Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
12

Devemos imitar o exemplo de Cristo, que foi perseverante em meio às provações

121Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, 2olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus. 3Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma.

As provações revelam o amor paternal de Deus para com seus filhos

4Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue 5e estais esquecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco:

Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado;

6porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe.

12.5-6
Pv 3.11-12
Jó 5.17

7É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige? 8Mas, se estais sem correção, de que todos se têm tornado participantes, logo, sois bastardos e não filhos. 9Além disso, tínhamos os nossos pais segundo a carne, que nos corrigiam, e os respeitávamos; não havemos de estar em muito maior submissão ao Pai espiritual e, então, viveremos? 10Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade. 11Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça. 12Por isso, restabelecei
12.12
Is 35.3
as mãos descaídas e os joelhos trôpegos; 13e fazei caminhos retos
12.13
Pv 4.26
para os pés, para que não se extravie o que é manco; antes, seja curado.

A exortação à paz e à pureza

14Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, 15atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura

12.15
Dt 29.18
que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados; 16nem haja algum impuro ou profano, como foi Esaú, o qual, por um repasto, vendeu o seu direito de primogenitura.
12.16
Gn 25.29-34
17Pois sabeis também que, posteriormente, querendo herdar a bênção, foi rejeitado,
12.17
Gn 27.30-40
pois não achou lugar de arrependimento, embora, com lágrimas, o tivesse buscado.

O contraste entre Sinai e Sião

18Ora, não tendes chegado ao fogo palpável e ardente, e à escuridão, e às trevas, e à tempestade, 19e ao clangor da trombeta, e ao som de palavras tais, que quantos o ouviram suplicaram que não se lhes falasse mais,

12.18-19
Êx 19.16-22
20.18-21
Dt 4.11-12
5.22-27
20pois já não suportavam o que lhes era ordenado:

Até um animal, se tocar o monte, será apedrejado.

12.20
Êx 19.12-13

21Na verdade, de tal modo era horrível o espetáculo, que Moisés disse: Sinto-me aterrado e trêmulo!
12.21
Dt 9.19
22Mas tendes chegado ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial, e a incontáveis hostes de anjos, e à universal assembleia 23e igreja dos primogênitos arrolados nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados, 24e a Jesus, o Mediador da nova aliança, e ao sangue da aspersão que fala coisas superiores ao que fala o próprio Abel.
12.24
Gn 4.10

25Tende cuidado, não recuseis ao que fala. Pois, se não escaparam aqueles que recusaram ouvir quem, divinamente, os advertia sobre a terra,

12.25
Êx 20.19
muito menos nós, os que nos desviamos daquele que dos céus nos adverte, 26aquele, cuja voz abalou, então, a terra; agora, porém, ele promete, dizendo:

Ainda uma vez por todas, farei abalar não só a terra, mas também o céu.

12.26
Ag 2.6

27Ora, esta palavra: Ainda uma vez por todas significa a remoção dessas coisas abaladas, como tinham sido feitas, para que as coisas que não são abaladas permaneçam. 28Por isso, recebendo nós um reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor; 29porque o nosso Deus é fogo consumidor.
12.29
Dt 4.24
13

Os deveres sociais

131Seja constante o amor fraternal. 2Não negligencieis a hospitalidade, pois alguns, praticando-a, sem o saber acolheram anjos.

13.2
Gn 18.1-8
19.1-3
3Lembrai-vos dos encarcerados, como se presos com eles; dos que sofrem maus-tratos, como se, com efeito, vós mesmos em pessoa fôsseis os maltratados. 4Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros. 5Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito:

De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei.

13.5
Dt 31.6-8
Js 1.5

6Assim, afirmemos confiantemente:

O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem?

13.6
Sl 118.6

Os deveres espirituais

7Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram. 8Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre. 9Não vos deixeis envolver por doutrinas várias e estranhas, porquanto o que vale é estar o coração confirmado com graça e não com alimentos, pois nunca tiveram proveito os que com isto se preocuparam. 10Possuímos um altar do qual não têm direito de comer os que ministram no tabernáculo. 11Pois aqueles animais cujo sangue é trazido para dentro do Santo dos Santos, pelo sumo sacerdote, como oblação pelo pecado, têm o corpo queimado fora do acampamento.

13.11
Lv 16.27
12Por isso, foi que também Jesus, para santificar o povo, pelo seu próprio sangue, sofreu fora da porta. 13Saiamos, pois, a ele, fora do arraial, levando o seu vitupério. 14Na verdade, não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir. 15Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome. 16Não negligencieis, igualmente, a prática do bem e a mútua cooperação; pois, com tais sacrifícios, Deus se compraz. 17Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros.

Algumas recomendações pessoais

18Orai por nós, pois estamos persuadidos de termos boa consciência, desejando em todas as coisas viver condignamente. 19Rogo-vos, com muito empenho, que assim façais, a fim de que eu vos seja restituído mais depressa.

20Ora, o Deus da paz, que tornou a trazer dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o grande Pastor das ovelhas, pelo sangue da eterna aliança, 21vos aperfeiçoe em todo o bem, para cumprirdes a sua vontade, operando em vós o que é agradável diante dele, por Jesus Cristo, a quem seja a glória para todo o sempre. Amém!

22Rogo-vos ainda, irmãos, que suporteis a presente palavra de exortação; tanto mais quanto vos escrevi resumidamente. 23Notifico-vos que o irmão Timóteo foi posto em liberdade; com ele, caso venha logo, vos verei.

24Saudai todos os vossos guias, bem como todos os santos. Os da Itália vos saúdam.

25A graça seja com todos vós.

Utilizamos cookies de acordo com o nossa Política de Privacidade, respeitando todos as suas informações pessoais.[ocultar]