todos os moradores de Gileade.

11

Jefté livra os israelitas

111Era, então, Jefté, o gileadita, homem valente, porém filho de uma prostituta; Gileade gerara a Jefté. 2Também a mulher de Gileade lhe deu filhos, os quais, quando já grandes, expulsaram Jefté e lhe disseram: Não herdarás em casa de nosso pai, porque és filho doutra mulher. 3Então, Jefté fugiu da presença de seus irmãos e habitou na terra de Tobe; e homens levianos se ajuntaram com ele e com ele saíam.

4Passado algum tempo, pelejaram os filhos de Amom contra Israel. 5Quando pelejavam, foram os anciãos de Gileade buscar Jefté da terra de Tobe. 6E disseram a Jefté: Vem e sê nosso chefe, para que combatamos contra os filhos de Amom. 7Porém Jefté disse aos anciãos de Gileade: Porventura, não me aborrecestes a mim e não me expulsastes da casa de meu pai? Por que, pois, vindes a mim, agora, quando estais em aperto? 8Responderam os anciãos de Gileade a Jefté: Por isso mesmo, tornamos a ti. Vem, pois, conosco, e combate contra os filhos de Amom, e sê o nosso chefe sobre todos os moradores de Gileade. 9Então, Jefté perguntou aos anciãos de Gileade: Se me tornardes a levar para combater contra os filhos de Amom, e o Senhor mos der a mim, então, eu vos serei por cabeça? 10Responderam os anciãos de Gileade a Jefté: O Senhor será testemunha entre nós e nos castigará se não fizermos segundo a tua palavra. 11Então, Jefté foi com os anciãos de Gileade, e o povo o pôs por cabeça e chefe sobre si; e Jefté proferiu todas as suas palavras perante o Senhor, em Mispa.

12Enviou Jefté mensageiros ao rei dos filhos de Amom, dizendo: Que há entre mim e ti que vieste a mim a pelejar contra a minha terra? 13Respondeu o rei dos filhos de Amom aos mensageiros de Jefté: É porque, subindo Israel do Egito, me tomou a terra desde Arnom até ao Jaboque e ainda até ao Jordão; restitui-ma, agora, pacificamente. 14Porém Jefté tornou a enviar mensageiros ao rei dos filhos de Amom, 15dizendo-lhe: Assim diz Jefté: Israel não tomou nem a terra dos moabitas nem a terra dos filhos de Amom; 16porque, subindo Israel do Egito, andou pelo deserto até ao mar Vermelho e chegou a Cades. 17Então, Israel enviou mensageiros ao rei dos edomitas,

11.17
Nm 20.14-21
dizendo: Rogo-te que me deixes passar pela tua terra. Porém o rei dos edomitas não lhe deu ouvidos; a mesma coisa mandou Israel pedir ao rei dos moabitas, o qual também não lhe quis atender; e, assim, Israel ficou em Cades. 18Depois, andou pelo deserto, e rodeou a terra dos edomitas
11.18
Nm 21.4
e a terra dos moabitas, e chegou ao oriente da terra destes, e se acampou além do Arnom; por isso, não entrou no território dos moabitas, porque Arnom é o limite deles. 19Mas Israel enviou mensageiros a Seom,
11.19
Nm 21.21-24
rei dos amorreus, rei de Hesbom; e disse-lhe: Deixa-nos, peço-te, passar pela tua terra até ao meu lugar. 20Porém Seom, não confiando em Israel, recusou deixá-lo passar pelo seu território; pelo contrário, ajuntou todo o seu povo, e se acampou em Jaza, e pelejou contra Israel. 21O Senhor, Deus de Israel, entregou Seom e todo o seu povo nas mãos de Israel, que os feriu; e Israel desapossou os amorreus das terras que habitavam. 22Tomou posse de todo o território dos amorreus, desde o Arnom até ao Jaboque e desde o deserto até ao Jordão. 23Assim, o Senhor, Deus de Israel, desapossou os amorreus ante o seu povo de Israel. E pretendes tu ser dono desta terra? 24Não é certo que aquilo que Quemos, teu deus, te dá consideras como tua possessão? Assim, possuiremos nós o território de todos quantos o Senhor, nosso Deus, expulsou de diante de nós. 25És tu melhor do que o filho de Zipor, Balaque,
11.25
Nm 22.1-6
rei dos moabitas? Porventura, contendeu este, em algum tempo, com Israel ou pelejou alguma vez contra ele? 26Enquanto Israel habitou trezentos anos em Hesbom e nas suas vilas, e em Aroer e nas suas vilas, e em todas as cidades que estão ao longe do Arnom, por que vós, amonitas, não as recuperastes durante esse tempo? 27Não sou eu, portanto, quem pecou contra ti! Porém tu fazes mal em pelejar contra mim; o Senhor, que é juiz, julgue hoje entre os filhos de Israel e os filhos de Amom. 28Porém o rei dos filhos de Amom não deu ouvidos à mensagem que Jefté lhe enviara.

O voto de Jefté

29Então, o Espírito do Senhor veio sobre Jefté; e, atravessando este por Gileade e Manassés, passou até Mispa de Gileade e de Mispa de Gileade passou contra os filhos de Amom. 30Fez Jefté um voto ao Senhor e disse: Se, com efeito, me entregares os filhos de Amom nas minhas mãos, 31quem primeiro da porta da minha casa me sair ao encontro, voltando eu vitorioso dos filhos de Amom, esse será do Senhor, e eu o oferecerei em holocausto. 32Assim, Jefté foi de encontro aos filhos de Amom, a combater contra eles; e o Senhor os entregou nas mãos de Jefté. 33Este os derrotou desde Aroer até às proximidades de Minite (vinte cidades ao todo) e até Abel-Queramim; e foi mui grande a derrota. Assim, foram subjugados os filhos de Amom diante dos filhos de Israel.

34Vindo, pois, Jefté a Mispa, a sua casa, saiu-lhe a filha ao seu encontro, com adufes e com danças; e era ela filha única; não tinha ele outro filho nem filha. 35Quando a viu, rasgou as suas vestes e disse: Ah! Filha minha, tu me prostras por completo; tu passaste a ser a causa da minha calamidade, porquanto fiz voto

11.35
Nm 30.2
ao Senhor e não tornarei atrás. 36E ela lhe disse: Pai meu, fizeste voto ao Senhor; faze, pois, de mim segundo o teu voto; pois o Senhor te vingou dos teus inimigos, os filhos de Amom. 37Disse mais a seu pai: Concede-me isto: deixa-me por dois meses, para que eu vá, e desça pelos montes, e chore a minha virgindade, eu e as minhas companheiras. 38Consentiu ele: Vai. E deixou-a ir por dois meses; então, se foi ela com as suas companheiras e chorou a sua virgindade pelos montes. 39Ao fim dos dois meses, tornou ela para seu pai, o qual lhe fez segundo o voto por ele proferido; assim, ela jamais foi possuída por varão. Daqui veio o costume em Israel 40de as filhas de Israel saírem por quatro dias, de ano em ano, a cantar em memória da filha de Jefté, o gileadita.