Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
11

A torre de Babel

111Ora, em toda a terra havia apenas uma linguagem e uma só maneira de falar. 2Sucedeu que, partindo eles do Oriente, deram com uma planície na terra de Sinar; e habitaram ali. 3E disseram uns aos outros: Vinde, façamos tijolos e queimemo-los bem. Os tijolos serviram-lhes de pedra, e o betume, de argamassa. 4Disseram: Vinde, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo tope chegue até aos céus e tornemos célebre o nosso nome, para que não sejamos espalhados por toda a terra. 5Então, desceu o Senhor para ver a cidade e a torre, que os filhos dos homens edificavam; 6e o Senhor disse: Eis que o povo é um, e todos têm a mesma linguagem. Isto é apenas o começo; agora não haverá restrição para tudo que intentam fazer. 7Vinde, desçamos e confundamos ali a sua linguagem, para que um não entenda a linguagem de outro. 8Destarte, o Senhor os dispersou dali pela superfície da terra; e cessaram de edificar a cidade. 9Chamou-se-lhe, por isso, o nome de Babel, porque ali confundiu o Senhor a linguagem de toda a terra e dali o Senhor os dispersou por toda a superfície dela.

Descendentes de Sem

1Cr 1.24-27

10São estas as gerações de Sem. Ora, ele era da idade de cem anos quando gerou a Arfaxade, dois anos depois do dilúvio; 11e, depois que gerou a Arfaxade, viveu Sem quinhentos anos; e gerou filhos e filhas.

12Viveu Arfaxade trinta e cinco anos e gerou a Salá; 13e, depois que gerou a Salá, viveu Arfaxade quatrocentos e três anos; e gerou filhos e filhas.

14Viveu Salá trinta anos e gerou a Héber; 15e, depois que gerou a Héber, viveu Salá quatrocentos e três anos; e gerou filhos e filhas.

16Viveu Héber trinta e quatro anos e gerou a Pelegue; 17e, depois que gerou a Pelegue, viveu Héber quatrocentos e trinta anos; e gerou filhos e filhas.

18Viveu Pelegue trinta anos e gerou a Reú; 19e, depois que gerou a Reú, viveu Pelegue duzentos e nove anos; e gerou filhos e filhas.

20Viveu Reú trinta e dois anos e gerou a Serugue; 21e, depois que gerou a Serugue, viveu Reú duzentos e sete anos; e gerou filhos e filhas.

22Viveu Serugue trinta anos e gerou a Naor; 23e, depois que gerou a Naor, viveu Serugue duzentos anos; e gerou filhos e filhas.

24Viveu Naor vinte e nove anos e gerou a Tera; 25e, depois que gerou a Tera, viveu Naor cento e dezenove anos; e gerou filhos e filhas.

26Viveu Tera setenta anos e gerou a Abrão, a Naor e a Harã.

27São estas as gerações de Tera. Tera gerou a Abrão, a Naor e a Harã; e Harã gerou a Ló. 28Morreu Harã na terra de seu nascimento, em Ur dos caldeus, estando Tera, seu pai, ainda vivo. 29Abrão e Naor tomaram para si mulheres; a de Abrão chamava-se Sarai, a de Naor, Milca, filha de Harã, que foi pai de Milca e de Iscá. 30Sarai era estéril, não tinha filhos.

31Tomou Tera a Abrão, seu filho, e a Ló, filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai, sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã; foram até Harã, onde ficaram. 32E, havendo Tera vivido duzentos e cinco anos ao todo, morreu em Harã.

12

Deus chama Abrão e lhe faz promessas

121Ora, disse o Senhor a Abrão: Sai da tua terra,

12.1
At 7.2-3
Hb 11.8
da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; 2de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! 3Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra.
12.3
Gl 3.8

4Partiu, pois, Abrão, como lho ordenara o Senhor, e Ló foi com ele. Tinha Abrão setenta e cinco anos quando saiu de Harã. 5Levou Abrão consigo a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e todos os bens que haviam adquirido, e as pessoas que lhes acresceram em Harã. Partiram para a terra de Canaã; e lá chegaram. 6Atravessou Abrão a terra até Siquém, até ao carvalho de Moré. Nesse tempo os cananeus habitavam essa terra. 7Apareceu o Senhor a Abrão e lhe disse: Darei à tua descendência esta terra.

12.7
At 7.5
Gl 3.16
Ali edificou Abrão um altar ao Senhor, que lhe aparecera. 8Passando dali para o monte ao oriente de Betel, armou a sua tenda, ficando Betel ao ocidente e Ai ao oriente; ali edificou um altar ao Senhor e invocou o nome do Senhor. 9Depois, seguiu Abrão dali, indo sempre para o Neguebe.

Abrão no Egito

10Havia fome naquela terra; desceu, pois, Abrão ao Egito, para aí ficar, porquanto era grande a fome na terra. 11Quando se aproximava do Egito, quase ao entrar, disse a Sarai, sua mulher: Ora, bem sei que és mulher de formosa aparência; 12os egípcios, quando te virem, vão dizer: É a mulher dele e me matarão, deixando-te com vida. 13Dize, pois, que és minha irmã,

12.13
Gn 20.2
26.7
para que me considerem por amor de ti e, por tua causa, me conservem a vida. 14Tendo Abrão entrado no Egito, viram os egípcios que a mulher era sobremaneira formosa. 15Viram-na os príncipes de Faraó e gabaram-na junto dele; e a mulher foi levada para a casa de Faraó. 16Este, por causa dela, tratou bem a Abrão, o qual veio a ter ovelhas, bois, jumentos, escravos e escravas, jumentas e camelos.

17Porém o Senhor puniu Faraó e a sua casa com grandes pragas, por causa de Sarai, mulher de Abrão. 18Chamou, pois, Faraó a Abrão e lhe disse: Que é isso que me fizeste? Por que não me disseste que era ela tua mulher? 19E me disseste ser tua irmã? Por isso, a tomei para ser minha mulher. Agora, pois, eis a tua mulher, toma-a e vai-te. 20E Faraó deu ordens aos seus homens a respeito dele; e acompanharam-no, a ele, a sua mulher e a tudo que possuía.

13

Abrão e Ló separam-se

131Saiu, pois, Abrão do Egito para o Neguebe, ele e sua mulher e tudo o que tinha, e Ló com ele. 2Era Abrão muito rico; possuía gado, prata e ouro. 3Fez as suas jornadas do Neguebe até Betel, até ao lugar onde primeiro estivera a sua tenda, entre Betel e Ai, 4até ao lugar do altar, que outrora tinha feito; e aí Abrão invocou o nome do Senhor. 5Ló, que ia com Abrão, também tinha rebanhos, gado e tendas. 6E a terra não podia sustentá-los, para que habitassem juntos, porque eram muitos os seus bens; de sorte que não podiam habitar um na companhia do outro. 7Houve contenda entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do gado de Ló. Nesse tempo os cananeus e os ferezeus habitavam essa terra.

8Disse Abrão a Ló: Não haja contenda entre mim e ti e entre os meus pastores e os teus pastores, porque somos parentes chegados. 9Acaso, não está diante de ti toda a terra? Peço-te que te apartes de mim; se fores para a esquerda, irei para a direita; se fores para a direita, irei para a esquerda. 10Levantou Ló os olhos e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem-regada (antes de haver o Senhor destruído Sodoma e Gomorra), como o jardim do Senhor,

13.10
Gn 2.10
como a terra do Egito, como quem vai para Zoar. 11Então, Ló escolheu para si toda a campina do Jordão e partiu para o Oriente; separaram-se um do outro. 12Habitou Abrão na terra de Canaã; e Ló, nas cidades da campina e ia armando as suas tendas até Sodoma. 13Ora, os homens de Sodoma eram maus e grandes pecadores contra o Senhor.

O Senhor promete a Abrão a terra de Canaã

14Disse o Senhor a Abrão, depois que Ló se separou dele: Ergue os olhos e olha desde onde estás para o norte, para o sul, para o oriente e para o ocidente; 15porque toda essa terra que vês, eu ta darei, a ti e à tua descendência,

13.15
At 7.5
para sempre. 16Farei a tua descendência como o pó da terra; de maneira que, se alguém puder contar o pó da terra, então se contará também a tua descendência. 17Levanta-te, percorre essa terra no seu comprimento e na sua largura; porque eu ta darei. 18E Abrão, mudando as suas tendas, foi habitar nos carvalhais de Manre, que estão junto a Hebrom; e levantou ali um altar ao Senhor.

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