Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
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321Também Jacó seguiu o seu caminho, e anjos de Deus lhe saíram a encontrá-lo. 2Quando os viu, disse: Este é o acampamento de Deus. E chamou àquele lugar Maanaim.

Jacó reconcilia-se com Esaú

3Então, Jacó enviou mensageiros adiante de si a Esaú, seu irmão, à terra de Seir, território de Edom, 4e lhes ordenou: Assim falareis a meu senhor Esaú: Teu servo Jacó manda dizer isto: Como peregrino morei com Labão, em cuja companhia fiquei até agora. 5Tenho bois, jumentos, rebanhos, servos e servas; mando comunicá-lo a meu senhor, para lograr mercê à sua presença.

6Voltaram os mensageiros a Jacó, dizendo: Fomos a teu irmão Esaú; também ele vem de caminho para se encontrar contigo, e quatrocentos homens com ele. 7Então, Jacó teve medo e se perturbou; dividiu em dois bandos o povo que com ele estava, e os rebanhos, e os bois, e os camelos. 8Pois disse: Se vier Esaú a um bando e o ferir, o outro bando escapará.

9E orou Jacó: Deus de meu pai Abraão e Deus de meu pai Isaque, ó Senhor, que me disseste: Torna à tua terra e à tua parentela, e te farei bem; 10sou indigno de todas as misericórdias e de toda a fidelidade que tens usado para com teu servo; pois com apenas o meu cajado atravessei este Jordão; já agora sou dois bandos. 11Livra-me das mãos de meu irmão Esaú, porque eu o temo, para que não venha ele matar-me e as mães com os filhos. 12E disseste: Certamente eu te farei bem e dar-te-ei a descendência como a areia

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Gn 22.17
do mar, que, pela multidão, não se pode contar.

13E, tendo passado ali aquela noite, separou do que tinha um presente para seu irmão Esaú: 14duzentas cabras e vinte bodes; duzentas ovelhas e vinte carneiros; 15trinta camelas de leite com suas crias, quarenta vacas e dez touros; vinte jumentas e dez jumentinhos. 16Entregou-os às mãos dos seus servos, cada rebanho à parte, e disse aos servos: Passai adiante de mim e deixai espaço entre rebanho e rebanho. 17Ordenou ao primeiro, dizendo: Quando Esaú, meu irmão, te encontrar e te perguntar: De quem és, para onde vais, de quem são estes diante de ti? 18Responderás: São de teu servo Jacó; é presente que ele envia a meu senhor Esaú; e eis que ele mesmo vem vindo atrás de nós. 19Ordenou também ao segundo, ao terceiro e a todos os que vinham conduzindo os rebanhos: Falareis desta maneira a Esaú, quando vos encontrardes com ele. 20Direis assim: Eis que o teu servo Jacó vem vindo atrás de nós. Porque dizia consigo mesmo: Eu o aplacarei com o presente que me antecede, depois o verei; porventura me aceitará a presença. 21Assim, passou o presente para diante dele; ele, porém, ficou aquela noite no acampamento.

Jacó luta com Deus e transpõe o vau de Jaboque

22Levantou-se naquela mesma noite, tomou suas duas mulheres, suas duas servas e seus onze filhos e transpôs o vau de Jaboque. 23Tomou-os e fê-los passar o ribeiro; fez passar tudo o que lhe pertencia, 24ficando ele só; e lutava com ele um homem, até ao romper do dia. 25Vendo este que não podia com ele, tocou-lhe na articulação da coxa; deslocou-se a junta da coxa de Jacó, na luta com o homem. 26Disse este: Deixa-me ir, pois já rompeu o dia. Respondeu Jacó: Não te deixarei ir se me não abençoares. 27Perguntou-lhe, pois: Como te chamas? Ele respondeu: Jacó. 28Então, disse: Já não te chamarás Jacó,

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Gn 35.10
e sim Israel, pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste. 29Tornou Jacó: Dize, rogo-te, como te chamas? Respondeu ele: Por que perguntas pelo meu nome? E o abençoou ali. 30Àquele lugar chamou Jacó Peniel, pois disse: Vi a Deus face a face, e a minha vida foi salva. 31Nasceu-lhe o sol, quando ele atravessava Peniel; e manquejava de uma coxa. 32Por isso, os filhos de Israel não comem, até hoje, o nervo do quadril, na articulação da coxa, porque o homem tocou a articulação da coxa de Jacó no nervo do quadril.

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O encontro de Esaú e Jacó

331Levantando Jacó os olhos, viu que Esaú se aproximava, e com ele quatrocentos homens. Então, passou os filhos a Lia, a Raquel e às duas servas. 2Pôs as servas e seus filhos à frente, Lia e seus filhos atrás deles e Raquel e José por últimos. 3E ele mesmo, adiantando-se, prostrou-se à terra sete vezes, até aproximar-se de seu irmão. 4Então, Esaú correu-lhe ao encontro e o abraçou; arrojou-se-lhe ao pescoço e o beijou; e choraram. 5Daí, levantando os olhos, viu as mulheres e os meninos e disse: Quem são estes contigo? Respondeu-lhe Jacó: Os filhos com que Deus agraciou a teu servo. 6Então, se aproximaram as servas, elas e seus filhos, e se prostraram. 7Chegaram também Lia e seus filhos e se prostraram; por último chegaram José e Raquel e se prostraram. 8Perguntou Esaú: Qual é o teu propósito com todos esses bandos que encontrei? Respondeu Jacó: Para lograr mercê na presença de meu senhor. 9Então, disse Esaú: Eu tenho muitos bens, meu irmão; guarda o que tens. 10Mas Jacó insistiu: Não recuses; se logrei mercê diante de ti, peço-te que aceites o meu presente, porquanto vi o teu rosto como se tivesse contemplado o semblante de Deus; e te agradaste de mim. 11Peço-te, pois, recebe o meu presente, que eu te trouxe; porque Deus tem sido generoso para comigo, e tenho fartura. E instou com ele, até que o aceitou.

12Disse Esaú: Partamos e caminhemos; eu seguirei junto de ti. 13Porém Jacó lhe disse: Meu senhor sabe que estes meninos são tenros, e tenho comigo ovelhas e vacas de leite; se forçadas a caminhar demais um só dia, morrerão todos os rebanhos. 14Passe meu senhor adiante de seu servo; eu seguirei guiando-as pouco a pouco, no passo do gado que me vai à frente e no passo dos meninos, até chegar a meu senhor, em Seir.

15Respondeu Esaú: Então, permite que eu deixe contigo da gente que está comigo. Disse Jacó: Para quê? Basta que eu alcance mercê aos olhos de meu senhor. 16Assim, voltou Esaú aquele dia a Seir, pelo caminho por onde viera. 17E Jacó partiu para Sucote, e edificou para si uma casa, e fez palhoças para o seu gado; por isso, o lugar se chamou Sucote.

Jacó chega a Siquém

18Voltando de Padã-Arã, chegou Jacó são e salvo à cidade de Siquém, que está na terra de Canaã; e armou a sua tenda junto da cidade. 19A parte do campo,

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Js 24.32
Jo 4.5
onde armara a sua tenda, ele a comprou dos filhos de Hamor, pai de Siquém, por cem peças de dinheiro. 20E levantou ali um altar e lhe chamou Deus, o Deus de Israel.

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Diná e os siquemitas

341Ora, Diná, filha que Lia dera à luz a Jacó, saiu para ver as filhas da terra. 2Viu-a Siquém, filho do heveu Hamor, que era príncipe daquela terra, e, tomando-a, a possuiu e assim a humilhou. 3Sua alma se apegou a Diná, filha de Jacó, e amou a jovem, e falou-lhe ao coração. 4Então, disse Siquém a Hamor, seu pai: Consegue-me esta jovem para esposa. 5Quando soube Jacó que Diná, sua filha, fora violada por Siquém, estavam os seus filhos no campo com o gado; calou-se, pois, até que voltassem. 6E saiu Hamor, pai de Siquém, para falar com Jacó. 7Vindo os filhos de Jacó do campo e ouvindo o que acontecera, indignaram-se e muito se iraram, pois Siquém praticara um desatino em Israel, violentando a filha de Jacó, o que se não devia fazer.

8Disse-lhes Hamor: A alma de meu filho Siquém está enamorada fortemente de vossa filha; peço-vos que lha deis por esposa. 9Aparentai-vos conosco, dai-nos as vossas filhas e tomai as nossas; 10habitareis conosco, a terra estará ao vosso dispor; habitai e negociai nela e nela tende possessões. 11E o próprio Siquém disse ao pai e aos irmãos de Diná: Ache eu mercê diante de vós e vos darei o que determinardes. 12Majorai de muito o dote de casamento e as dádivas, e darei o que me pedirdes; dai-me, porém, a jovem por esposa.

13Então, os filhos de Jacó, por causa de lhes haver Siquém violado a irmã, Diná, responderam com dolo a Siquém e a seu pai Hamor e lhes disseram: 14Não podemos fazer isso, dar nossa irmã a um homem incircunciso; porque isso nos seria ignomínia. 15Sob uma única condição permitiremos: que vos torneis como nós, circuncidando-se todo macho entre vós; 16então, vos daremos nossas filhas, tomaremos para nós as vossas, habitaremos convosco e seremos um só povo. 17Se, porém, não nos ouvirdes e não vos circuncidardes, tomaremos a nossa filha e nos retiraremos embora.

18Tais palavras agradaram a Hamor e a Siquém, seu filho. 19Não tardou o jovem em fazer isso, porque amava a filha de Jacó e era o mais honrado de toda a casa de seu pai. 20Vieram, pois, Hamor e Siquém, seu filho, à porta da sua cidade e falaram aos homens da cidade: 21Estes homens são pacíficos para conosco; portanto, habitem na terra e negociem nela. A terra é bastante espaçosa para contê-los; recebamos por mulheres a suas filhas e demos-lhes também as nossas. 22Somente, porém, consentirão os homens em habitar conosco, tornando-nos um só povo, se todo macho entre nós se circuncidar, como eles são circuncidados. 23O seu gado, as suas possessões e todos os seus animais não serão nossos? Consintamos, pois, com eles, e habitarão conosco. 24E deram ouvidos a Hamor e a Siquém, seu filho, todos os que saíam da porta da cidade; e todo homem foi circuncidado, dos que saíam pela porta da sua cidade.

A traição de Simeão e Levi

25Ao terceiro dia, quando os homens sentiam mais forte a dor, dois filhos de Jacó, Simeão e Levi, irmãos de Diná, tomaram cada um a sua espada, entraram inesperadamente na cidade e mataram os homens todos. 26Passaram também ao fio da espada a Hamor e a seu filho Siquém; tomaram a Diná da casa de Siquém e saíram. 27Sobrevieram os filhos de Jacó aos mortos e saquearam a cidade, porque sua irmã fora violada. 28Levaram deles os rebanhos, os bois, os jumentos e o que havia na cidade e no campo; 29todos os seus bens, e todos os seus meninos, e as suas mulheres levaram cativos e pilharam tudo o que havia nas casas. 30Então, disse Jacó a Simeão e a Levi: Vós me afligistes e me fizestes odioso entre os moradores desta terra, entre os cananeus e os ferezeus; sendo nós pouca gente, reunir-se-ão contra mim, e serei destruído, eu e minha casa. 31Responderam: Abusaria ele de nossa irmã, como se fosse prostituta?