Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
20

Profecia do cativeiro dos egípcios e dos etíopes

201No ano em que Tartã, enviado por Sargão, rei da Assíria, veio a Asdode, e a guerreou, e a tomou, 2nesse mesmo tempo, falou o Senhor por intermédio de Isaías, filho de Amoz, dizendo: Vai, solta de teus lombos o pano grosseiro de profeta e tira dos pés o calçado. Assim ele o fez, indo despido e descalço. 3Então, disse o Senhor: Assim como Isaías, meu servo, andou três anos despido e descalço, por sinal e prodígio contra o Egito e contra a Etiópia, 4assim o rei da Assíria levará os presos do Egito e os exilados da Etiópia, tanto moços como velhos, despidos e descalços e com as nádegas descobertas, para vergonha do Egito. 5Então, se assombrarão os israelitas e se envergonharão por causa dos etíopes, sua esperança, e dos egípcios, sua glória. 6Os moradores desta região dirão naquele dia: Vede, foi isto que aconteceu àqueles em quem esperávamos e a quem fugimos por socorro, para livrar-nos do rei da Assíria! Como, pois, escaparemos nós?

21

Profecia contra a Babilônia

211Sentença contra o deserto do mar. Como os tufões vêm do Sul, ele virá do deserto, da horrível terra. 2Dura visão me foi anunciada: o pérfido procede perfidamente, e o destruidor anda destruindo. Sobe, ó Elão, sitia, ó Média; já fiz cessar todo gemer. 3Pelo que os meus lombos estão cheios de angústias; dores se apoderaram de mim como as de parturiente; contorço-me de dores e não posso ouvir, desfaleço-me e não posso ver. 4O meu coração cambaleia, o horror me apavora; a noite que eu desejava se me tornou em tremores.

5Põe-se a mesa, estendem-se tapetes, come-se e bebe-se. Levantai-vos, príncipes, untai o escudo. 6Pois assim me disse o Senhor: Vai, põe o atalaia, e ele que diga o que vir. 7Quando vir uma tropa de cavaleiros de dois a dois, uma tropa de jumentos e uma tropa de camelos, ele que escute diligentemente com grande atenção. 8Então, o atalaia gritou como um leão: Senhor, sobre a torre de vigia estou em pé continuamente durante o dia e de guarda me ponho noites inteiras. 9Eis agora vem uma tropa de homens, cavaleiros de dois a dois. Então, ergueu ele a voz e disse: Caiu, caiu Babilônia;

21.9
Ap 14.8
18.2
e todas as imagens de escultura dos seus deuses jazem despedaçadas por terra. 10Oh! Povo meu, debulhado e batido como o trigo da minha eira! O que ouvi do Senhor dos Exércitos, Deus de Israel, isso vos anunciei.

Profecia contra Dumá

11Sentença contra Dumá. Gritam-me de Seir: Guarda, a que hora estamos da noite? Guarda, a que horas? 12Respondeu o guarda: Vem a manhã, e também a noite; se quereis perguntar, perguntai; voltai, vinde.

Profecia contra a Arábia

13Sentença contra a Arábia. Nos bosques da Arábia, passareis a noite, ó caravanas de dedanitas. 14Traga-se água ao encontro dos sedentos; ó moradores da terra de Tema, levai pão aos fugitivos. 15Porque fogem de diante das espadas, de diante da espada nua, de diante do arco armado e de diante do furor da guerra. 16Porque assim me disse o Senhor: Dentro de um ano, tal como o de jornaleiro, toda a glória de Quedar desaparecerá. 17E o restante do número dos flecheiros, os valentes dos filhos de Quedar, será diminuto, porque assim o disse o Senhor, Deus de Israel.

22

Profecia contra Jerusalém

221Sentença contra o vale da Visão. Que tens agora, que todo o teu povo sobe aos telhados? 2Tu, cidade que estavas cheia de aclamações, cidade estrepitosa, cidade alegre! Os teus mortos não foram mortos à espada, nem morreram na guerra. 3Todos os teus príncipes fogem à uma e são presos sem que se use o arco; todos os teus que foram encontrados foram presos, sem embargo de já estarem longe na fuga. 4Portanto, digo: desviai de mim a vista e chorarei amargamente; não insistais por causa da ruína da filha do meu povo. 5Porque dia de alvoroço, de atropelamento e confusão é este da parte do Senhor, o Senhor dos Exércitos, no vale da Visão: um derribar de muros e clamor que vai até aos montes. 6Porque Elão tomou a aljava e vem com carros e cavaleiros; e Quir descobre os escudos. 7Os teus mais formosos vales se enchem de carros, e os cavaleiros se põem em ordem às portas. 8Tira-se a proteção de Judá. Naquele dia, olharás para as armas da Casa do Bosque. 9Notareis as brechas da Cidade de Davi, por serem muitas, e ajuntareis as águas do açude inferior. 10Também contareis as casas de Jerusalém e delas derribareis, para fortalecer os muros. 11Fareis também um reservatório entre os dois muros para as águas do açude velho, mas não cogitais de olhar para cima, para aquele que suscitou essas calamidades, nem considerais naquele que há muito as formou. 12O Senhor, o Senhor dos Exércitos, vos convida naquele dia para chorar, prantear, rapar a cabeça e cingir o cilício. 13Porém é só gozo e alegria que se veem; matam-se bois, degolam-se ovelhas, come-se carne, bebe-se vinho e se diz: Comamos e bebamos,

22.13
1Co 15.32
que amanhã morreremos. 14Mas o Senhor dos Exércitos se declara aos meus ouvidos, dizendo: Certamente, esta maldade não será perdoada, até que morrais, diz o Senhor, o Senhor dos Exércitos.

Sebna é degradado. Eliaquim é exaltado

15Assim diz o Senhor, o Senhor dos Exércitos: Anda, vai ter com esse administrador, com Sebna, o mordomo, e pergunta-lhe: 16Que é que tens aqui? Ou a quem tens tu aqui, para que abrisses aqui uma sepultura, lavrando em lugar alto a tua sepultura, cinzelando na rocha a tua própria morada? 17Eis que como homem forte o Senhor te arrojará violentamente; agarrar-te-á com firmeza, 18enrolar-te-á num invólucro e te fará rolar como uma bola para terra espaçosa; ali morrerás, e ali acabarão os carros da tua glória, ó tu, vergonha da casa do teu senhor. 19Eu te lançarei fora do teu posto, e serás derribado da tua posição.

20Naquele dia, chamarei a meu servo Eliaquim, filho de Hilquias, 21vesti-lo-ei da tua túnica, cingi-lo-ei com a tua faixa e lhe entregarei nas mãos o teu poder, e ele será como pai para os moradores de Jerusalém e para a casa de Judá. 22Porei sobre o seu ombro a chave

22.22
Ap 3.7
da casa de Davi; ele abrirá, e ninguém fechará, fechará, e ninguém abrirá. 23Fincá-lo-ei como estaca em lugar firme, e ele será como um trono de honra para a casa de seu pai. 24Nele, pendurarão toda a responsabilidade da casa de seu pai, a prole e os descendentes, todos os utensílios menores, desde as taças até as garrafas. 25Naquele dia, diz o Senhor dos Exércitos, a estaca que fora fincada em lugar firme será tirada, será arrancada e cairá, e a carga que nela estava se desprenderá, porque o Senhor o disse.