Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
12

Canto de louvor pela restauração de Israel

121Orarás naquele dia: Graças te dou, ó Senhor, porque, ainda que te iraste contra mim, a tua ira se retirou, e tu me consolas. 2Eis que Deus é a minha salvação; confiarei e não temerei, porque o Senhor Deus é a minha força e o meu cântico;

12.2
Êx 15.2
Sl 118.14
ele se tornou a minha salvação. 3Vós, com alegria, tirareis água das fontes da salvação. 4Direis naquele dia: Dai graças ao Senhor, invocai o seu nome, tornai manifestos os seus feitos entre os povos, relembrai que é excelso o seu nome. 5Cantai louvores ao Senhor, porque fez coisas grandiosas; saiba-se isto em toda a terra. 6Exulta e jubila, ó habitante de Sião, porque grande é o Santo de Israel no meio de ti.

13

Profecia contra a Babilônia

131Sentença que, numa visão, recebeu Isaías, filho de Amoz, contra a Babilônia.

2Alçai um estandarte sobre o monte escalvado; levantai a voz para eles; acenai-lhes com a mão, para que entrem pelas portas dos tiranos. 3Eu dei ordens aos meus consagrados, sim, chamei os meus valentes para executarem a minha ira, os que com exultação se orgulham. 4Já se ouve sobre os montes o rumor como o de muito povo, o clamor de reinos e de nações já congregados. O Senhor dos Exércitos passa revista às tropas de guerra.

5Já vêm de um país remoto, desde a extremidade do céu, o Senhor e os instrumentos da sua indignação, para destruir toda a terra. 6Uivai, pois está perto o Dia do Senhor;

13.6
Jl 1.15
vem do Todo-Poderoso como assolação. 7Pelo que todos os braços se tornarão frouxos, e o coração de todos os homens se derreterá. 8Assombrar-se-ão, e apoderar-se-ão deles dores e ais, e terão contorções como a mulher parturiente; olharão atônitos uns para outros; o seu rosto se tornará rosto flamejante.

9Eis que vem o Dia do Senhor, dia cruel, com ira e ardente furor, para converter a terra em assolação e dela destruir os pecadores. 10Porque as estrelas

13.10
Mt 24.29
Mc 13.24-25
Lc 21.25
Ap 6.12-13
8.12
e constelações dos céus não darão a sua luz; o sol, logo ao nascer, se escurecerá, e a lua não fará resplandecer a sua luz. 11Castigarei o mundo por causa da sua maldade e os perversos, por causa da sua iniquidade; farei cessar a arrogância dos atrevidos e abaterei a soberba dos violentos. 12Farei que os homens sejam mais escassos do que o ouro puro, mais raros do que o ouro de Ofir. 13Portanto, farei estremecer os céus; e a terra será sacudida do seu lugar, por causa da ira do Senhor dos Exércitos e por causa do dia do seu ardente furor. 14Cada um será como a gazela que foge e como o rebanho que ninguém recolhe; cada um voltará para o seu povo e cada um fugirá para a sua terra. 15Quem for achado será traspassado; e aquele que for apanhado cairá à espada. 16Suas crianças serão esmagadas perante eles; a sua casa será saqueada, e sua mulher, violada.

17Eis que eu despertarei contra eles os medos, que não farão caso de prata, nem tampouco desejarão ouro. 18Os seus arcos matarão os jovens; eles não se compadecerão do fruto do ventre; os seus olhos não pouparão as crianças. 19Babilônia, a joia dos reinos, glória e orgulho dos caldeus, será como Sodoma e Gomorra,

13.19
Gn 19.24
quando Deus as transtornou. 20Nunca jamais será habitada, ninguém morará nela de geração em geração; o arábio não armará ali a sua tenda, nem tampouco os pastores farão ali deitar os seus rebanhos. 21Porém, nela, as feras do deserto repousarão,
13.21
Ap 18.2
e as suas casas se encherão de corujas; ali habitarão os avestruzes, e os sátiros pularão ali. 22As hienas uivarão nos seus castelos; os chacais, nos seus palácios de prazer; está prestes a chegar o seu tempo, e os seus dias não se prolongarão.

14

Hino triunfal sobre a queda da Babilônia

141Porque o Senhor se compadecerá de Jacó, e ainda elegerá a Israel, e os porá na sua própria terra; e unir-se-ão a eles os estrangeiros, e estes se achegarão à casa de Jacó. 2Os povos os tomarão e os levarão aos lugares deles, e a casa de Israel possuirá esses povos por servos e servas, na terra do Senhor; cativarão aqueles que os cativaram e dominarão os seus opressores. 3No dia em que Deus vier a dar-te descanso do teu trabalho, das tuas angústias e da dura servidão com que te fizeram servir, 4então, proferirás este motejo contra o rei da Babilônia e dirás: Como cessou o opressor! Como acabou a tirania! 5Quebrou o Senhor a vara dos perversos e o cetro dos dominadores, 6que feriam os povos com furor, com golpes incessantes, e com ira dominavam as nações, com perseguição irreprimível. 7Já agora descansa e está sossegada toda a terra. Todos exultam de júbilo. 8Até os ciprestes se alegram sobre ti, e os cedros do Líbano exclamam: Desde que tu caíste, ninguém já sobe contra nós para nos cortar. 9O além, desde o profundo, se turba por ti, para te sair ao encontro na tua chegada; ele, por tua causa, desperta as sombras e todos os príncipes da terra e faz levantar dos seus tronos a todos os reis das nações. 10Todos estes respondem e te dizem: Tu também, como nós, estás fraco? E és semelhante a nós? 11Derribada está na cova a tua soberba, e, também, o som da tua harpa; por baixo de ti, uma cama de gusanos, e os vermes são a tua coberta.

12Como caíste do céu,

14.12
Ap 8.10
ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! 13Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; 14subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo. 15Contudo, serás precipitado para o reino dos mortos,
14.15
Mt 11.23
Lc 10.15
no mais profundo do abismo. 16Os que te virem te contemplarão, hão de fitar-te e dizer-te: É este o homem que fazia estremecer a terra e tremer os reinos? 17Que punha o mundo como um deserto e assolava as suas cidades? Que a seus cativos não deixava ir para casa? 18Todos os reis das nações, sim, todos eles, jazem com honra, cada um, no seu túmulo. 19Mas tu és lançado fora da tua sepultura, como um renovo bastardo, coberto de mortos traspassados à espada, cujo cadáver desce à cova e é pisado de pedras. 20Com eles não te reunirás na sepultura, porque destruíste a tua terra e mataste o teu povo; a descendência dos malignos jamais será nomeada. 21Preparai a matança para os filhos, por causa da maldade de seus pais, para que não se levantem, e possuam a terra, e encham o mundo de cidades. 22Levantar-me-ei contra eles, diz o Senhor dos Exércitos; exterminarei de Babilônia o nome e os sobreviventes, os descendentes e a posteridade, diz o Senhor. 23Reduzi-la-ei a possessão de ouriços e a lagoas de águas; varrê-la-ei com a vassoura da destruição, diz o Senhor dos Exércitos.
13.1—14.23
Is 47.1-15
Jr 50.1—51.64

Profecia contra os assírios

24Jurou o Senhor dos Exércitos, dizendo: Como pensei, assim sucederá, e, como determinei, assim se efetuará. 25Quebrantarei a Assíria na minha terra e nas minhas montanhas a pisarei, para que o seu jugo se aparte de Israel, e a sua carga se desvie dos ombros dele. 26Este é o desígnio que se formou concernente a toda a terra; e esta é a mão que está estendida sobre todas as nações. 27Porque o Senhor dos Exércitos o determinou; quem, pois, o invalidará? A sua mão está estendida; quem, pois, a fará voltar atrás?

Profecia contra os filisteus

28No ano em que morreu o rei Acaz,

14.28
2Rs 16.20
2Cr 28.27
foi pronunciada esta sentença: 29Não te alegres, tu, toda a Filístia, por estar quebrada a vara que te feria; porque da estirpe da cobra sairá uma áspide, e o seu fruto será uma serpente voadora. 30Os primogênitos dos pobres serão apascentados, e os necessitados se deitarão seguros; mas farei morrer de fome a tua raiz, e serão destruídos os teus sobreviventes. 31Uiva, ó porta; grita, ó cidade; tu, ó Filístia toda, treme; porque do Norte vem fumaça, e ninguém há que se afaste das fileiras.
14.29-31
Jr 47.1-7
Ez 25.15-17
Jl 3.4-8
Am 1.6-8
Sf 2.4-7
Zc 9.5-7
32Que se responderá, pois, aos mensageiros dos gentios? Que o Senhor fundou a Sião, e nela encontram refúgio os aflitos do seu povo.

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