Almeida Revista e Atualizada (1993) (ARA)
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Os inimigos fazem parar a construção do templo

41Ouvindo os adversários de Judá e Benjamim que os que voltaram do cativeiro edificavam o templo ao Senhor, Deus de Israel, 2chegaram-se a Zorobabel e aos cabeças de famílias e lhes disseram: Deixai-nos edificar convosco, porque, como vós, buscaremos a vosso Deus; como também já lhe sacrificamos desde os dias de Esar-Hadom,

4.2
2Rs 17.24-41
rei da Assíria, que nos fez subir para aqui. 3Porém Zorobabel, Jesua e os outros cabeças de famílias lhes responderam: Nada tendes conosco na edificação da casa a nosso Deus; nós mesmos, sozinhos, a edificaremos ao Senhor, Deus de Israel, como nos ordenou Ciro, rei da Pérsia.

4Então, as gentes da terra desanimaram o povo de Judá, inquietando-o no edificar; 5alugaram contra eles conselheiros para frustrarem o seu plano, todos os dias de Ciro, rei da Pérsia, até ao reinado de Dario, rei da Pérsia.

6No princípio do reinado de Assuero,

4.6
Et 1.1
escreveram uma acusação contra os habitantes de Judá e de Jerusalém. 7E, nos dias de Artaxerxes, rei da Pérsia, Bislão, Mitredate, Tabeel e os outros seus companheiros lhe escreveram; a carta estava escrita em caracteres aramaicos e na língua siríaca. 8Reum, o comandante, e Sinsai, o escrivão, escreveram contra Jerusalém uma carta ao rei Artaxerxes. 9Escreveu Reum, o comandante, e Sinsai, o escrivão, os outros seus companheiros: dinaítas, afarsaquitas, tarpelitas, afarsitas, arquevitas, babilônios, susanquitas, deavitas, elamitas 10e outros povos, que o grande e afamado Osnapar transportou e que fez habitar na cidade de Samaria, e os outros aquém do Eufrates. 11Eis o teor da carta endereçada ao rei Artaxerxes: 12Teus servos, os homens daquém do Eufrates e em tal tempo. Seja do conhecimento do rei que os judeus que subiram de ti vieram a nós a Jerusalém. Eles estão reedificando aquela rebelde e malvada cidade e vão restaurando os seus muros e reparando os seus fundamentos. 13Saiba ainda o rei que, se aquela cidade se reedificar, e os muros se restaurarem, eles não pagarão os direitos, os impostos e os pedágios e assim causarão prejuízos ao rei. 14Agora, pois, como somos assalariados do rei e não nos convém ver a desonra dele, por isso, mandamos dar-lhe aviso, 15a fim de que se busque no Livro das Crônicas de seus pais, e nele achará o rei e saberá que aquela cidade foi rebelde e danosa aos reis e às províncias e que nela tem havido rebeliões, desde tempos antigos; pelo que foi a cidade destruída. 16Nós, pois, fazemos notório ao rei que, se aquela cidade se reedificar, e os seus muros se restaurarem, sucederá que não terá a posse das terras deste lado do Eufrates.

17Então, respondeu o rei: A Reum, o comandante, a Sinsai, o escrivão, e a seus companheiros que habitam em Samaria, como aos restantes que estão além do Eufrates: Paz! 18A carta que nos enviastes foi distintamente lida na minha presença. 19Ordenando-o eu, buscaram e acharam que, de tempos antigos, aquela cidade se levantou contra os reis, e nela se têm feito rebeliões e motins. 20Também houve reis poderosos sobre Jerusalém, que dalém do Eufrates dominaram em todo lugar, e se lhes pagaram direitos, impostos e pedágios. 21Agora, pois, dai ordem a fim de que aqueles homens parem o trabalho e não se edifique aquela cidade, a não ser com autorização minha. 22Guardai-vos, não sejais remissos nestas coisas. Por que há de crescer o dano em prejuízo dos reis?

23Depois de lida a cópia da carta do rei Artaxerxes perante Reum, Sinsai, o escrivão, e seus companheiros, foram eles apressadamente a Jerusalém, aos judeus, e, de mão armada, os forçaram a parar com a obra. 24Cessou, pois, a obra da Casa de Deus, a qual estava em Jerusalém; e isso até ao segundo ano do reinado de Dario, rei da Pérsia.